[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37559-pt":3,"doc-seo-37559-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37559,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",26,"Contos e Romances","JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS. Quincas Borba","Edição em livro de Quincas Borba, de Joaquim Maria Machado de Assis, publicada originalmente em folhetins entre 1886 e 1891, com diferenças substanciais em relação à versão seriada. O texto apresenta o “Prólogo da 3ª edição”, em que o autor discute revisões tipográficas, rejeita a ideia de uma continuação específica e agradece vozes que defendem sua obra. Em seguida, o enredo inicia com Rubião em Botafogo comparando passado e presente, explorando mudanças de status, sentimentos e relações, e conduzindo à trajetória ligada a Quincas Borba.","Texto-fonte:  \nObra Completa, Machado de Assis, Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1994.  \nPublicado originalmente em folhetins, de 1886 a 1891, em A Estação .  \nPublicado em volume pela Garnier, Rio de Janeiro, no mesmo ano de 1891, com substanciais diferenças com relação aos folhetins.  \nO que aqui vai é justamente a edição em livro.  \nPRÓLOGO DA 3ª EDIÇÃO  \nA segunda edição deste livro acabou mais depressa que a primeira. Aqui sai ele em terceira, sem outra alteração além da emenda de alguns erros tipográficos, tais e tão poucos que, ainda conservados, não encobririam o sentido.  \nUm amigo e confrade ilustre tem teimado comigo para que dê a este livro oseguimento de outro.“Com as Memórias Póstumas de Brás Cubas, donde este proveio, fará você uma trilogia, e a Sofia de Quincas Borba ocupará exclusivamente a terceira parte.” Algum tempo cuidei que podia ser, mas relendo agora estas páginas concluo que não. A Sofia está aqui toda. Continuá-la seria repeti-la, e acaso repetir o mesmo seria pecado. Creio que foi assim que metacharam este e alguns outros dos livros que vim compondo pelo tempo fora nosilêncio da minha vida. Vozes houve, generosas e fortes, que então me defenderam; já lhes agradeci em particular; agora o faço cordial e publicamente.  \n1889.  \nM. de A.  \nCAPÍTULO PRIMEIRO  \nRubião fitava a enseada,— eram oito horas da manhã . Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com opresente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade .  \n— Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas, pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral. Nãocasou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça. . .  \nCAPÍTULO II  \nQue abismo que há entre o espírito e o coração! O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento, arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a bater de alegria. Que lheimporta a canoa nem o canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham, arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez que a mana Piedade tinha demorrer, foi bom que não casasse; podia vir um filho ou uma filha. . .— Bonita canoa!—Antes assim!— Como obedece bem aos remos do homem!— O certo é que eles estão no Céu!  \nCAPÍTULO III  \nUm criado trouxe o café . Rubião pegou na xícara e, enquanto lhe deitava açúcar, ia disfarçadamente mirando a bandeja, que era de prata lavrada. Prata, ouro, eram os metais que amava de coração; não gostava de bronze, mas o amigo Palha disse-lhe que era matéria de preço, e assim se explica este par de figuras que aqui está na sala, um Mefistófeles e um Fausto. Tivesse, porém, de escolher, escolheria a bandeja,— primor de argentaria, execução fina e acabada. O criadoesperava teso e sério. Era espanhol; e não foi sem resistência que Rubião o aceitou das mãos de Cristiano; por mais que lhe dissesse que estava acostumado aos seus crioulos de Minas, e não queria línguas estrangeiras em casa, o amigo Palha insistiu, demonstrando-lhe a necessidade de ter criados brancos. Rubiãocedeu com pena. O seu bom pajem, que ele queria pôr na sala, como um pedaçoda província, nem o pôde deixar na cozinha, onde reinava um francês, Jean; foi degradado a outros serviços.  \n— Quincas Borba está muito impaciente? perguntou Rubião bebendo o último golede café, e lançando um último olhar à bandeja.  \n— Me parece que sí.  \n— Lá vou soltá-lo.  \nNão foi; deixou-se ficar, algum tempo, a olhar para os móveis. Vendo as pequenasgravuras inglesas, que pendiam da p","cbCaiecED6uiYqFb","https://ap.wps.com/l/cbCaiecED6uiYqFb","pdf",686947,1,158,"Portuguese","pt",112,"# Prólogo da 3ª edição\n# Capítulo I\n# Capítulo II\n# Capítulo III\n# Capítulo IV","[{\"question\":\"Qual é o motivo apresentado no “Prólogo da 3ª edição” para manter o livro sem alterações além de correções tipográficas?\",\"answer\":\"O texto afirma que a segunda edição esgotou-se rapidamente e que a terceira sai com apenas a emenda de alguns erros tipográficos, em número tão reduzido que não encobriria o sentido.\"},{\"question\":\"Por que o autor considera pecaminoso repetir ou continuar a personagem Sofia de Quincas Borba?\",\"answer\":\"A obra sustenta que a Sofia já está toda no livro; continuar seria repeti-la e, ao repetir o mesmo, seria pecado.\"},{\"question\":\"O que muda na vida de Rubião entre o passado e o presente, segundo o início do Capítulo I?\",\"answer\":\"Rubião compara o que era “um ano” antes e o que é agora, passando de “Professor” para “Capitalista”, e percebe a sensação de propriedade que toma conta dele.\"}]",1783052458,243,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":24,"language":23,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":85,"head_meta":87,"extra_data":89,"updated_unix":27},"joaquim-maria-machado-de-assis-quincas-borba","",{"@graph":35,"@context":84},[36,53,67],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,47,50],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":46},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":48,"name":12,"@type":42,"position":49},"https://docshare.wps.com/pt/document/contos-e-romances/",3,{"item":51,"name":13,"@type":42,"position":52},"https://docshare.wps.com/pt/document/joaquim-maria-machado-de-assis-quincas-borba/37559/",4,{"url":51,"name":13,"@type":54,"author":55,"headline":13,"publisher":57,"fileFormat":60,"inLanguage":23,"description":14,"dateModified":61,"datePublished":61,"encodingFormat":60,"isAccessibleForFree":62,"interactionStatistic":63},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":56},"Person",{"url":40,"name":58,"@type":59},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":64,"interactionType":65,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":66},"ViewAction",{"@type":68,"mainEntity":69},"FAQPage",[70,76,80],{"name":71,"@type":72,"acceptedAnswer":73},"Qual é o motivo apresentado no “Prólogo da 3ª edição” para manter o livro sem alterações além de correções tipográficas?","Question",{"text":74,"@type":75},"O texto afirma que a segunda edição esgotou-se rapidamente e que a terceira sai com apenas a emenda de alguns erros tipográficos, em número tão reduzido que não encobriria o sentido.","Answer",{"name":77,"@type":72,"acceptedAnswer":78},"Por que o autor considera pecaminoso repetir ou continuar a personagem Sofia de Quincas Borba?",{"text":79,"@type":75},"A obra sustenta que a Sofia já está toda no livro; continuar seria repeti-la e, ao repetir o mesmo, seria pecado.",{"name":81,"@type":72,"acceptedAnswer":82},"O que muda na vida de Rubião entre o passado e o presente, segundo o início do Capítulo I?",{"text":83,"@type":75},"Rubião compara o que era “um ano” antes e o que é agora, passando de “Professor” para “Capitalista”, e percebe a sensação de propriedade que toma conta dele.","https://schema.org",{"og:url":51,"og:type":86,"og:title":13,"og:site_name":58,"og:description":14},"article",{"robots":88,"canonical":51},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":24}]