[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37506-pt":3,"doc-seo-37506-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37506,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","Joaquim Maria Machado de Assis Carlos Jansen","Prefácio de Machado de Assis à edição de Contos seletos das Mil e Uma Noites, organizada por Carlos Jansen, defendendo a escolha como leitura apropriada à juventude. O texto contextualiza a popularidade histórica das Mil e Uma Noites, ressalta a mudança de gosto ao longo dos anos e afirma a permanência do mérito literário. Destaca personagens como Sindbad, Ali-Babá, Harum al Raschid e Aladim, descrevendo sua atmosfera oriental e o efeito da imaginação do leitor, além de observar o valor e o domínio linguístico do autor brasileiro por adoção.","Texto-Fonte:  \nObra Completa de Machado de Assis, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. III, 1994.  \nPublicado como prefácio a Contos seletos das mil e uma noites, Rio de Janeiro, Laemmert & C., s/d.  \nRepublicada na Revista do Brasil, junho de 1939  \n[Escrito em outubro de 1882.]  \nO Sr. Carlos Jansen tomou a si dar à mocidade brasileira uma escolha daqueles famosos contos árabes das Mil e Uma Noites, adotando o plano do educacionistaalemão Franz Hoffmann. Esta escolha é conveniente; a mocidade terá assim uma amostra interessante e apurada das fantasias daquele livro, alguns dos seus melhores contos, que estão aqui, não como nas noites de Sheherazade, ligados por uma fábula própria do Oriente, mas em forma de um repositório de coisasalegres e sãs.  \nPara os nossos jovens patrícios creio que é isto novidade completa. Outrora conhecia-se, entre nós, esse maravilhoso livro, tão peculiar e variado, tãocintilante de pedrarias, de olhos belos, tão opulentos de sequins, tão povoado devizires e sultanas, de idéias morais e lições graciosas. Era popular; e, conquantonão se lesse então muito, liam-se e reliam-se as Mil e Uma Noites. A outrageração tinha, é verdade, a boa fé precisa, uma certa ingenuidade, não para crer tudo, porque a mesma princesa narradora avisava a gente das suas invenções, mas para achar nestas um recreio, um gozo, um embevecimento, que ia de par com as lágrimas, que então arrancavam algumas obras romanescas, hoje insípidas. E nisto se mostra o valor das Mil e Uma Noites: porque os anos passaram, o gosto mudou, poderá voltar e perder-se outra vez, como é próprio das correntes públicas, mas o mérito do liv ro é o mesmo. Essa galeria de contos, que Macaulay citava algumas vezes, com prazer, é ainda interessante e bela, ao passo que outras histórias do Ocidente, que encantavam a geração passada, comela desapareceram.  \nOs melhores daqueles, ou alguns dos melhores, estão encerrados, neste livro do Sr. Carlos Jansen. As figuras de Sindbad, Ali-Babá, Harum al Raschid, o Aladim dalâmpada misteriosa, passam aqui, ao fundo azul do Oriente, a que a linha curva do camelo e a fachada árabe dos palácios dão o tom pitoresco e mágico daqueles outros contos de fadas da nossa infância. Algumas dessas figuras andam até vulgarizadas em peças mágicas de teatro, pois aconteceu às Mil e Uma Noites o que se deu com muitas outras invenções: foram exploradas e saqueadas para a cena. Era inevitável, como por outro lado era inevitável que os compositorespegassem das criações mais pessoais e sublimes dos poetas para amoldá-las à suainspiração, que é por certo fecunda, elevada e grande, mas não deixa de ser parasita. Nem Shakespeare escapou, o divino Shakespeare, como se Macbeth precisasse do comentário de nenhuma outra arte, ou fosse empresa fácil traduzir musicalmente a alma de Hamlet. Não obstante a vulgarização pela mágica de algumas daquelas figuras árabes, elas aí estão com o cunho primitivo, esse que dá o silêncio do livro, ajudado da imaginação do leitor.  \nEste, se ao cabo de poucas páginas vier a espantar-se de que o Sr. Carlos Jansen, brasileiro de adoção, seja alemão de nascimento, e escreva de um modo tão correntio a nossa língua, não provará outra coisa mais do que negligência da sua parte. A imprensa tem recebido muitas confidências literárias do Sr. Carlos Jansen; a Revista Brasileira (para citar somente esta minha saudade) tem nas suas páginas um romance do nosso autor . E conhecer e escrever uma língua, como a nossa, não é tarefa de pouca monta, ainda para um homem de talento eaplicação. O Sr. Carlos Jansen maneja-a com muita precisão e facilidade, e dispõede um vocabulário numeroso. Esse livro é uma prova disso, embora a crítica lhepossa notar uma ou outra locução substituível, uma ou outra frase melhorável. São minúcias que não diminuem o valor do todo.  \nEsquecia-me que o livro é para adolescentes, e que estes pedem-lhe, antes de tudo, interesse e novidades. Digo-lhes que os acharão aqui. Um descendente de teutões conta-lhes ","cbCaiu0PqtW71CuF","https://ap.wps.com/l/cbCaiu0PqtW71CuF","pdf",26914,1,2,"Portuguese","pt",112,"# Prefácio e justificativa da seleção\n## Valor das Mil e Uma Noites ao longo do tempo\n## Personagens e atmosfera oriental\n## Linguagem e adequação ao público juvenil","[{\"question\":\"Como o texto avalia a escrita de Carlos Jansen em português?\",\"answer\":\"Machado de Assis elogia o modo correntio e preciso com que Carlos Jansen escreve a língua portuguesa, reconhecendo facilidade e vocabulário numeroso, embora admita que a crítica possa apontar pequenas melhorias.\"}]",1783052254,3,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":24,"language":23,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":75,"head_meta":77,"extra_data":79,"updated_unix":27},"joaquim-maria-machado-de-assis-carlos-jansen","",{"@graph":35,"@context":74},[36,51,65],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,46,48],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":21},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",{"item":47,"name":12,"@type":42,"position":28},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",{"item":49,"name":13,"@type":42,"position":50},"https://docshare.wps.com/pt/document/joaquim-maria-machado-de-assis-carlos-jansen/37506/",4,{"url":49,"name":13,"@type":52,"author":53,"headline":13,"publisher":55,"fileFormat":58,"inLanguage":23,"description":14,"dateModified":59,"datePublished":59,"encodingFormat":58,"isAccessibleForFree":60,"interactionStatistic":61},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":54},"Person",{"url":40,"name":56,"@type":57},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":62,"interactionType":63,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":64},"ViewAction",{"@type":66,"mainEntity":67},"FAQPage",[68],{"name":69,"@type":70,"acceptedAnswer":71},"Como o texto avalia a escrita de Carlos Jansen em português?","Question",{"text":72,"@type":73},"Machado de Assis elogia o modo correntio e preciso com que Carlos Jansen escreve a língua portuguesa, reconhecendo facilidade e vocabulário numeroso, embora admita que a crítica possa apontar pequenas melhorias.","Answer","https://schema.org",{"og:url":49,"og:type":76,"og:title":13,"og:site_name":56,"og:description":14},"article",{"robots":78,"canonical":49},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":24}]