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O texto destaca a obra de António Hespanha como referência central, sobretudo pelo paradigma jurisdicionalista que coloca a justiça como atividade primeira do poder e favorece a hegemonia política dos juristas. Analisa ainda a ligação entre clivagens políticas e faccionais e modelos corporativos versus individualistas.",{"@graph":59,"@context":115},[60,77,98],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":35,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/pesquisa-e-relatórios/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/identificacao-da-politica-setecentista-notes-on-portugal-at-the-beginning-of-the-joanine-period/214469/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/identificacao-da-politica-setecentista-notes-on-portugal-at-the-beginning-of-the-joanine-period/214469.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"Jake","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-10-01","2026-09-07",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":76},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",{"@type":99,"mainEntity":100},"FAQPage",[101,107,111],{"name":102,"@type":103,"acceptedAnswer":104},"Que período e práticas históricas são abordados no ensaio?","Question",{"text":105,"@type":106},"O ensaio toma como ponto de partida práticas da história política na historiografia portuguesa recente sobre o período moderno tardio, nos séculos XVII e XVIII.","Answer",{"name":108,"@type":103,"acceptedAnswer":109},"Qual é o argumento central ligado ao paradigma jurisdicionalista?",{"text":110,"@type":106},"Defende-se que, no paradigma jurisdicionalista, o fim último do “bom governo” é a “justiça”, entendida como dar a cada um o seu lugar, o que embaraça o exercício da política nos meandros da justiça e favorece os juristas.",{"name":112,"@type":103,"acceptedAnswer":113},"Como se relacionam as clivagens políticas e faccionais com a concepção de sociedade?",{"text":114,"@type":106},"O texto indica que a contraposição entre modelo corporativo e modelo individualista pode ajudar a explicar clivagens políticas e faccionais do período analisado.","https://schema.org",{"og:url":75,"og:type":117,"og:title":55,"og:site_name":88,"og:description":57},"article",{"robots":119,"canonical":75},"index,follow",{"doc_id":121,"site_id":52},214469,1788783074,{"code":4,"msg":5,"data":124},{"doc_id":121,"user_id":125,"nickname":85,"user_avatar":126,"doc_module":4,"category_id":34,"category_name":35,"doc_title":55,"doc_description":57,"doc_content":127,"file_id":128,"file_url":129,"file_type":130,"file_size":131,"view_count":76,"is_deleted":4,"is_public":67,"is_downloadable":67,"audit_status":67,"page_count":30,"language":132,"language_code":53,"site_id":52,"html_lang":53,"table_of_contents":133,"faqs":134,"seo_title":135,"seo_description":57,"update_tm":122,"read_time":136},962084928904,"https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_155a257f0dc6eb9ab79c44ca47cae57d","Nuno Gonçalo F. Monteiro* Análise Social, vol. XXXV (157), 2001, 961-987  \nIdentificação da política setecentista. Notas sobre Portugal no início do período joanino**  \nA RECENTE HISTORIOGRAFIA PORTUGUESA SOBRE A POLÍTICA MODERNA  \nTomaremos como ponto de partida deste breve ensaio algumas das práticas da história política na recente historiografia portuguesa sobre o período moderno tardio (séculos XVII e XVIII), sem cuidar de discutir até que ponto reflectem ou não influências de evoluções similares de outras historiografias. Embora nunca tenha sido completamente abandonada nas suas versões maistradicionais, também entre nós o retorno da história política1 ou a emergênciade uma nova história política moderna, algumas vezes explicitamente proclamada2, se têm pautado por contribuições múltiplas e, por vezes, contrapostas. Com a relevante participação de historiadores de outros países, pode até falar-se de uma renovação radical em relação a certos períodos, como aquele que tradicionalmente se denominava a época filipina3. De todas as contribui-  \n* Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.  \n** Devo agradecer à insistência de Fátima Bonifácio a decisão de elaborar este ensaio. Quero ainda agradecer a Isabel Cluny os comentários e sugestões que me fez, bem como apossibilidade que me deu de consultar o seu trabalho em preparação sobre O Conde de Tarouca e a Diplomacia Portuguesa, que adiante se cita e onde se buscou muita informação para este ensaio.  \n1 Cf. Fátima Bonifácio, Apologia da História Política, Lisboa, 1999, p. 84.  \n2 Cf. Luís Reis Torgal, prefácio a Rui Bebiano, D. João V, Poder e Espectáculo, Lisboa, 1987.  \n3 É notável o conjunto de trabalhos de fundo recentes de história política sobre este período. Citem-se apenas alguns títulos: Fernando Bouzas Alvarez, Portugal en la Monarquia  \n961  \nções possíveis, e deixando de lado o terreno específico da história das ideias4, permito-me destacar algumas que me parecem mais relevantes para o argumento que aqui pretendo defender.  \nA obra mais decisiva e influente encontra-se, sem sombra de dúvidas, nostrabalhos de António Hespanha. Aparentemente, o que sobressai é uma assimilação da história política a uma história institucional estrutural e à análise da cultura jurídico-política5. No entanto, numa ampla produção cujo fulcro se coloca no estudo de um sistema de poderes plurais e descentrados cuja perpetuação se arrastaria até ao pombalismo, assinalam-se algumas incursões ocasionais nos terrenos tradicionais da história política conjuntural6.  \nPara o período moderno tardio, do qual aqui nos ocupamos, dois tópicosda obra citada parecem-me especialmente relevantes. O primeiro, o mais decisivo, reporta-se à relevância que confere ao paradigma jurisdicionalista, de acordo com o qual o fim último do «bom governo» era a «justiça», entendida como dar a cada um o seu lugar. Nessa perspectiva, «a justiça não era apenas uma das actividades do poder [...] ela era—enquanto se manteve pura a sua imagem tradicional— a primeira, se não a única, actividade dopoder»7. O que teria relevantes implicações, pois, «como o poder é essencialmente fazer justiça, os meios do seu exercício devem ser, fundamentalmente,[...] juízos proferidos pelas entidades competentes [...] não é, por isso, de admirar que, até muito avançado o século XVIII, o exercício da política, mesmo da «alta política», estivesse embaraçado nos meandros da justiça e fosse coisa, antes de tudo, de juristas»8. Noutro texto reconhecerá, com maior  \nHispanica (1580-1640). Filipe II, las Cortes de Tomar y la Genesis del Portugal Catolico, dissertação de doutoramento, mimeo. , Madrid, 1987; Santiago de Luxan Melendez, La Revolución de 1640 en Portugal, Sus Fundamentos Sociales y Sus Caracteres Nacionales. El Consejo de Portugal: 1580-1640, Madrid, Universidad Complutense, 1988; António de Oliveira, Poder e Oposição Política em Portugal no Período Filipino (1580-1640), Lisboa, 1990; Rafael Valladares, Filipe IV y la Resta","cbCaidy8ba2S1LVL","https://ap.wps.com/l/cbCaidy8ba2S1LVL","pdf",113083,"Portuguese","# A recente historiografia portuguesa sobre a política moderna\n## História política e renovação historiográfica\n## Paradigma jurisdicionalista e papel dos juristas\n## Modelos corporativo e individualista nas clivagens políticas","[{\"question\":\"Que período e práticas históricas são abordados no ensaio?\",\"answer\":\"O ensaio toma como ponto de partida práticas da história política na historiografia portuguesa recente sobre o período moderno tardio, nos séculos XVII e XVIII.\"},{\"question\":\"Qual é o argumento central ligado ao paradigma jurisdicionalista?\",\"answer\":\"Defende-se que, no paradigma jurisdicionalista, o fim último do “bom governo” é a “justiça”, entendida como dar a cada um o seu lugar, o que embaraça o exercício da política nos meandros da justiça e favorece os juristas.\"},{\"question\":\"Como se relacionam as clivagens políticas e faccionais com a concepção de sociedade?\",\"answer\":\"O texto indica que a contraposição entre modelo corporativo e modelo individualista pode ajudar a explicar clivagens políticas e faccionais do período analisado.\"}]","Identificação da política setecentista - Notas sobre Portugal no início do período joanino | PDF",42]