[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-128627-pt":3,"doc-seo-128627-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":92},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":27,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},128627,962084925636,"Olivia Brown","https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_994ba38a5ba835b3df7d355c54d3ed8d",32,"Pesquisa e Relatórios","NÃO BASTA QUE O ALGORITMO NÃO SEJA RACISTA - É NECESSÁRIO QUE ELE SEJA ANTIRRACISTA - REFLEXÕES BIOPOLÍTICAS SOBRE MACHINE LEARNING","A reflexão central do artigo relaciona a apropriação de técnicas e tecnologias de machine learning aos discursos de ódio e à normalização de práticas racistas no contexto educacional brasileiro. A partir de contribuições teóricas de Michel Foucault, Achille Mbembe e Byung-Chul Han, argumenta-se que uma incorporação acrítica de tecnologias informacionais favorece ecossistemas informacionais/educacionais patologicamente associados à violência discursiva. O texto propõe o enfrentamento do racismo em ambientes virtuais como condição para um universo educacional consciente e crítico, com pesquisa bibliográfica e recorte qualitativo.","NÃO BASTA QUE O ALGORITMO NÃO SEJA RACISTA, É NECESSÁRIO QUE ELE SEJA ANTIRRACISTA: REFLEXÕES BIOPOLÍTICAS SOBRE  \nMACHINE LEARNING  \nVicente Thiago Freire Brazil􀀍  \nResumo:  \nO presente artigo tem como objetivo apresentar questões interseccionais derivadas daapropriação de técnicas e tecnologias de machine learning na educação brasileira. Tendo como aporte teórico as contribuições de autores que discutem sobre questões educacionais e de poder, como Michel Foucault, Achille Mbembe e Byung-Chul Han, pretende-se demonstrar como uma incorporação acrítica de tecnologias informacionais disponíveis na sociedade contemporânea pode colaborar diretamente para odesenvolvimento de ecossistemas informacionais/educacionais patologicamente associados a discursos de ódio, práticas discursivas violentas que, em última instância, viabilizam e normalizam práticas racistas. O enfrentamento ao racismo nos ambientes virtuais e redes comunicacionais é uma importante atitude a ser tomada para garantia deum universo educacional consciente e crítico. O trabalho consiste numa pesquisabibliográfica com suporte documental e recorte qualitativo de tempo e tipo de objetos investigados com ênfase numa perspectiva filosófica das temáticas tecno-educacionais.  \nPalavras-chave: machine learning. Biopolítica. Racismo.  \nIT IS NOT ENOUGH THAT THE ALGORITHM IS NOT RACIST, IT IS NECESSARY FOR IT TO BE ANTI-RACIST: BIOPOLITICAL REFLECTIONS ON MACHINE LEARNING  \nAbstract:  \nThis article aims to present intersectional issues arising from the appropriation of machine learning techniques and technologies in Brazilian education. Taking as a theoretical contribution the contributions of authors who discuss educational and power issues, such as Michel Foucault, Achille Mbembe and Byung-Chul Han, we intend to demonstrate how an uncritical incorporation of informational technologies available in contemporary society can directly contribute to the development of informational/educational ecosystems pathologically associated with hate speech, violent discursive practices that, ultimately, enable and normalize racist practices. Confronting racism in virtual environments and communication networks is an important attitude to be taken to guarantee a conscious and critical educational universe. The work consists of bibliographical research with documentary support and a qualitative cut of time and type of objects investigated with an emphasis on a philosophical perspective on techno-educational themes.  \n􀀍 Professor Adjunto de Filosofia Antiga da Universidade Estadual do Ceará - UECE. Professor Permanente do Programa de Pós-graduação em Filosofia-PPGFIL-da UECE. Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará (2017), onde também cursou mestrado (2012) e graduação em Filosofia (2009). Realizou estágios de Pós-doutoramento no PPGLETRAS e no PPG-FILOSOFIA ambos da UFC.  \nFortaleza – Volume 17 – Número 1, 2024  \nISSN: 1984-9575  \nKeywords: machine learning. Biopolitics. Racism.  \n1. INTRODUÇÃO  \nEducação e tecnologia é um binômio inseparável; dito de outra forma, os processos educacionais sempre estiveram intrinsecamente associados ao desenvolvimento tecnológico no curso da história das sociedades. Assim, educação etecnologia são expressões genuínas do espírito de cada tempo, nas mais variadas sociedades.  \nFaz-se necessário esclarecer que esta afirmação fundamental ultrapassa asimples natureza causal daquela relação – pois é óbvio que somente por meio do desenvolvimento de pesquisas, investigações, debates, em resumo, de procedimentos educacionais, faz-se possível o avanço tecnológico – e se apresenta sob um prisma instrumental. Ou seja, o aparato tecnológico sempre foi apropriado como ferramenta, instrumento, para potencializar as estratégias e metodologias educacionais – de modo especial aqueles que, originalmente, não tem seu desenvolvimento associado a temase/ou objetivos instrucionais.  \nApesar de todo conservadorismo que sempre ronda a educação – tanto em virtude de uma","cbCaio5hFfK51x1a","https://ap.wps.com/l/cbCaio5hFfK51x1a","pdf",671303,1,14,"Portuguese","pt",112,"# Introdução\n# Educação, tecnologia e poder\n# Tecnologias de informação e dominação\n# Fundamentação teórica (Foucault, Mbembe, Han)\n# Enfrentamento do racismo em ambientes virtuais","[{\"question\":\"Qual é o objetivo do artigo sobre machine learning na educação brasileira?\",\"answer\":\"Apresentar questões interseccionais ligadas à apropriação de técnicas e tecnologias de machine learning na educação brasileira e mostrar como sua incorporação acrítica pode favorecer discursos de ódio e práticas racistas.\"},{\"question\":\"Por que não basta que o algoritmo não seja racista?\",\"answer\":\"O texto sustenta que a ausência de racismo não garante antirracismo; 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