[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37519-pt":3,"doc-seo-37519-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37519,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS Dois Folhetins","Texto de 1938 associado a teatro e à recepção crítica em torno do drama “O Suplício de uma mulher”, de Machado de Assis. O conteúdo reúne dados editoriais e a polêmica travada na imprensa francesa, citando prefácio de Émile de Girardin e contestação de Alexandre Dumas Filho. A narrativa reconstrói disputas sobre autoria e alterações no manuscrito, além de avaliar composição, personagens e desenlace, com foco no debate literário e na decisão de representação no Ginásio, em benefício de Furtado Coelho.","Texto-Fonte:  \nTeatro, Machado de Assis, Rio de Janeiro: W. M. Jackson, 1938.  \nPublicada originalmente no Diário do Rio de Janeiro, 28/09 e 03/10/1865 .  \nHistória deste drama  \nA propósito do Suplício de uma mulher, drama em 3 atos, que deve serrepresentado sábado no Ginásio, em benefício de Furtado Coelho, houve renhida discussão na imprensa francesa, sendo os escritos mais notáveis,— um prefácio de Emile de Girardin, e um folheto de Alexandre Dumas Filho.  \nQuase se pode dizer que o prefácio literário de Emile de Girardin fez o mesmobarulho que o prefácio político de Luiz Napoleão. Arcades ambo.  \nO prefácio pouco esclarece a questão de fato.  \nDiz Emile de Girardin que, tendo escrito um drama com o título Suplício de uma mulher, lera-o a alguns amigos no castelo de Val, e depois ao comitê do Teatro Francês. Aí foi o drama julgado perigoso, e, em conseqüência disso, consentiu oautor que outrem metesse a mão na obra.  \nQuem era, não no diz o redator da Presse, mas assevera,“que o colaborador, em vez de limitar-se a pequenas modificações, reformou de tal modo a peça, que chegou a apeá-la das alturas do ideal”.  \nEmile de Girardin conservou algumas modificações feitas pelo outro, que lhepareceram felizes, mas tratou de manter o que constituía essencialmente a suaobra.  \nA peça lida e aceita a 14 de Dezembro de 1864, diz Emile de Girardin, é a minha. Mas como é, acrescenta ele, que omanuscrito, que eu não admiti, foi substituído ao manuscrito que eu tinha lido ao comitê?  \nEmile de Girardin não retirou então a peça —“por escrúpulo de não causar prejuízo pecuniário ao tradutor, que consagrara três semanas a traduzir a sualíngua para outra, que tem a vantagem de ser concisa, mas que se parece comestilo de telegrama, quando não cai nas tiradas de melodrama”.  \nO redator da Presse nada mais diz acerca da questão de fato. Faz algumas apreciações literárias, compara os caracteres, julga a ação, analisa o desenlace, mas essas considerações, tanto as dele, como as de Dumas Filho, achamos  \nmelhor suprimi-las, deixando ao público fluminense o trabalho de julgar por simesmo o drama que deve ser representado sábado.  \nVamos agora à contestação de Alexandre Dumas Filho.  \nDiz ele:  \nAgora que todos já têm falado a respeito dos mistérios do Suplício de uma mulher, inclusive o Sr. de Girardin, no prefácio que ele julgou dever e poder ligar ao volume do drama, peço licença para dizer também algumas palavras; somente, previno o leitor de que as minhas palavras serão a absoluta verdade. Para daresclarecimentos que se tornam necessários, procurarei empregar a linguagem concisa e rápida, tão admirada na última peça do Teatro Francês, e que revelou a alguns, apesar do anônimo, oredator principal da Presse.  \n«No mês de Novembro do ano passado, recebi do Sr. de Girardin uma carta que conservo, porque os autógrafos do [Sr. de](Sr. de) Girardinsão daqueles que se devem guardar. Eis o conteúdo da carta:  \n“Meu caro amigo, hei de ler quarta-feira, en petit comité, e depois de jantar, o Suplício de uma mulher, título que talvez tenha de ser mudado em Suplício dos convivas. Será tão audaz, isto é, tão meu amigo, para vir jantar e dizer-me a sua impressão? Se achar que a mulher deve ser enterrada na pasta, há de sê-lo, e na mesmanoite. Seu de todo o coração — Emile de Girardin”.  \n[O Sr. de](O Sr. de) Girardin viu-me nascer, como ele próprio diz no seu prefácio, e perdemo-nos de ,vista há vinte anos. Eu era dos seus amigos. Tinha orgulho em que um homem do seu merecimento quisesse tomar-me por juiz de uma obra sua, qualquer que ela fosse.  \nFui ao convite, construindo, em caminho, uma peça imaginaria com o título — Suplício de uma mulher,— que me parecia fazer pendant com a linda comédia de Madame Emile de Girardin —Culpa do marido.  \n«Os convivas-auditores eram os [Srs. de](Srs. de) la Guéronière, Nestor Roqueplan, Camile Doucet, Henri Didier (deputado), Dr. Cabarrus, Mesmer (vice-cônsul da Rússia), cavalheiro Nigra, Boitelle, que, tendo já ouvido a peç","cbCaitIR7h1Hfhqw","https://ap.wps.com/l/cbCaitIR7h1Hfhqw","pdf",54521,1,13,"Portuguese","pt",112,"# História deste drama\n## Prefácio de Émile de Girardin\n## Contestação de Alexandre Dumas Filho","[{\"question\":\"Qual é o drama central mencionado no texto?\",\"answer\":\"O texto gira em torno do drama “O Suplício de uma mulher”, em três atos, relacionado à discussão pública antes de sua representação.\"},{\"question\":\"O que Émile de Girardin argumenta sobre a autoria e as mudanças na peça?\",\"answer\":\"Émile de Girardin afirma ter conservado algumas modificações feitas por outra pessoa, mantendo o que considerava essencial da sua obra, e levanta a questão de como o manuscrito foi substituído.\"},{\"question\":\"Como Alexandre Dumas Filho contesta a versão apresentada por Girardin?\",\"answer\":\"Alexandre Dumas Filho apresenta sua contestação como “a absoluta verdade”, descrevendo um convite e a leitura em “petit comité”, e desenvolve a ideia de que uma situação exige preparação e um desenlace para se tornar uma peça.\"}]",1783052298,20,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":24,"language":23,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":85,"head_meta":87,"extra_data":89,"updated_unix":27},"joaquim-maria-machado-de-assis-two-pamphlets","",{"@graph":35,"@context":84},[36,53,67],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,47,50],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":46},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":48,"name":12,"@type":42,"position":49},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",3,{"item":51,"name":13,"@type":42,"position":52},"https://docshare.wps.com/pt/document/joaquim-maria-machado-de-assis-two-pamphlets/37519/",4,{"url":51,"name":13,"@type":54,"author":55,"headline":13,"publisher":57,"fileFormat":60,"inLanguage":23,"description":14,"dateModified":61,"datePublished":61,"encodingFormat":60,"isAccessibleForFree":62,"interactionStatistic":63},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":56},"Person",{"url":40,"name":58,"@type":59},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":64,"interactionType":65,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":66},"ViewAction",{"@type":68,"mainEntity":69},"FAQPage",[70,76,80],{"name":71,"@type":72,"acceptedAnswer":73},"Qual é o drama central mencionado no texto?","Question",{"text":74,"@type":75},"O texto gira em torno do drama “O Suplício de uma mulher”, em três atos, relacionado à discussão pública antes de sua representação.","Answer",{"name":77,"@type":72,"acceptedAnswer":78},"O que Émile de Girardin argumenta sobre a autoria e as mudanças na peça?",{"text":79,"@type":75},"Émile de Girardin afirma ter conservado algumas modificações feitas por outra pessoa, mantendo o que considerava essencial da sua obra, e levanta a questão de como o manuscrito foi substituído.",{"name":81,"@type":72,"acceptedAnswer":82},"Como Alexandre Dumas Filho contesta a versão apresentada por Girardin?",{"text":83,"@type":75},"Alexandre Dumas Filho apresenta sua contestação como “a absoluta verdade”, descrevendo um convite e a leitura em “petit comité”, e desenvolve a ideia de que uma situação exige preparação e um desenlace para se tornar uma peça.","https://schema.org",{"og:url":51,"og:type":86,"og:title":13,"og:site_name":58,"og:description":14},"article",{"robots":88,"canonical":51},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":24}]