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Aponta a permanência de discriminação histórica ligada à escravidão, ao racismo e à exclusão e defende que leis como a Lei 10.639/03 precisam de efetivação contínua. Argumenta que a escola deve ser espaço democrático e que o trabalho pedagógico cotidiano, com formação docente e enfrentamento do preconceito, contribui para superar a mentalidade racista e ampliar o acesso a conhecimentos culturais diversos.",{"@graph":59,"@context":115},[60,77,98],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":35,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/pesquisa-e-relatórios/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/ii-national-congress-africanidades-and-brasilidades-august-4-to-6-2014-the-afro-brazilian-and-african-culture-highlighted-in-art-class-valuation-versus-adversities/157291/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/ii-national-congress-africanidades-and-brasilidades-august-4-to-6-2014-the-afro-brazilian-and-african-culture-highlighted-in-art-class-valuation-versus-adversities/157291.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"Quinn Holloway","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-10-01","2026-08-29",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":73},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",{"@type":99,"mainEntity":100},"FAQPage",[101,107,111],{"name":102,"@type":103,"acceptedAnswer":104},"Qual é o problema central discutido no trabalho sobre cultura afro-brasileira na escola?","Question",{"text":105,"@type":106},"O texto discute a persistência de discriminação e racismo que afetam o reconhecimento da cultura afro-brasileira e africana, inclusive no ambiente escolar, exigindo ações pedagógicas contínuas.","Answer",{"name":108,"@type":103,"acceptedAnswer":109},"Por que o trabalho critica o ensino da temática apenas em datas comemorativas?",{"text":110,"@type":106},"Porque abordar o tema só em momentos específicos reforça a naturalização do racismo. 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Entretanto a história que sempre predominou foi a do colonizador português branco em detrimento da dos índios e da dos negros. O Brasil colonial, imperial e republicanomanteve uma postura de discriminação em relação ao negro, através da escravidão, do racismo e da exclusão. Apesar de difícil, essa luta não tem sido em vão, pois os negros, mesmo com todo sofrimento, estão conquistando o respeito e dignidade, negados por muito tempo.  \nNão há como apagar o sofrimento vivido pelos negros africanos no Brasil, mas também não há como esconder a rica cultura que trouxeram de cada lugar da África de que vieram: seus costumes, suas cores, suas músicas, suas danças esuas tradições contribuíram para a formação cultural do povo brasileiro, constituindo o que chamamos hoje de cultura afro-brasileira.  \nA valorização da cultura afro-brasileira deve ser um compromisso de todos, pois, assim como os negros foram impedidos por muito tempo de ingressar no ensino formal, a história e a cultura africana e afro-brasileira também não faziam  \n1 Graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo. Professora de Artes da Prefeitura de Vitó[ria. claudiambersani@gmail.com](ria. claudiambersani@gmail.com).  \n2 Mestra em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo. Professora de Língua Portuguesa da Prefeitura de Vitó[ria. dianapoetae@yahoo.com.br](ria. dianapoetae@yahoo.com.br).  \nparte do currículo escolar até ser sancionada a Lei 10.639/03, que propõe novas Diretrizes Curriculares para o estudo da história e cultura afro-brasileira e africana.  \nPara mencionar um exemplo, quando se ensina sobre a Civilização Egípcia, de acordo com Normando Batista Santos (2002, p. 74), esquecem de dizer que elaera uma civilização Negra, que “os negros, quando foram trazidos à força para as Américas, tinham conhecimentos que os europeus não dominavam, saberes que a Europa desconhecia”, mas que foram apropriados pelos colonizadores. Os negrosnão podem ser lembrados apenas como o povo que foi escravizado, motivo pelo qual os professores devem ressaltar em sala de aula a cultura africana como constituinte e formadora da sociedade brasileira.  \nÉ claro que somente fazer uma lei não resolve os problemas étnico-raciais deum país, ainda mais um país que viveu quase 500 anos sob o jugo de colonizadores.É necessário que o Estado se empenhe, construindo políticas públicas, para eliminar qualquer forma de preconceito e discriminação. Para isso, a escola tem uma importância muito relevante na construção de uma sociedade mais justa, que busque a emancipação dos grupos discriminados, pois ela pode proporcionar oacesso aos conhecimentos científicos, a registros culturais diferenciados e podemfuncionar como espaços democráticos e igualitários. No entanto , para isso, a escola não pode ensinar, ou fingir ensinar, a história e a cultura afro-brasileira e africanasomente em dia comemorativo, como o 20 de novembro, por exemplo. Esse temadeve ser cotidiano na escola, assim como se ensina uma criança a ler e a escrever, uma vez que abordá-lo diariamente é concebê-lo como assunto indispensável paradesfazer a mentalidade racista secular, superando o etnocentrismo europeu.  \nPara obter êxito nessa importante empreitada de abolir a discriminação racial, partindo do ambiente escolar, os professores precisam estar preparadoscientificamente, com boa formação, para enfrentar esse desafio e, sobretudo, é indispensável que todo educador esteja livre de qualquer preconceito. 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