[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37565-pt":3,"doc-seo-37565-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37565,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS Álvares de Azevedo","Texto crítico-literário de Joaquim Maria Machado de Assis sobre Álvares de Azevedo e sua poesia, publicado em 26/06/1866. Analisa a influência do “mal byrônico” e a convivência intelectual com poetas como Byron, Shakespeare e outros autores europeus, discutindo como tais contatos moldaram a imaginação juvenil sem apagar a individualidade do autor. Avalia o tom melancólico recorrente, a sensibilidade sincera, a presença do pressentimento da morte, e a distinção entre sua força poética e suas limitações na prosa.","Texto-Fonte:  \nObra Completa de Machado de Assis, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. III, 1994.  \nPublicado na “Semana Literária”, seção do Diário do Rio de Janeiro, 26/06/1866 .  \nQuando, há cerca de dois ou três meses, tratamos das Vozes da América do Sr . Fagundes Varela, aludimos de passagem às obras de outro acadêmico, morto aosvinte anos, o Sr. Álvares de Azevedo . Então, referindo os efeitos do mal byrônico que lavrou durante algum tempo na mocidade brasileira, escrevemos isto:  \nUm poeta houve, que, apesar da sua extrema originalidade, nãodeixou de receber esta influência a que aludimos; foi Álvares de Azevedo. Nele, porém, havia uma certa razão de consangüinidade com o poeta inglês, e uma íntima convivência com os poetas do norte da Europa. Era provável que os anos lhe trouxessem uma talou qual transformação, de maneira a afirmar-se mais a sua individualidade, e a desenvolver-se o seu robustíssimo talento.  \nA estas palavras acrescentávamos que o autor da Lira dos Vinte Anos exercera uma parte de influência nas imaginações juvenis. Com efeito, se Lord Byron não era então desconhecido às inteligências educadas, se Otaviano e Pinheiro Guimarães já tinham trasladado para o português alguns cantos do autor de Giaour, uma grande parte de poetas, ainda nascentes e por nascer, começaram aconhecer o gênio inglês através das fantasias de Álvares de Azevedo, eapresentaram, não sem desgosto para os que apreciam a sinceridade poética, um triste ceticismo de segunda edição. Cremos que este mal já está atenuado, se nãoextinto.  \nÁlvares de Azevedo era realmente um grande talento: só lhe faltou o tempo, como disse um dos seus necrólogos. Aquela imaginação vivaz, ambiciosa, inquieta, receberia com o tempo as modificações necessárias; discernindo no seu fundo intelectual aquilo que era próprio de si, e aquilo que era apenas reflexo alheio, impressão da juventude, Álvares de Azevedo, acabaria por afirmar a sua individualidade poética. Era daqueles que o berço vota à imortalidade. Compare-sea idade com que morreu aos trabalhos que deixou, e ver-se-á que seiva poderosanão existia, naquela organização rara. Tinha os defeitos, as incertezas, os desvios, próprios de um talento novo, que não podia conter-se, nem buscava definir-se . Aisto acrescente-se que a íntima convivência de alguns grandes poetas da Alemanha e da Inglaterra produziu, como dissemos, uma poderosa impressãonaquele espírito, aliás tão original. Não tiramos disso nenhuma censura; essaconvivência, que não poderia destruir o caráter da sua individualidade poética, ser-lhe-ia de muito proveito, e não pouco contribuiria para a formação definitivade um talento tão real.  \nCita-se sempre, a propósito do autor da Lira dos Vinte Anos, o nome de Lord Byron, como para indicar as predileções poéticas de Azevedo. É justo, mas nãobasta. O poeta fazia uma freqüente leitura de Shakespeare, e pode-se afirmar que  \na cena de Hamlet e Horário, diante da caveira de Yorick, inspirou-lhe mais de uniapágina de versos. Amava Shakespeare, e daí vem que nunca perdoou a tosquia que lhe fez Ducis. Em torno desses dois gênios, Shakespeare e Byron, juntavamse outros, sem esquecer Musset, com quem Azevedo tinha mais de um ponto decontato. De cada um desses caíram reflexos e raios nas obras de Azevedo . Os\"Boêmios\" e \"O Poema de Frade\", um fragmento acabado, e um borrão, poremendar, explicarão melhor este pensamento.  \nMas esta predileção, por mais definida que seja, não traçava para ele um limiteliterário, o que nos confirma na certeza de que, alguns anos mais, aquela viva imaginação, impressível a todos os contatos, acabaria por definir-se positivamente.  \nNesses arroubos da fantasia, nessas correrias da imaginação, não se revelavasomente um verdadeiro talento; sentia-se uma verdadeira sensibilidade. Amelancolia de Azevedo era sincera. Se excetuarmos as poesias e os poemas humorísticos, o autor da Lira dos Vinte Anos raras vezes escreve uma página quenão denuncie a inspiração melancólica, uma saudade in","cbCaisQddhARlbWu","https://ap.wps.com/l/cbCaisQddhARlbWu","pdf",19977,1,3,"Portuguese","pt",112,"# Influências e formação poética\n## Byron e a imaginação juvenil\n## Shakespeare, Alemanha e contatos literários\n# Melancolia, sensibilidade e tema da morte\n## Expressão sincera na poesia\n# Poesia humorística e prosa","[{\"question\":\"Como Machado de Assis explica a influência de Byron na obra de Álvares de Azevedo?\",\"answer\":\"A influência “mal byrônico” teria marcado a mocidade brasileira, e Azevedo recebeu essa sensação por meio de uma relação de conselhança e de convivência com poetas do norte da Europa. O texto considera que esse efeito poderia ser atenuado com o tempo, permitindo maior afirmação da individualidade do autor.\"},{\"question\":\"Quais autores, além de Byron, são destacados como influências na poesia de Azevedo?\",\"answer\":\"Machado cita Shakespeare, observando leituras frequentes e associando passagens como a cena de Hamlet e Yorick a versos inspirados. Também menciona poetas da Alemanha e outros nomes, como Musset, cujos reflexos aparecem nas obras do autor da Lira dos Vinte Anos.\"},{\"question\":\"Como o texto diferencia o talento de Azevedo na poesia e na prosa?\",\"answer\":\"Como poeta, Azevedo é apresentado como de imaginação vivaz e sensibilidade verdadeira, com forte presença de melancolia e saudade. Na prosa, porém, Machado afirma que não era igual ao verso: seria difusa e confusa, com falta de precisão e concisão, e dominada pela erudição na reflexão.\"}]",1783052479,5,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":24,"language":23,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":84,"head_meta":86,"extra_data":88,"updated_unix":27},"joaquim-maria-machado-de-assis-alvares-de-azevedo","",{"@graph":35,"@context":83},[36,52,66],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,47,49],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":46},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":48,"name":12,"@type":42,"position":21},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",{"item":50,"name":13,"@type":42,"position":51},"https://docshare.wps.com/pt/document/joaquim-maria-machado-de-assis-alvares-de-azevedo/37565/",4,{"url":50,"name":13,"@type":53,"author":54,"headline":13,"publisher":56,"fileFormat":59,"inLanguage":23,"description":14,"dateModified":60,"datePublished":60,"encodingFormat":59,"isAccessibleForFree":61,"interactionStatistic":62},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":55},"Person",{"url":40,"name":57,"@type":58},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":63,"interactionType":64,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":65},"ViewAction",{"@type":67,"mainEntity":68},"FAQPage",[69,75,79],{"name":70,"@type":71,"acceptedAnswer":72},"Como Machado de Assis explica a influência de Byron na obra de Álvares de Azevedo?","Question",{"text":73,"@type":74},"A influência “mal byrônico” teria marcado a mocidade brasileira, e Azevedo recebeu essa sensação por meio de uma relação de conselhança e de convivência com poetas do norte da Europa. O texto considera que esse efeito poderia ser atenuado com o tempo, permitindo maior afirmação da individualidade do autor.","Answer",{"name":76,"@type":71,"acceptedAnswer":77},"Quais autores, além de Byron, são destacados como influências na poesia de Azevedo?",{"text":78,"@type":74},"Machado cita Shakespeare, observando leituras frequentes e associando passagens como a cena de Hamlet e Yorick a versos inspirados. Também menciona poetas da Alemanha e outros nomes, como Musset, cujos reflexos aparecem nas obras do autor da Lira dos Vinte Anos.",{"name":80,"@type":71,"acceptedAnswer":81},"Como o texto diferencia o talento de Azevedo na poesia e na prosa?",{"text":82,"@type":74},"Como poeta, Azevedo é apresentado como de imaginação vivaz e sensibilidade verdadeira, com forte presença de melancolia e saudade. Na prosa, porém, Machado afirma que não era igual ao verso: seria difusa e confusa, com falta de precisão e concisão, e dominada pela erudição na reflexão.","https://schema.org",{"og:url":50,"og:type":85,"og:title":13,"og:site_name":57,"og:description":14},"article",{"robots":87,"canonical":50},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":24}]