[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-51994-pt":3,"doc-seo-51994-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":92},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},51994,137441390410,"Hazel","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/2000252f4ab5702993?_k=1776741390130283984",27,"Literatura","História da Mentira: Prolegômenos","“História da mentira: prolegômenos” apresenta reflexões de Jacques Derrida sobre a fábula, o fantasmático e a virtualidade, deslocando o tema da mentira para o exame de como a “verdade” se constitui como afabulação. A obra articula a discussão com referências a Platão, Nietzsche, Santo Agostinho e outros espectros conceituais, problematizando a separação entre erro, engano, pseudológico e intenção. O texto questiona se é possível narrar a mentira como história verdadeira e se a mentira pode incluir enganar-se a si mesmo.","Textos  \nColeção Jacques Derrida  \nA presente obra é disponibilizada pela equipe do blog Maiêuticar e seus diversos parceiros, com o objetivo de oferecer conteúdo para uso parcial em pesquisas e estudos acadêmicos, bem como osimples teste da qualidade da obra, com o fim exclusivo de compra futura.  \nÉ expressamente proibida e totalmente repudíavel a venda, aluguel, ou quaisquer uso comercial do presente conteúdo.  \nOutros Títulos da Coleção Jacques Derrida  \nA Escritura e Diferença  \nA Farmacia de Platão  \nAVoz e o Fenômeno Adeus a Emmanuel Lévinas Gramatologia  \nKhôra O Animal que Logo Sou Margens da Filosofia  \nVisite nossa página-[http://maieuticar.wordpress.com/](http://maieuticar.wordpress.com/)  \nHistória da mentira: prolegômenos  \nJACQUES DERRIDA  \nA  \nNTES MESMO DE PROPOR UMA EPÍGRAFE, solicito-lhes o tempo para duas confissões, que são também duas concessões. Dizem respeito à fábula eao fantasma, ou seja, ao espectral. Como se sabe, em grego, phántasma  \nsignifica também aparição do espectro: fantasma ou alma de outro mundo. Ofabuloso e o fantasmático têm um traço em comum: stricto sensu e no sentido clássico desses termos, eles não pertencem nem ao verdadeiro nem ao falso, nemao veraz nem ao mentiroso. Antes, assemelham-se a uma espécie irredutível dosimulacro ou da virtualidade. É certo que não constituem verdades ou enunciados verdadeiros propriamente ditos; tampouco são erros, enganos propositados, falsos testemunhos ou perjúrios.  \nA primeira confissão concedida diz respeito ao título proposto: História da mentira. Deslocando-o ligeiramente, introduzindo uma palavra por sob aoutra, ele parece imitar o célebre título de um texto que, há tempos, me interessou muito. Em o Crepúsculo dos Ídolos, Nietzsche intitula “História de um erro”( Geschichte eines Irrtums) a uma espécie de narrativa em seis episódios que, emuma página apenas, conta nada menos do que o mundo verdadeiro (die wahre Welt), a história do “mundo verdadeiro”. O título dessa narrativa de ficção anuncia a de uma afabulação: “Como o ‘mundo verdadeiro’ acaba se tornando umafábula ( Wie die ‘wahre Welt’ endlich zur Fabel wurde)”. Então, o que nos vai ser contado não é uma fábula, mas como uma fábula, de alguma forma, se afabulou. Vai se proceder como se houvesse a possibilidade de uma narrativa verdadeira arespeito da história dessa afabulação, e de uma afabulação que nada produz senão, precisamente, a idéia de um mundo verdadeiro – o que ameaça acabar com apretensa verdade da narrativa.“Como o ‘mundo verdadeiro’ acaba se tornando uma fábula ( Wie die ‘wahre Welt’ endlich zur Fabel wurde)”.“História de umerro” é apenas subtítulo. Tal narrativa fabulosa sobre uma fabulação, sobre averdade como afabulação é um lance teatral. Ela põe em cena personagens que ficarão, com mais ou menos intensidade, presentes a nós, ao modo de espectros, nos bastidores: primeiro, Platão, que diz, segundo Nietzsche,“Eu, Platão, sou averdade”, depois a promessa cristã sob os traços de uma mulher, depois o imperativo kantiano, a “pálida idéia könisbergiana”, depois o canto do galo positivista, enfim o meio-dia zaratustriano. Além de tornar a citar tais espectros, referir-nos-emos  \nESTUDOS AVANÇADOS 10 (27), 1996 7  \ntambém a outro, que Nietzsche não menciona: Santo Agostinho. É verdade que este, em seus grandes tratados sobre a mentira ( De mendacio ou Contra mendacium) fica sempre dialogando com São Paulo, o qual, íntimo de Nietzsche, foi o adversário privilegiado de um Nietzsche obstinado.  \nTodavia, se a lembrança do texto fabuloso não deve ser por nós esquecida, a história da mentira não poderia ser a história de um erro, ainda que fosse umerro na constituição do verdadeiro, na própria história da verdade como tal. No texto polêmico e irônico de Nietzsche, nessa inspirada fábula sobre uma afabulação, a verdade, a idéia de um mundo verdadeiro seria um erro.  \nEm princípio, porém, e em sua determinação clássica, a mentira não é oerro. Pode-se estar no erro, enganar a si mesmo se","cbCaioGKS1GOqHMY","https://ap.wps.com/l/cbCaioGKS1GOqHMY","pdf",487009,6,1,36,"Portuguese","pt",112,"# Prolegômenos e confissões iniciais\n## Fábula, fantasma e virtualidade\n# Deslocamento do título e diálogo com Nietzsche\n## “História de um erro” e a afabulação do mundo verdadeiro\n# Mentira, erro e intenção\n## Pseudológico, enganar e enganar-se\n# A possibilidade de uma história da mentira","[{\"question\":\"O que Derrida propõe ao relacionar fábula e fantasmático em “História da mentira”?\",\"answer\":\"Derrida descreve que fabuloso e fantasmático compartilham um traço: não pertencem ao verdadeiro nem ao falso, nem ao veraz nem ao mentiroso, mas a uma espécie irredutível de simulacro ou virtualidade. 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