[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37515-pt":3,"doc-seo-37515-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37515,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS Crítica Teatral","Crítica teatral de Joaquim Maria Machado de Assis dedicada ao panorama do teatro nacional, descrevendo o declínio do público, a fratura entre sociedade e cena e a estagnação artística que culminaria na “dissolução da arte”. O texto compara a recepção de comédias clássicas e o avanço das reformas romântica e realista, mostrando como a exageração estética gera monstruosidades dramáticas e especulação. Propõe a criação de um “teatro normal”, ligado ao Estado, para reformar o gosto público.","Crítica teatral  \nTexto-Fonte:  \nObra Completa de Machado de Assis, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. III, 1994.  \nPublicado em Relíquias de Casa Velha, Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1906.  \nO TEATRO NACIONAL  \nHá uns bons trinta anos o Misantropo e o Tartufo faziam as delícias da sociedade fluminense; hoje seria difícil ressuscitar as duas imortais comédias. Quererá isto dizer que, abandonando os modelos clássicos, a estima do público favorece a reforma romântica ou a reforma realista? Também não; Molière, Victor Hugo, Dumas Filho, tudo passou de moda; não há preferências nem simpatias. O que háé um resto de hábito que ainda reúne nas platéias alguns espectadores; nadamais; que os poetas dramáticos, já desiludidos da cena, contemplam atentamente este fúnebre espetáculo; não os aconselhamos, mas é talvez agora que tinhacabimento a resolução do autor das Asas de um Anjo quebrar a pena e fazer dos pedaços uma cruz.  \nDeduzir de semelhante estado a culpa do público, seria transformar o efeito em causa. O público não tem culpa nenhuma, nem do estado da arte, nem da suaindiferença por ela; uma prova disso é a solicitude com que corre a ver a primeira representação das peças nacionais, e os aplausos com que sempre recebe os autores e as obras, ainda as menos corretas. Graças a essa solicitude, mais claramente manifestada nestes últimos anos, o teatro nacional pôde enriquecer-se com algumas peças de vulto, frutos de uma natural emulação, que, aliás, também amorteceu pelas mesmas causas que produziram a indiferença pública. Entre a sociedade e o teatro, portanto, já não há liames nem simpatias; longe de educar ogosto, o teatro serve apenas para desenfastiar o espírito, nos dias de maioraborrecimento. Não está longe a completa dissolução da arte; alguns anos mais, eo templo será um túmulo.  \nAs testemunhas do tempo dizem que as comédias citadas acima acham sempre opúblico disposto e atencioso; era um sintoma excelente. É verdade que, depois do Tartufo, aparecia Pourcegnac e mais o cortejo dos boticários e dos truões, no dia seguinte ao do Misantropo, ia-se ver o doutoramento do Doente Imaginário. Nesteponto o teatro brasileiro de 1830 não podia andar adiante da Comédia Francesa, onde, segundo cremos, ainda se não dispensam os acessórios daquelas duas excelentes farsas, se é que se pode chamar farsa ao Doente Imaginário.  \nOs diretores daquele tempo pareciam compreender que o gosto devia ser plantado a pouco e pouco, e para fazer aceitar o Molière do alto cômico, davam também o Molière do baixo cômico; inimitáveis ambos. Fazia-se o que, em matéria financeira, se chama dar curso forçado às notas, com a diferença, porém, de que ali obrigava-se o curso do ouro de lei. Nem eram esses os únicos exemplos de preciosas exumações; mas nem esses nem outros puderam subsistir; causas, em Parte naturais, em parte desconhecidas, trouxeram ao teatro fluminense uma nova situação.  \nNão é preciso dizer que a principal dessas causas foi a reforma romântica; desde que a nova escola, constituída sob a direção de Victor Hugo pôde atravessar os mares, e penetrar no Brasil, o teatro, como era natural, cedeu ao impulso e aceitou a idéia triunfante. Mas como? Todos sabem que a bandeira do Romanticismo cobriu muita mercadoria deteriorada; a idéia da reforma foi levada até aos últimos limites, foi mesmo além deles, e daí nasceu essa coisa híbrida que ainda hoje se escreve, e que, por falta de mais decente designação, chama-se Ultra-romanticismo. A cena brasileira, à exceção de algumas peças excelentes, apresentou aos olhos do público uma longa série de obras monstruosas, criações informes, sem nexo, sem arte, sem gosto, nuvens negras que escureceram desde logo a aurora da revolução romântica. Quanto mais o público as aplaudia, mais requintava a inventiva dos poetas; até que a arte, já trucidada pelos mausimitadores, foi empolgada por especuladores excelentes, que fizeram da extravagância dramática um meio de existência. Tudo isso reproduziu a cena brasileira,","cbCaiqJm9BGe4ovW","https://ap.wps.com/l/cbCaiqJm9BGe4ovW","pdf",135674,1,25,"Portuguese","pt",112,"# O TEATRO NACIONAL\n## Situação do público e do teatro\n## Reformas romântica e realista","[{\"question\":\"Como o texto descreve a relação entre sociedade e teatro no período analisado?\",\"answer\":\"A sociedade deixa de manter liames com o teatro. 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