[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37561-pt":3,"doc-seo-37561-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37561,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","Joaquim Maria Machado de Assis. Tu Só, Tu, Puro Amor","Edição de textos de fonte literária com contextualização histórica e dramatização ligada a episódios atribuídos a Camões e ao duque de Aveiro. O conteúdo apresenta referências bibliográficas, notas explicativas sobre cronologias e títulos nobiliárquicos, sustentadas por obras e cartas régias. Em seguida, surge a estrutura dramática com personagens, indicação de cena e diálogo entre Caminha e D. Manuel de Portugal, discutindo o valor poético de Camões, o ressentimento, e a história do epigrama que gerou o desfecho amoroso palaciano.","Textos-fonte:  \n[http://www.biblio.com.br](http://www.biblio.com.br)  \nObra completa de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol II, 1994.  \nPublicado originalmente em Revista Brasileira , Rio de Janeiro, 1880.  \nTu só, tu, puro amor, com força crua, Que os corações humanos tanto obriga. . .  \nCamões, Lusíadas, 3, CXIX.  \nO desfecho dos amores palacianos de Camões e de D. Catarina de Ataíde é oobjeto da comédia, desfecho que deu lugar à subseqüente aventura de África, emais tarde à partida para a Índia, donde o poeta devia regressar um dia com aimortalidade nas mãos. Não pretendi fazer um quadro da corte de D. João II, nemsei se o permitiam as proporções mínimas do escrito e a urgência da ocasião. Busquei sim haver-me de maneira que o poeta fosse contemporâneo de seusamores, não lhe dando feições épicas, e, por assim dizer, póstumas.  \nNa primeira impressão escrevi uma nota, que reproduzi na segunda, acrescentando-lhe alguma coisa explicativa. Como na cena primeira se trata daanedota que motivou o epigrama de Camões ao duque de Aveiro, disse eu ali que, posto se lhe não possa fixar data, usaria dela por me parecer um curioso rasgo de costumes. E aduzi: “Engana-se, creio eu, o Sr. Teófilo Braga, quando afirma que ela só podia ter ocorrido depois do regresso de Camões a Lisboa, alegando, para fundamentar essa opinião, que o título de duque de Aveiro foi criado em 1557. Digo que se engana o distinto escritor, porque eu encontro o duque de Aveiro, cinco anos antes, 1552, indo receber, na qualidade de embaixador, a princesa d. Joana, noiva do príncipe d. João (Veja Mem . e Doc. Anexos aos Anéis de d. João III, págs. 440 e 441); e, se Camões só em 1553 partiu para a Índia, não é impossível que o epigrama e o caso que lhe deu origem fossem anteriores.”  \nTemos ambos razão, o Sr. Teófilo Braga e eu. Com efeito, o ducado de Aveiro só foi criado formalmente em 1557, mas o agraciado usava o título desde muito antes, por mercê de D. João III: é o que confirma a própria carta régia de 30 de agosto daquele ano, textualmente inserta na [Hist. Geneal... de](Hist. Geneal... de) D. Antônio Caetano de Souza, que cita em abono da asserção o testemunho de Andrade, na Crônica d’el-rei d, João III. Naquela mesma obra se lê (liv. IV, cap. V) que em 1551, na transladação dos ossos d’el-rei D, Manuel estivera presente o duque de Aveiro. Não é pois impossível que a anedota ocorresse antes da primeira ausência de Camões.  \nMACHADO DE ASSIS.  \nPERSONAGENS  \nCAMÕES  \nANTÔNIO DE LIMA  \nCAMINHA  \nD. MANUEL DE PORTUGAL  \nD. CATARINA DE ATAÍDE  \nD. FRANCISCA DE ARAGÃO  \nSala no paço  \nCENA I  \nCAMINHA, D. MANUEL DE PORTUGAL  \n(Caminha vem do fundo, da esquerda; vai a entrar pela porta da direita, quando lhe sai Manoel de Portugal, a rir) .  \nCAMINHA — Alegre vindes, senhor D. Manuel de Portugal. Disse-vos El-rei algumacoisa graciosa, de certo. . .  \nD. MANUEL — Não; não foi El-rei. Adivinhai o que seria, se é que o não sabeis já . CAMINHA — Que foi?  \nD. MANUEL — Sabeis o caso da galinha do duque de Aveiro?  \nCAMINHA — Não.  \nD. MANUEL — Não sabeis?— Pois é isto: uns versos mui galantes do nosso Camões. (Caminha estremece e faz um gesto de má vontade.) Uns versos como ele os sabe fazer. (À parte.) Doe-lhe a noticia. (Alto.) Mas, deveras não sabeis do encontro de Camões com o duque de Aveiro?  \nCAMINHA — Não.  \nD. MANUEL — Foi o próprio duque que mo contou agora mesmo, ao vir de estar com El-rei...  \nCAMINHA — Que houve então?  \nD. MANUEL — Eu vo-lo digo; achavam-se ontem, na igreja do Amparo, o duque eo poeta. . .  \nCAMINHA, com enfado.— O poeta! O poeta! Não é mais que engenhar aí unspoucos versos, para ser logo poeta! Desperdiçais o vosso entusiasmo, senhor D. Manuel. Poeta é o nosso Sá, o meu grande Sá! Mas, esse arruador, esse brigão de horas mortas...  \nD. MANUEL — Parece-vos então...?  \nCAMINHA — Que esse moço tem algum engenho, muito menos do que lhe diz apresunção dele e a cegueira dos amigos ; algum engenho não lhe nego eu. Faz sonetos sofr","cbCaipKv6DG7kGzQ","https://ap.wps.com/l/cbCaipKv6DG7kGzQ","pdf",84532,1,20,"Portuguese","pt",112,"# Nota introdutória e contextualização\n## Referências, cronologia e títulos\n# Peça teatral: personagens e cena\n## Sala no paço — CENA I\n## Diálogo entre Caminha e D. 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