[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37530-pt":3,"doc-seo-37530-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37530,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",26,"Contos e Romances","Helena","Helena apresenta a abertura de um romance de Machado de Assis, estruturada em torno da morte do Conselheiro Vale e do impacto imediato desse acontecimento sobre a família. O enterro reúne pessoas influentes e revela a posição social e as relações políticas do falecido, enquanto o foco narrativo passa para o gabinete doméstico. O médico Camargo procura o testamento e, ao lê-lo, demonstra curiosidade e cautela, sugerindo que seu conteúdo pode trazer uma lacuna ou excesso, sem ainda explicar aos próximos.","Helena  \nTexto-fonte:  \nObra Completa, de Machado de Assis, vol. I, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.  \nPublicado originalmente em folhetins, a partir de 06/08/1876, em O Globo.  \nADVERTÊNCIA  \nEsta nova edição de Helena sai com várias emendas de linguagem eoutras, que não alteram a feição do livro. Ele é o mesmo da data em que o compus e imprimi, diverso do que o tempo me foi depois, correspondendo assim ao capítulo da história do meu espírito, naqueleano de 1876.  \nNão me culpeis pelo que lhe achardes romanesco . Dos que então fiz, este me era particularmente prezado . Agora mesmo, que há tanto me fui a outras e diferentes páginas, ouço um eco remoto ao reler estas, eco de mocidade e fé ingênua . É claro que, em nenhum caso, lhestiraria a feição passada; cada obra pertence ao seu tempo.  \nM. de A.  \nCAPÍTULO PRIMEIRO  \nO Conselheiro Vale morreu às 7 horas da noite de 25 de abril de 1859. Morreu de apoplexia fulminante, pouco depois de cochilar a sesta,—segundo costumava dizer,— e quando se preparava a ir jogar a usual partida de voltarete em casa de um desembargador, seu amigo. O Dr . Camargo, chamado à pressa, nem chegou a tempo de empregar os recursos da ciência; o Padre Melchior não pôde dar-lhe as consolações da religião: a morte fora instantânea .  \nNo dia seguinte fez-se o enterro, que foi um dos ma is concorridos que ainda viram os moradores do Andaraí . Cerca de duzentas pessoasacompanharam o finado até à morada última, achando-se  \nrepresentadas entre elas as primeiras classes da sociedade. O conselheiro, posto não figurasse em nenhum grande cargo do Estado, ocupava elevado lugar na sociedade, pelas relações adquiridas, cabedais, educação e tradições de família . Seu pai fora magistrado no tempo colonial, e figura de certa influência na corte do último vice-rei. Pelo lado materno descendia de uma das mais distintas famílias paulistas. Ele próprio exercera dois empregos, havendo-se com habilidade e decoro, do que lhe adveio a carta de conselho e a estima dos homens públicos. Sem embargo do ardor político do tempo, nãoestava ligado a nenhum dos dois partidos, conservando em ambos preciosas amizades, que ali se acharam na ocasião de o dar à sepultura . Tinha, entretanto, tais ou quais idéias políticas, colhidas nas fronteiras conservadoras e liberais, justamente no ponto em que osdois domínios podem confundir-se. Se nenhuma saudade partidária lhe deitou a última pá de terra, matrona houve, e não só uma, que viu ir aenterrar com ele a melhor página da sua mocidade.  \nA família do conselheiro compunha-se de duas pessoas: um filho, o Dr. Estácio, e uma irmã, D. Úrsula . Contava esta cinqüenta e poucos anos; era solteira; vivera sempre com o irmão, cuja casa dirigia desde ofalecimento da cunhada . Estácio tinha vinte e sete anos, e era formadoem matemáticas. O conselheiro tentara encarreirá-lo na política, depois na diplomacia; mas nenhum desses projetos teve começo de execução.  \nO Dr . Camargo, médico e velho amigo da casa, logo que regressou do enterro, foi ter com Estácio, a quem encontrou no gabinete particular do finado, em companhia de D. Úrsula . Também a dor tem suas volúpias; tia e sobrinho queriam nutri-la com a presença dos objetos pessoais do morto, no lugar de suas predileções quotidianas. Duas tristes luzes alumiavam aquela pequena sala . Alguns momentos correram de profundo silêncio entre os três. O primeiro que o rompeu, foi o médico.  \n— Seu pai deixou testamento?  \n— Não sei, respondeu Estácio.  \nCamargo mordeu a ponta do bigode, duas ou três vezes, gesto que lhe era habitual quando fazia alguma reflexão .  \n— É preciso procurá-lo, continuou ele. Quer que o ajude? Estácio apertou-lhe afetuosamente a mão.  \n— A morte de meu pai, disse o moço, não alterou nada as nossasrelações . Subsiste a confiança anterior, do mesmo modo que aamizade, já provada e antiga .  \nA secretária estava fechada; Estácio deu a chave ao médico; este abriu o móvel sem nenhuma comoção exterior . Interiormente estava abalado. O que","cbCaid6ExHprp4yU","https://ap.wps.com/l/cbCaid6ExHprp4yU","pdf",696347,1,139,"Portuguese","pt",112,"# Capítulo Primeiro\n## Morte do Conselheiro Vale e o enterro\n## Família e relações de Estácio e D. Úrsula\n## Chegada do médico Camargo e busca do testamento\n## Curiosidade sobre lacuna ou excesso no testamento","[{\"question\":\"O que acontece com o Conselheiro Vale no início do capítulo?\",\"answer\":\"O Conselheiro Vale morre às 7 horas da noite de 25 de abril de 1859, por apoplexia fulminante, de forma instantânea.\"},{\"question\":\"Por que o médico Camargo demora a revelar o que encontra no testamento?\",\"answer\":\"Camargo demonstra curiosidade ao achar o testamento, mas diz que não pode explicar antes de conhecer as últimas disposições do pai, para evitar inconvenientes.\"},{\"question\":\"Quem compõe a família do Conselheiro Vale apresentada no trecho?\",\"answer\":\"A família é formada por Estácio, seu filho, e por D. 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