[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37557-pt":3,"doc-seo-37557-112":28},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":11,"language":21,"language_code":22,"site_id":23,"html_lang":22,"table_of_contents":24,"faqs":25,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":26,"read_time":27},37557,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS. Quase Ministro","Texto introdutório e abertura de uma comédia escrita para ser encenada em um sarau literário e artístico, com data de 22 de novembro de 1862, em casa de amigos na rua da Quitanda. Apresenta elenco e descrições do evento: leitura de composições poéticas e execução de peças musicais por diversos artistas, além de referência às ilustrações. Em seguida, introduz personagens e o cenário do Rio de Janeiro, com início das cenas I e II centradas em Martins e Silveira, envolvendo o tema da iminente convocação para o ministério e repercussões políticas.","Texto-fonte:  \nTeatro de Machado de Assis, org. de João Roberto Faria, São Paulo: Martins Fontes, 2003.  \nPublicada originalmente na Semana Ilustrada, Rio de Janeiro, 1864.  \nNOTA PRELIMINAR  \nEsta comédia foi expressamente escrita para ser representada em um sarau literário e artístico, dado a 22 de novembro do ano passado (1862), em casa dealguns amigos na rua da Quitanda.  \nOs cavalheiros que se encarregaram dos diversos papéis foram Os Senhores Morais Tavares, Manuel de Melo, Ernesto Cibrão, Bento Marques, Insley Pacheco, Artur Napoleão, Muniz Barreto e Carlos Schramm. O desempenho, como podematestar os que lá estiveram, foi muito acima do que se podia esperar de amadores.  \nPela representação da comédia se abriu o sarau, continuando com a leitura deescritos poéticos e a execução de composições musicais.  \nLeram composições poéticas os Senhores: conselheiro José Feliciano de Castilho, fragmentos de uma excelente tradução do Fausto; Bruno Seabra, fragmentos doseu poema Dom Fuas, do gênero humorístico, em que a sua musa se distingue sempre; Ernesto Cibrão, uma graciosa e delicada poesia — O Campo Santo; Doutor Pedro Luís — Os voluntários da morte, ode eloqüente sobre a Polônia; Faustino de Novais, uns sentidos versos de despedida a Artur Napoleão; finalmente, o próprio autor da comédia.  \nExecutaram excelentes pedaços de música os Senhores: Artur Napoleão, A. Arnaud, Schramm e Wagner, pianistas; Muniz Barreto e Bernardelli, violinistas; Tronconi, harpista; Reichert, flautista; Bolgiani, Tootal, Wilmoth, Orlandini e Fernand, cantores.  \nA este grupo de artistas, é de rigor acrescentar o nome do Senhor Leopoldo Heck, cujos trabalhos de pintura são bem conhecidos, e que se encarregou de ilustrar oprograma do sarau afixado na sala.  \nO sarau era o sexto ou sétimo dado pelos mesmos amigos, reinando neste, como em todos, a franca alegria e convivência cordial a que davam lugar o bom gostoda direção e a urbanidade dos diretores.  \nPERSONAGENS  \nLUCIANO MARTINS, deputado  \nDOUTOR SILVEIRA  \nJOSÉ PACHECO  \nCARLOS BASTOS  \nMATEUS  \nLUÍS PEREIRA  \nMÜLLER  \nAGAPITO  \nAção — Rio de Janeiro.  \n(Sala em casa de Martins.)  \nCena I  \nMARTINS, SILVEIRA  \nSILVEIRA  \n(entrando)  \nPrimo Martins, abraça este ressuscitado! MARTINS  \nComo assim?  \nSILVEIRA  \nNão imaginas. Senta-te, senta-te. Como vai a prima? MARTINS  \nEstá boa. Mas que foi?  \nSILVEIRA  \nFoi um milagre. Conheces aquele meu alazão? MARTINS  \nAh! basta; história de cavalos... que mania! SILVEIRA  \nÉ um vício, confesso. Para mim não há outros: nem fumo, nem mulheres, nem jogo, nem vinho; tudo isso que muitas vezes se encontra em um só homem, reuni-o eu na paixão dos cavalos; mas que não há nada acima de um cavalosoberbo, elegante, fogoso. Ol ha, eu compreendo Calígula.  \nMARTINS  \nMas, enfim. . .  \nSILVEIRA  \nA história? É simples. Conheces o meu Intrépido? E um lindo alazão! Pois ia eu há pouco, comodamente montado, costeando a praia de Botafogo; ia distraído, nãosei em que pensava. De repente, um tílburi que vinha em frente esbarra e tomba. O Intrépido espanta-se; ergue as patas dianteiras, diante da massa que ficara  \ndefronte, donde saíam gritos e lamentos. Procurei contê-lo, mas qual! Quando dei por mim rolava muito prosaicamente na poeira. Levantei-me a custo; todo o corpome doía; mas enfim pude tomar um carro e ir mudar de roupa. Quanto ao alazão, ninguém deu por ele; deitou a correr até agora.  \nMARTINS  \nQue maluco!  \nSILVEIRA  \nAh! mas as comoções... E as folhas amanhã contando o fato: \" DESASTRE.—Ontem, o jovem e estimado Dr. Silveira Borges, primo do talentoso deputado Luciano Alberto Martins, escapou de morrer... etc.”. Só isto!  \nMARTINS  \nAcabaste a história do teu desastre?  \nSILVEIRA  \nAcabei.  \nMARTINS  \nOuve agora o meu.  \nSILVEIRA  \nEstás ministro, aposto!  \nMARTINS  \nQuase.  \nSILVEIRA  \nConta-me isto. Eu já tinha ouvido filar na queda do ministério.  \nMARTINS  \nFaleceu hoje de manhã .  \nSILVEIRA  \nDeus lhe fale n'alma!  \nMARTINS  \nPois creio que vou ser convidado ","cbCaicoOur01Q9HV","https://ap.wps.com/l/cbCaicoOur01Q9HV","pdf",80763,1,"Portuguese","pt",112,"# Nota preliminar\n# Personagens\n# Cena I\n# Cena II","[{\"question\":\"Qual é a finalidade da comédia segundo a nota preliminar?\",\"answer\":\"A comédia foi escrita expressamente para ser representada em um sarau literário e artístico.\"},{\"question\":\"Quando e onde ocorreu a ocasião mencionada na nota preliminar?\",\"answer\":\"A apresentação no sarau foi marcada para 22 de novembro de 1862, em casa de amigos na rua da Quitanda.\"},{\"question\":\"Quais são os temas centrais do início das cenas I e II?\",\"answer\":\"O diálogo gira em torno da conversa entre Martins e Silveira sobre um “desastre” e da expectativa de Martins ser convidado para uma pasta ministerial, além da discussão política trazida por José Pacheco.\"}]",1783052448,42,{"code":4,"msg":29,"data":30},"ok",{"site_id":23,"language":22,"slug":31,"title":13,"keywords":32,"description":14,"schema_data":33,"social_meta":84,"head_meta":86,"extra_data":88,"updated_unix":26},"joaquim-maria-machado-de-assis-quase-ministro","",{"@graph":34,"@context":83},[35,52,66],{"@type":36,"itemListElement":37},"BreadcrumbList",[38,42,46,49],{"item":39,"name":40,"@type":41,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":43,"name":44,"@type":41,"position":45},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":47,"name":12,"@type":41,"position":48},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",3,{"item":50,"name":13,"@type":41,"position":51},"https://docshare.wps.com/pt/document/joaquim-maria-machado-de-assis-quase-ministro/37557/",4,{"url":50,"name":13,"@type":53,"author":54,"headline":13,"publisher":56,"fileFormat":59,"inLanguage":22,"description":14,"dateModified":60,"datePublished":60,"encodingFormat":59,"isAccessibleForFree":61,"interactionStatistic":62},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":55},"Person",{"url":39,"name":57,"@type":58},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":63,"interactionType":64,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":65},"ViewAction",{"@type":67,"mainEntity":68},"FAQPage",[69,75,79],{"name":70,"@type":71,"acceptedAnswer":72},"Qual é a finalidade da comédia segundo a nota preliminar?","Question",{"text":73,"@type":74},"A comédia foi escrita expressamente para ser representada em um sarau literário e artístico.","Answer",{"name":76,"@type":71,"acceptedAnswer":77},"Quando e onde ocorreu a ocasião mencionada na nota preliminar?",{"text":78,"@type":74},"A apresentação no sarau foi marcada para 22 de novembro de 1862, em casa de amigos na rua da Quitanda.",{"name":80,"@type":71,"acceptedAnswer":81},"Quais são os temas centrais do início das cenas I e II?",{"text":82,"@type":74},"O diálogo gira em torno da conversa entre Martins e Silveira sobre um “desastre” e da expectativa de Martins ser convidado para uma pasta ministerial, além da discussão política trazida por José Pacheco.","https://schema.org",{"og:url":50,"og:type":85,"og:title":13,"og:site_name":57,"og:description":14},"article",{"robots":87,"canonical":50},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":23}]