[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37497-pt":3,"doc-seo-37497-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37497,4398048950312,"Violet","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/400002538284de19e3c?_k=1778320343897328908",27,"Literatura","JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS Alberto de Oliveira","Texto crítico de Joaquim Maria Machado de Assis sobre o poeta Alberto de Oliveira, partindo da reminiscência de 1879 na Revista Brasileira. A análise destaca a orientação dada ao jovem autor para “fixar-se no castelo” e para cultivar o que a natureza pede, relacionando esse conselho ao livro e ao destaque do “Leque” como transposição moderna de referências épicas. Descrevem-se ainda as características formais do estilo, a musicalidade e a preferência por quadros breves, além do predomínio de emoções guiadas por graças externas, com saudosismo e amor da natureza.","Texto-Fonte:  \nObra Completa de Machado de Assis, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. III, 1994.  \nPublicado como introdução a Meridionais, Rio de Janeiro, Tipografia da Gazeta de Notícias, 1884.  \nQuando em 1879, na Revista Brasileira, tratei da nova geração de poetas, falei naturalmente do Sr. Alberto de Oliveira . Vinha de ler o seu primeiro livro, Canções Românticas, de lhe dizer que havia ali inspiração e forma, embora acanhadas pela ação de influências exteriores . Achava-lhe no estilo alguma coisa flutuante e indecisa; e quanto à matéria dos versos, como o poeta dissesse aoutros, que também sabia folhear a lenda dos gigantes, dei-lhe este conselho:\"Que lhe importa o guerreiro que lá vai à Palestina? Deixe-se fixar no castelo com a filha dele... Não é diminuir-se o poeta; é ser o que lhe pede a natureza, Homero ou Mosco\". Concluía dizendo-lhe que se afirmasse .  \nNão trago essa reminiscência crítica (e deixo de transcrever as expressões de merecido louvor), senão para explicar, em primeiro lugar, a escolha que o poeta fez da minha pessoa para abrir este outro livro; e, em segundo lugar, para dizer que a exortação final da minha crítica tem aqui uma brilhante resposta, e que o conselho não foi desprezado, porque o poeta deixou-se estar efetivamente no castelo, não com a filha, mas com as filhas do castelão, o que é ainda mais do que eu lhe pedia naquele tempo.  \nQue há de ele fazer no castelo, senão amar as castelãs? Ama-as, contempla-as, sai a caçar com elas, fita bem os olhos de uma para ver o que há dentro dosolhos azuis, vai com a outra contar as estrelas do céu, ou então pega do leque deuma terceira para descrevê-lo minuciosamente. Esse Leque, que é uma daspáginas características do livro, chega a coincidir com o meu conselho de 1879, como se o poeta, abrindo mão dos heróis, quisesse dar às reminiscências épicasuma transcrição moderna e de camarim: esse Leque é uma redução do escudo de Aquiles. Homero, pela mão de Vulcano, pôs naquele escudo uma profusão decoisas: a terra, o céu, o mar, o sol, a lua e as estrelas, cidades e bodas, pórticose debates, exércitos e rebanhos. O nosso poeta aplicou o mesmo processo a um simples leque de senhora, com tanta opulência de imaginação no estilo, e tãogrego no próprio assunto dos quadros pintados, que fez daquilo uma parelha dobroquel homérico. Mas não é isso que me dá o característico da página; é oresumo que ali acho, não de todo, mas de quase todo o poeta; imaginoso, vibrante, musical, despreocupado dos problemas da alma humana, fino cultor das formas belas, amando porventura as lágrimas, contanto que elas caiam de uns olhos bonitos.  \nConclua o leitor, e concluirá bem, que a emoção deste poeta está sempre sujeita ao influxo das graças externas. Não achará aqui o desespero, nem o fastio, nema ironia do século. Se há alguma gota amarga no fundo da taça de ouro em que ele bebe a poesia, é a saudade do passado ou do futuro, alguma coisa remota no tempo ou no espaço, que não seja a vulgaridade presente. Daí essa volta  \nfreqüente das reminiscências helênicas ou medievais, os belos sonetos em que nos conta o nascimento de Vênus, e tantos outros quadros antigos, ou alusões espalhadas por versos e estrofes. Daí também uma feição peculiar do poeta, o amor da natureza. Não quero fazer extratos, porque o leitor vai ler o livro inteiro; mas o soneto \"Magia Selvagem\" lhe dará uma expressão enérgica dessa paixão dos espetáculos naturais, ante os quais o poeta exclama:  \nTudo, ajoelhado e trêmulo, me abisma  \nCego de assombro e extático de gozo.  \nCegueira e êxtase: o limite da adoração . Assim também o \"Conselho\", página em que ele receita para uma dor moral o contato da floresta; e ainda mais a anterior, \"Falando ao Sol\", em que caracteriza a intensidade de um grande pesar, que então o oprime, afirmando que para esse, nem mesmo a natureza — \"a grande natureza\" — pode servir de remédio.  \nA maior parte das composições são quadros feitos sem outra intenção mais do que fixar um momento ou um ","cbCaift6FikszoN1","https://ap.wps.com/l/cbCaift6FikszoN1","pdf",28346,1,3,"Portuguese","pt",112,"# Introdução e reminiscência crítica\n## O conselho de 1879 e sua resposta no livro\n## O “Leque” e a transposição de referências épicas\n## Emoção, saudade e amor da natureza\n## Forma, sonetos e perfeição do verso","[{\"question\":\"Qual é o motivo do texto de Machado de Assis ao falar de Alberto de Oliveira?\",\"answer\":\"Machado usa uma reminiscência crítica para explicar a escolha do poeta como abertura do livro e para retomar a exortação feita anteriormente, mostrando que o conselho foi atendido.\"},{\"question\":\"Como Machado relaciona o conselho de 1879 ao livro de Alberto de Oliveira?\",\"answer\":\"O conselho era para o poeta fixar-se no “castelo” em vez de se prender a heróis; Machado afirma que Alberto efetivamente permanece no castelo, agora com as filhas do castelão, ampliando o que ele sugerira.\"},{\"question\":\"Que características formais e temáticas Machado atribui à poesia de Alberto de Oliveira?\",\"answer\":\"Machado destaca a imaginação, a vibração e a musicalidade dos versos, o apreço pelas formas belas e a produção frequente de quadros curtos, muitas vezes sonetos, com forte presença de reminiscências e do amor da natureza.\"}]",1783052216,5,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":24,"language":23,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":84,"head_meta":86,"extra_data":88,"updated_unix":27},"joaquim-maria-machado-de-assis-alberto-de-oliveira","",{"@graph":35,"@context":83},[36,52,66],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,47,49],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":46},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":48,"name":12,"@type":42,"position":21},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",{"item":50,"name":13,"@type":42,"position":51},"https://docshare.wps.com/pt/document/joaquim-maria-machado-de-assis-alberto-de-oliveira/37497/",4,{"url":50,"name":13,"@type":53,"author":54,"headline":13,"publisher":56,"fileFormat":59,"inLanguage":23,"description":14,"dateModified":60,"datePublished":60,"encodingFormat":59,"isAccessibleForFree":61,"interactionStatistic":62},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":55},"Person",{"url":40,"name":57,"@type":58},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":63,"interactionType":64,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":65},"ViewAction",{"@type":67,"mainEntity":68},"FAQPage",[69,75,79],{"name":70,"@type":71,"acceptedAnswer":72},"Qual é o motivo do texto de Machado de Assis ao falar de Alberto de Oliveira?","Question",{"text":73,"@type":74},"Machado usa uma reminiscência crítica para explicar a escolha do poeta como abertura do livro e para retomar a exortação feita anteriormente, mostrando que o conselho foi atendido.","Answer",{"name":76,"@type":71,"acceptedAnswer":77},"Como Machado relaciona o conselho de 1879 ao livro de Alberto de Oliveira?",{"text":78,"@type":74},"O conselho era para o poeta fixar-se no “castelo” em vez de se prender a heróis; Machado afirma que Alberto efetivamente permanece no castelo, agora com as filhas do castelão, ampliando o que ele sugerira.",{"name":80,"@type":71,"acceptedAnswer":81},"Que características formais e temáticas Machado atribui à poesia de Alberto de Oliveira?",{"text":82,"@type":74},"Machado destaca a imaginação, a vibração e a musicalidade dos versos, o apreço pelas formas belas e a produção frequente de quadros curtos, muitas vezes sonetos, com forte presença de reminiscências e do amor da natureza.","https://schema.org",{"og:url":50,"og:type":85,"og:title":13,"og:site_name":57,"og:description":14},"article",{"robots":87,"canonical":50},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":24}]