[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37544-pt":3,"doc-seo-37544-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37544,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS. Não Consultes Médico","Texto dramatúrgico com personagens da família Magalhães que discutem tratamento “moral” e a cura de hipocondrias, repetindo a ideia de que a medicina é mais do que remédios. A conversa aborda segredos do casamento, o adiamento do enlace de Carlota e a estratégia de enviá-la à Grécia para afastar memórias do capitão de engenharia. O tema central gira em torno de expectativas sociais, do papel da doutora D. Leocádia e das histórias que desmontam “doenças” e ilusões.","Textos-fonte:  \n[http://www.biblio.com.br](http://www.biblio.com.br)  \nObra completa de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol II, 1994.  \nPublicado originalmente em Páginas Recolhidas , Machado de Assis.  \nRio de Janeiro: Editora Garnier, 1899  \nPERSONAGENS  \nD. Leocádia  \nD. Carlota  \nD. Adelaide Cavalcante Magalhães  \nUm gabinete em casa de Magalhães, na Tijuca  \nCENA I  \nMagalhães, D. Adelaide  \n(Magalhães lê um livro. D. Adelaide folheia um livro de gravuras) MAGALHÃES — Esta gente não terá vindo?  \nD. ADELAIDE — Parece que não. Já saíram há um bom pedaço; felizmente o dia está fresco. Titia estava tão contente ao almoço! E ontem? Você viu que risadas que ela dava, ao jantar, ouvindo o Dr. Cavalcante? E o Cavalcante sério. Meu Deus, que homem triste! que cara de defunto!  \nMAGALHÃES — Coitado do Cavalcante! Mas que quererá ela comigo? Falou-me emum obséquio.  \nD. ADELAIDE — Sei o que é .  \nMAGALHÃES — Que é?  \nD. ADELAIDE — Por ora é segredo. Titia quer que levemos Carlota conosco. MAGALHÃES — Para a Grécia?  \nD. ADELAIDE — Sim, para a Grécia.  \nMAGALHÃES — Talvez ela pense que a Grécia é em Paris. Eu aceitei a legação de Atenas porque não me dava bem em Guatemala e não há outra vaga na América. Nem é só por isso; você tem vontade de ir acabar a lua de mel na Europa... Masentão Carlota vai ficar conosco?  \nD. ADELAIDE — É só algum tempo. Carlota gostava muito de um tal Rodrigues,  \ncapitão de engenharia, que casou com uma viúva espanhola. Sofreu muito, eainda agora anda meia triste; titia diz que há de curá-la.  \nMAGALHÃES (rindo)— É a mania dela.  \nD. ADELAIDE (rindo)—Só cura moléstias morais.  \nMAGALHÃES — A verdade é que nos curou; mas, por muito que lhe paguemos em gratidão, fala-nos sempre da nossa antiga moléstia. \"Como vão os meusdoentezinhos? Não é verdade que estão curados?\"  \nD. ADELAIDE — Pois falemos-lhe nós da cura, para lhe dar gosto. Agora quer curara filha.  \nMAGALHÃES — Do mesmo modo?  \nD. ADELAIDE — Por ora não. Quer mandá-la à Grécia para que ela esqueça o capitão de engenharia.  \nMAGALHÃES — Mas, em qualquer parte se esquece um capitão de engenharia.  \nD. ADELAIDE — Titia pensa que a visita das ruínas e dos costumes diferentes curamais depressa. Carlota está com dezoito para dezenove anos; titia não a quercasar antes dos vinte. Desconfio que já traz um noivo em mente, um moço quenão é feio, mas tem o olhar espantado.  \nMAGALHÃES — É um desarranjo para nós; mas, enfim, pode ser que lhe achemos lá na Grécia algum descendente de Alcibíades que a preserve do olhar espantado.  \nD. ADELAIDE — Ouço passos. Há de ser titia. . .  \nMAGALHÃES — Justamente! Continuemos a estudar a Grécia. (Sentam-se outra vez, Magalhães lendo, D. Adelaide folheando o livro de vistas).  \nCENA II  \nOs mesmos e D. Leocádia  \nD. LEOCÁDIA (para à porta, desce pé ante pé, e mete a cabeça entre os dois)—Como vão os meus doentezinhos? Não é verdade que estão curados?  \nMAGALHÃES (á parte)— É isto todos os dias.  \nD. LEOCÁDIA — Agora estudam a Grécia; fazem muito bem . O país do casamento é que vocês não precisaram estudar.  \nD. ADELAIDE — A senhora foi a nossa geografia, foi quem nos deu as primeiraslições.  \nD. LEOCÁDIA — Não diga lições, diga re médios. Eu sou doutora, eu sou médica. Este (indicando Magalhães), quando voltou de Guatemala, tinha um ar esquisito; perguntei-lhe se queria ser deputado, disse-me que não; observei-lhe o nariz, e vi que era um triste nariz solitário...  \nMAGALHÃES — Já me disse isto cem vezes.  \nD. LEOCÁDIA (voltando-se para ele e continuando)— Esta (designando Adelaide) andava hipocondríaca. O médico da casa receitava pílulas, cápsulas, uma porção  \nde tolices que ela não tomava porque eu não deixava; o médico devia ser eu.  \nD. ADELAIDE — Foi uma felicidade. Que é que se ganha em engolir pílulas?  \nD. LEOCÁDIA — Apanham-se moléstias.  \nD. ADELAIDE — Uma tarde, fitando eu os olhos de Magalhães. . .  \nD. LEOCÁDIA — Perdão, o nariz.  \nD. ADELAIDE — Vá lá . A senhora disse-me que ele tinha o nariz b","cbCaiuitWjVpgNlR","https://ap.wps.com/l/cbCaiuitWjVpgNlR","pdf",72776,1,18,"Portuguese","pt",112,"# Cena I\n## Conversas sobre Carlota e a ida à Grécia\n# Cena II\n## A doutora D. Leocádia e as “moléstias” morais","[{\"question\":\"Quem são os principais personagens apresentados nas cenas iniciais?\",\"answer\":\"As cenas apresentam Magalhães, D. Adelaide, D. Leocádia e outras figuras da família, com destaque para Carlota e referências a D. Carlota e D. 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