[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-59090-pt":3,"doc-seo-59090-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":91},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},59090,687197207919,"Theodora","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/a000253d6f5f7c60be?x-image-process=image/resize,m_fixed,w_180,h_180&k=1779446848396160552",27,"Literatura","Humano, demasiado humano I","O texto apresenta o Prólogo de “Humano, demasiado humano”, de Nietzsche, abordando a ideia de inversão das valorações habituais e a desconfiança diante da moral. Discute-se a solidão e a necessidade de ilusões para sustentar a veracidade e a vida, incluindo a criação de “espíritos livres” como companhia em tempos de doença, exílio e inatividade. Também se explora a “grande liberação” que desperta o espírito, arranca a jovem alma de seu modo anterior de amar e impele à curiosidade por um mundo ainda indescoberto.","SUMÁRIO  \nPrólogo  \n1. Das coisas primeiras e últimas  \n2. Contribuição à história dos sentimentos morais 3. A vida religiosa  \n4. Da alma dos artistas e escritores  \n5. Sinais de cultura superior e inferior  \n6. O homem em sociedade  \n7. A mulher e a criança  \n8. Um olhar sobre o Estado  \n9. O homem a sós consigo Entre amigos: um epílogo  \nNotas  \nPosfácio: Um livro soberano Glossário de nomes próprios Sobre o autor e o tradutor  \nPRÓLOGO1  \n1. J á me disseram com freqüência, e sempre com enorme surpresa, que uma coisa une e distingue todos os meus livros , do Nascimento da tragédia ao recém-publicado Prelúdio a uma filosofia do futuro: todos eles contêm, assim afirmaram, laços eredes para pássaros incautos , e quase um incitamento, constante enem sempre notado, à inversão das valorações habituais e doshábitos valorizados . Como? Tudo somente—humano, demasiado humano? Com este suspiro dizem que um leitor emerge de meuslivros , não sem alguma reticência e até desconfiança frente à moral, e mesmo um tanto disposto e encorajado a fazer-se defensor das piores coisas: e se elas forem apenas as mais bem caluniadas? J á chamaram meus livros de uma escola da suspeita, mais ainda do desprezo, felizmente também da coragem, até mesmo datemeridade. De fato, eu mesmo não acredito que alguém, alguma vez, tenha olhado para o mundo com mais profunda suspeita, e nãoapenas como eventual advogado do Diabo, mas também, falando teologicamente, como inimigo e acusador de Deus; e quem adivinha ao menos em parte as conseqüências de toda profunda suspeita, oscalafrios e angústias do isolamento, a que toda incondicionaldiferença do olhar condena quem dela sofre, compreenderá também com que freqüência, para me recuperar de mim, como para esquecer-me temporariamente, procurei abrigo em algum lugar— em alguma adoração, alguma inimizade, leviandade, cientificidade ou estupidez; e também por que, onde não encontreio que precisava, tive que obtê-lo à força de artifício, de falsificá-loe criá-lo poeticamente para mim (— que outra coisa fizeramsempre os poetas? para que serve toda a arte que há no mundo?) . Mas o que sempre necessitei mais urgentemente, para minha cura erestauração própria, foi a crença de não ser de tal modo solitário, denão ver assim solitariamente—uma mágica intuição de semelhançae afinidade de olhar e desejo, um repousar na confiança da amizade, uma cegueira a dois sem interrogação nem suspeita, uma fruição de primeiros planos , de superfícies , do que é próximo e está perto, de tudo o que tem cor, pele e aparência. Talvez me censurem muita\"arte\" nesse ponto, muita sutil falsificação de moeda: que eu, porexemplo, de maneira consciente-caprichosa fechei os olhos à cega vontade de moral de Schopenhauer, num tempo em que já era clarividente o bastante acerca da moral; e também que me enganei quanto ao incurável romantismo de Richard Wagner, como se ele fosse um início e não um fim; também quanto aos gregos , também com os alemães e seu futuro—e talvez se fizesse toda uma listadesses tambéns . .. Supondo, porém, que tudo isso fosse verdadeiroe a mim censurado com razão, que sabem vocês disso, que podem vocês saber disso, da astúcia de autoconservação, da racionalidadee superior proteção que existe em tal engano de si—e da falsidade que ainda me é necessária para que continue a me permitir o luxode minha veracidade?... Basta, eu ainda vivo; e a vida não é excogitação da moral: ela quer ilusão, vive da ilusão. .. porém, vejam só, já não começo de novo a fazer o que sempre fiz, como velho imoralista e apanhador de pássaros — falando imoralmente,  \namoralmente, \"além do bem e do mal\"?  \n2.— Foi assim que há tempos , quando necessitei, inventei para mim os \"espíritos livres \", aos quais é dedicado este livromelancólico-brioso que tem o título de Humano, demasiado humano: não existem esses \"espíritos livres \", nunca existiram —mas naquele tempo, como disse, eu precisava deles como companhia, para manter a alma alegre em meio a muitos males (doença,","cbCaijWzbpduN0GL","https://ap.wps.com/l/cbCaijWzbpduN0GL","pdf",1294303,3,1,215,"Portuguese","pt",112,"# SUMÁRIO\n## Prólogo\n## 1. Das coisas primeiras e últimas\n## 2. Contribuição à história dos sentimentos morais\n## 3. A vida religiosa\n## 4. Da alma dos artistas e escritores\n## 5. Sinais de cultura superior e inferior\n## 6. 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