[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37541-pt":3,"doc-seo-37541-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37541,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","Joaquim Maria Machado de Assis Lição de Botânica","Peça teatral em um ato ambientada na casa de D. Leonor, com diálogo entre D. Leonor, D. Helena, D. Cecília e o Barão Sigismundo de Kernoberg. A trama inicia com a leitura de um bilhete em nome da ciência, levando à recepção forçada do botânico. Entre recusas, ironias e recortes afetivos, o barão explica com entusiasmo temas de botânica, citando a monografia sobre gramíneas e a noção de perianto. A conversa revela tensões sociais, constrangimento e interesse disfarçado na intenção do vizinho.","Textos-Fonte:  \n[http://www.biblio.com.br](http://www.biblio.com.br)  \nObra Completa de Machado de Assis, vol. II, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.  \nPublicado originalmente em Relíquias de Casa Velha, Rio de Janeiro: Editora Garnier, 1906.  \nPERSONAGENS  \nD. Helena  \nD. Leonor  \nD. Cecília  \nBarão Segismundo de Kernoberg  \nLugar da cena: Andaraí  \nATO ÚNICO  \nSala em casa de D. Leonor. Portas ao fundo, uma à direita do espectador  \nCENA I  \nD. Leonor, D. Helena, D. Cecília  \nD. Leonor entra, lendo uma carta, D. Helena e D. Cecília entram no fundo.  \nD. HELENA — Já de volta!  \nD. CECÍLIA (a D. Helena, depois de um silêncio)—Será alguma carta de namoro?  \nD. HELENA (Baixo)—Criança!  \nD. LEONOR — Não me explicarão isto?  \nD. HELENA — Que é?  \nD. LEONOR — Recebi ao descer do carro este bilhete: \"Minha senhora. Permita que o mais respeitoso vizinho lhe peça dez minutos de atenção. Vai nisto um grande interesse da ciência\". Que tenho eu com a ciência?  \nD. HELENA — Mas de quem é a carta?  \nD. LEONOR — Do Barão Sigismundo de Kernoberg.  \nD. CECÍLIA — Ah! o tio de Henrique!  \nD. LEONOR — De Henrique! Que familiaridade é essa?  \nD. CECÍLIA — Titia, eu    \nD. LEONOR Eu que?. . . Henrique!  \nD. HELENA — Foi uma maneira de falar na ausência. Com que então o Sr. Barão Sigismundo de Kernoberg pede-lhe dez minutos de atenção, em nome e por amor da ciência. Da parte de um botânico é por força alguma égloga.  \nD. LEONOR — Seja o que for, não sei se deva receber um senhor a quem nuncavimos. Já o viram alguma vez?  \nD. CECÍLIA — Eu nunca.  \nD. HELENA — Nem eu.  \nD. LEONOR — Botânico e sueco: duas razões para ser gravemente aborrecido. Nada, não estou em casa.  \nD. CECÍLIA — Mas, quem sabe, titia, se ele quer pedir-lhe... sim ... um exame nonosso jardim?  \nD. LEONOR — Há por todo esse Andaraí muito jardim para examinar.  \nD. HELENA — Não, senhora, há de recebê-lo.  \nD. LEONOR — Por que?  \nD. HELENA — Porque é nosso vizinho, porque tem necessidade de falar-lhe, e, enfim, porque, a julgar pelo sobrinho, deve ser um homem distinto.  \nD. LEONOR — Não me lembrava do sobrinho. Vá lá; aturemos o botânico. (Sai pela porta do fundo, à esquerda).  \nCENA II  \nD. HELENA, D. CECÍLIA  \nD. HELENA – Não me agradece?  \nD. CECÍLIA — O que?  \nD. HELENA — Sonsa! Pois não adivinhas o que vem cá fazer o Barão?  \nD. CECÍLIA — Não.  \nD. HELENA — Vem pedir a tua mão para o sobrinho.  \nD. CECÍLIA — Helena!  \nD. HELENA (imitando-a)— Helena!  \nD. CECÍLIA — Juro    \nD. HELENA — Que o não amas .  \nD. CECÍLIA — Não é isso.  \nD. HELENA — Que o amas?  \nD. CECÍLIA — Também não.  \nD. HELENA — Mau! Alguma coisa há de ser. Il faut qu'une porte soit ouverte ou fermée. Porta neste caso é coração. O teu coração há de estar fechado ou aberto...  \nD. CECÍLIA — Perdi a chave.  \nD. HELENA (rindo)— E não o podes fechar outra vez. São assim todos os corações ao pé de todos os Henriques. O teu Henrique viu a porta aberta, e tomou posse do lugar. Não escolheste mal, não; é um bonito rapaz.  \nD. CECÍLIA — Oh! uns olhos!  \nD. HELENA — Azuis.  \nD. CECÍLIA — Como o céu.  \nD. HELENA — Louro    \nD. CECÍLIA — Elegante    \nD. HELENA — Espirituoso. . .  \nD. CECÍLIA — E bom...  \nD. HELENA — Uma pérola... (Suspira). Ah!  \nD. CECÍLIA — Suspiras?  \nD. HELENA — Que há de fazer uma viúva falando... de uma pérola?  \nD. CECÍLIA — Oh! tens naturalmente em vista algum diamante de primeira grandeza.  \nD. HELENA — Não tenho, não; meu coração já não quer jóias.  \nD. CECÍLIA — Mas as jóias querem o teu coração.  \nD. HELENA — Tanto pior para elas: hão de ficar em casa do joalheiro.  \nD. CECÍLIA — Veremos isso. (Sobe). Ah!  \nD. HELENA — Que é?  \nD. CECÍLIA (olhando para a direita)— Um homem desconhecido que lá vem; há de ser o Barão.  \nD. HELENA — Vou avisar titia. (Sai pelo fundo, à esquerda).  \nCENA III  \nD. Cecília, Barão  \nD. CECÍLIA — Será deveras ele? Estou trêmula... Henrique não me avisou denada. . . Virá pedir-me?. . . Mas, não, não, não pode ser. . . Tão moço?. . . (O Barãoaparece).  \nBARÃO (á porta, dep","cbCaibLucsqiXy7Z","https://ap.wps.com/l/cbCaibLucsqiXy7Z","pdf",79678,1,21,"Portuguese","pt",112,"# Personagens e cenário\n## Ato único: cenas I a V","[{\"question\":\"Qual é o ponto de partida da história em Lição de Botânica?\",\"answer\":\"D. 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