[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37532-pt":3,"doc-seo-37532-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37532,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS. História de Quinze Dias","Crônicas de Machado de Assis reunidas em um volume, estruturadas por datas de publicação ao longo de 1876 e início de 1878. O texto acompanha reflexões sobre o declínio do “Oriente” e da poesia diante das mudanças políticas e institucionais, usando imagens religiosas e históricas para contrastar fatalismo e parlamentarismo. Também aborda a ressurreição tardia de um personagem e suas implicações civis e eleitorais, culminando em comentários sobre eventos sociais e recepções públicas.","Textos-Fonte:  \nObra Completa de Machado de Assis, vol. III, Rio de Janeiro: Nova Aguilar,1994  \nCrônicas, Machado de Assis, vol. III, Rio de Janeiro: W. M. Jackson, 1938.  \nPublicado originalmente na Ilustração Brasileira, Rio de Janeiro, de 01/07/1876 a 01/01/1878 .  \nÍNDICE  \n1 º JULHO DE 1876  \n1 º DE AGOSTO DE 1876  \n15 DE AGOSTO DE 1876  \n15 DE SETEMBRO DE 1876  \n1 º DE OUTUBRO DE 1876  \n1 º DE JANEIRO DE 1877  \n15 DE JANEIRO DE 1877  \n15 DE FEVEREIRO DE 1877  \n15 DE MARÇO DE 1877  \n15 DE ABRIL DE 1877  \n15 DE JUNHO DE 1877  \n1 º DE NOVEMBRO DE 1877  \n15 DE NOVEMBRO DE 1877  \n1 º DE DEZEMBRO DE 1877  \n15 DE DEZEMBRO DE 1877  \n1 º DE JANEIRO DE 1878  \n1º DE JULHO DE 1876  \nDou começo à crônica no momento em que o Oriente se esboroa e a poesia parece expirar às mãos grossas do vulgacho. Pobre Oriente! Mísera poesia!  \nUm profeta surgiu em uma tribo árabe, fundou uma religião, e lançou as bases deum império; império e religião têm uma só doutrina, uma só, mas forte como ogranito, implacável como a cimitarra, infalível como o Alcorão.  \nPassam os séculos, os homens, as repúblicas, as paixões; a história faz-se dia por dia, folha a folha; as obras humanas alteram-se, corrompem-se, modificam-se, transformam-se . Toda a superfície civilizada da terra é um vasto renascer decoisas e idéias. Só a idéia muçulmana estava de pé; a política do Alcorão viviacom os paxás, o harém, a cimitarra e o resto.  \nUm dia, meia dúzia de rapazes libertinos iscados de João Jacques e de Benjamim Constant, ainda quentes do último discurso de Gladstone ou do mais recenteartigo do Courrier de l'Europe; meia dúzia de rapazes, digo eu, resolveram dar com o monumento bizantino em terra, abrir o ventre ao fatalismo e arrancar de lá uma carta constitucional.  \nPelas barbas do Profeta! Há nada menos maometano do que isto? Abdul-Aziz, o último sultão ortodoxo, quis resistir ao 89 turco; mas não tinha sequer o exército, e caiu; e, uma vez caído, deitou-se da janela da vida à rua da eternidade .  \nO Alcorão fala de dois anjos negros de olhos azuis, que descem a interrogar osmortos. O ex-padixá foi naturalmente inquirido como os outros:  \n— Quem é teu senhor?  \n— Alá .  \n— Tua religião?  \n— lslã .  \n— Teu profeta?  \n— Maomé .  \n— Há um só deus e um só profeta?  \n— Um só . La illah il Allah, ve Muhameden ressul Allah.  \n— Perfeito. Acompanha-nos.  \nO pobre sultão obedeceu.  \nChegando à porta das delícias eternas achou o profeta sentado em coxins espirituais, resguardado por um guarda-sol metafísico.  \n— Que vens cá fazer?— perguntou ele.  \nAbdul explicou-se, referiu o seu infortúnio; mas o profeta atalhou-o, clamando:  \n— Cala-te! És mais do que isso, és o destruidor da lei, o inimigo do Islã . Tu fizestepossível o gérmen corruptor das minhas grandes instituições, pior que a fé de Cristo, pior que a inveja dos russos, pior que a neve dos tempos; tu fizeste ogérmen constitucional. A Turquia vai ter uma câmara, um ministério responsável, uma eleição, uma tribuna, interpelações, crises, orçamentos, discussões, a lepratoda do parlamentarismo e do constitucionalismo. Ah! quem me dera Omar! ah!  \nquem me dera Omar! Naturalmente Abdul, se o profeta chorou naquele ponto, ofereceu-Ihe o seu lenço de assoar,— o mesmo que na mitologia do serralho substitui as setas de Cupido; ofereceu-lho, mas é provável que o profeta lhe desseem troco o mais divino dos pontapés. Se assim foi, Abdul desceu de novo à terra, e há de estar aí por algum canto. . . Talvez aqui na cidade.  \nSe cá viesse, é possível que a vista de alguns becos e certa quantidade de cães lhefizessem crer que voltara a Constantinopla; ilusão que aumentaria se ouvisse falarno divã em que estou sentado e em várias mesquitas do meu conhecimento.  \nMas o que eu apuro de tudo o que nos vem pelo cabo submarino e vapores transatlânticos é que o Oriente acabou e com ele a poesia.  \nSó a abolição do serralho é uma das revoluções maiores do século.  \nAquele bazar de belezas de toda a casta e origem, umas baixinhas, outras alt","cbCaikQqkZvSwvbh","https://ap.wps.com/l/cbCaikQqkZvSwvbh","pdf",195523,1,45,"Portuguese","pt",112,"# Índice (datas de publicação)\n## Julho de 1876 a Janeiro de 1878","[{\"question\":\"Qual é o tema central desenvolvido nas crônicas?\",\"answer\":\"As crônicas discutem o impacto das transformações políticas e institucionais sobre valores culturais, como a poesia atribuída ao “Oriente”, articulando imagens religiosas e históricas para sustentar o contraste.\"},{\"question\":\"Como o texto relaciona religião e política?\",\"answer\":\"A narrativa utiliza elementos do Islã e de sua doutrina para explicar origens e mudanças históricas, e então critica como certas reformas introduzem o parlamentarismo e dissolvem práticas consideradas “poéticas”.\"},{\"question\":\"O que sugere a passagem sobre a “ressurreição” de Manuel da Gata?\",\"answer\":\"O texto apresenta a morte registrada e, depois, a volta do homem, levantando a possibilidade de manipulação eleitoral ao explorar a confusão entre situação civil, registro e reconhecimento público.\"}]",1783052352,69,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":24,"language":23,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":85,"head_meta":87,"extra_data":89,"updated_unix":27},"joaquim-maria-machado-de-assis-history-of-fifteen-days","",{"@graph":35,"@context":84},[36,53,67],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,47,50],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":46},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":48,"name":12,"@type":42,"position":49},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",3,{"item":51,"name":13,"@type":42,"position":52},"https://docshare.wps.com/pt/document/joaquim-maria-machado-de-assis-history-of-fifteen-days/37532/",4,{"url":51,"name":13,"@type":54,"author":55,"headline":13,"publisher":57,"fileFormat":60,"inLanguage":23,"description":14,"dateModified":61,"datePublished":61,"encodingFormat":60,"isAccessibleForFree":62,"interactionStatistic":63},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":56},"Person",{"url":40,"name":58,"@type":59},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":64,"interactionType":65,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":66},"ViewAction",{"@type":68,"mainEntity":69},"FAQPage",[70,76,80],{"name":71,"@type":72,"acceptedAnswer":73},"Qual é o tema central desenvolvido nas crônicas?","Question",{"text":74,"@type":75},"As crônicas discutem o impacto das transformações políticas e institucionais sobre valores culturais, como a poesia atribuída ao “Oriente”, articulando imagens religiosas e históricas para sustentar o contraste.","Answer",{"name":77,"@type":72,"acceptedAnswer":78},"Como o texto relaciona religião e política?",{"text":79,"@type":75},"A narrativa utiliza elementos do Islã e de sua doutrina para explicar origens e mudanças históricas, e então critica como certas reformas introduzem o parlamentarismo e dissolvem práticas consideradas “poéticas”.",{"name":81,"@type":72,"acceptedAnswer":82},"O que sugere a passagem sobre a “ressurreição” de Manuel da Gata?",{"text":83,"@type":75},"O texto apresenta a morte registrada e, depois, a volta do homem, levantando a possibilidade de manipulação eleitoral ao explorar a confusão entre situação civil, registro e reconhecimento público.","https://schema.org",{"og:url":51,"og:type":86,"og:title":13,"og:site_name":58,"og:description":14},"article",{"robots":88,"canonical":51},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":24}]