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Aborda interpretação de peça publicitária e ambiguidade do pronome possessivo “suas”, análise do sentido de “arte” e “artista” com base em trecho de Sarah Thornton, e leitura de excerto de Paulo Freire sobre “educação bancária” e “educação libertadora”, incluindo explicação de recursos coesivos e efeito da repetição “já 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Tomando como referência o pronome possessivo “suas”, em que consiste a ambiguidade do texto publicitário? Resolução:  \na) Os elementos verbais da publicidade, assinada por uma ONG conhecida pela preocupação ecológica, sugerem que as raízes são, ao mesmo tempo, o “passado” e a “única esperança de futuro”. Daí a importância da preservaçãoambiental. Em relação aos elementos visuais, a imagem da árvore, na parte superior da propaganda, e das raízes subterrâneas, na parte inferior, estabelece uma dualidade: as raízes remetem à origem, ao nascimento e, portanto, ao passado, enquanto a árvore repleta de folhas aponta para o desejo de um futuro em que a natureza continue sendo preservada. Assim, a mensagem é a de que foi a natureza que permitiu a existência do ser humano até agora e da preservação dela depende a continuidade da humanidade no futuro.  \nb) O pronome possessivo “suas” pode fazer referência às árvores – e, por extensão, à natureza – e ao público-alvo da publicidade – e, portanto, à humanidade. Preservar as raízes humanas é preservar as raízes das árvores, e vice-versa.  \nDessa forma, os dois sentidos convergem: ao preservar as raízes das plantas, o ser humano preserva a suas próprias raízes, que são a natureza de que depende para sobreviver.  \nQuestão 2-Língua Portuguesa  \nLeia o trecho e responda à questão:  \nArtistas não fazem arte apenas. Artistas criam e preservam mitos que tornam suas obras inﬂuentes. Enquanto os pintores do século XIX enfrentavam questões de credibilidade, Marcel Duchamp, o avô da arte contemporânea, fez da crença sua preocupação artística central. Em 1917 , ele declarou que um mictório suspenso era uma obra de arte intitulada Fonte. Ao fazer isso, atribuiu aos artistas em geral um poder quase divino de designar qualquer coisa que quisessem como arte. Não é fácil defender esse tipo de autoridade, mas é essencial para um artista que deseja obter sucesso. Numa esfera na qual tudo pode ser arte, não existe nenhuma medida objetiva de qualidade, de modo que o artista ambicioso deve estabelecer seus próprios padrões de excelência. A construção de padrões exige não apenas uma imensa autoconﬁança, mas tambéma convicção dos outros. Como deidades competitivas, os artistas precisam hoje agir de modo a conquistar um séquito ﬁel. Ironicamente, ser artista é um ofício.  \nSarah Thornton. O que é um artista? Trad. Alexandre Barbosa de Souza. 2015. Adaptado.  \na) Considerando o sentido de “arte” e de “artista” no texto, explique por que, ironicamente, ser artista é um ofício.  \nb) “A construção de padrões exige não apenas uma imensa autoconﬁança, mas também a convicção dos outros”. Identiﬁque os elementos coesivos do período transcrito e explique que ideia transmitem no texto.  \nResolução:  \na) O texto aﬁrma que os artistas são mais do que meros produtores de objetos artísticos. Eles “preservam mitos que tornam suas obras inﬂuentes”, como se fosse deles o “poder quase divino de designar qualquer coisa que quisessem como arte”. Uma vez que cada artista “deve estabelecer seus próprios padrões de excelência”, o desaﬁo é convencer os outros da validade desses padrões. Para isso, “os artistas precisam hoje agir de modo a conquistar um séquito ﬁel”. Desse modo, o próprio ato de ser artista é um trabalho, é uma proﬁssão, é um ofício, o que se distancia do que seentende, habitualmente, por fazer arte.  \nObs.: Faça-se a ressalva de que o advérbio “ironicamente” está usado em sentido não especializado, para designar algo que é surpreendente, incomum, curioso.  \nb) O par correlativo “não apenas” e “mas também” tem valor aditivo, pois sua função é somar duas ideias, mostrando, no caso, que a construção de padrões estéticos pressupõe “uma imensa autoconﬁança” do artista e “a convicção dos outros” em rela","cbCaisi3D4QoZoJV","https://ap.wps.com/l/cbCaisi3D4QoZoJV","pdf",1597115,16,"Portuguese","# Questão 1 - Língua Portuguesa\n## a) Relação entre passado e futuro na peça publicitária\n## b) Ambiguidade do pronome possessivo “suas”\n# Questão 2 - Língua Portuguesa\n## a) Sentido de “arte” e “artista” e o ofício de ser artista\n## b) Elementos coesivos e ideias do período transcrito\n# Questão 3 - Língua Portuguesa\n## a) Sentido de “educação bancária”\n## b) Efeito da repetição “já não”","[{\"question\":\"Como imagem e texto reforçam a relação entre passado e futuro na peça publicitária?\",\"answer\":\"O texto associa “raízes” ao passado e à esperança de futuro, enquanto a imagem (árvore e raízes) estabelece a dualidade: origem/passado versus preservação desejada para o futuro.\"},{\"question\":\"Em que consiste a ambiguidade do pronome possessivo “suas” no texto publicitário?\",\"answer\":\"“Suas” pode referir-se tanto às árvores (natureza) quanto ao público-alvo (humanidade), criando a ideia de equivalência: preservar as raízes humanas é preservar as raízes das plantas.\"},{\"question\":\"O que significa “educação bancária” e por que a expressão usa “bancária” como metáfora?\",\"answer\":\"A expressão transfere o sentido de “bancária” do campo das finanças para a educação, contrapondo a “educação libertadora” e associando a prática criticada a depósitos e transferência de saber em vez de humanização.\"}]","FUVEST 2023 - 2ª Fase - 1º dia - Língua Portuguesa - Questões | PDF",1788825725,25]