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Analisa também sua produção intelectual, método historiográfico influenciado por autores e correntes europeias, bem como projetos de educação e vulgarização histórica, além de traduções e publicações relevantes.",{"@graph":14,"@context":72},[15,34,55],{"@type":16,"itemListElement":17},"BreadcrumbList",[18,23,27,31],{"item":19,"name":20,"@type":21,"position":22},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":24,"name":25,"@type":21,"position":26},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":28,"name":29,"@type":21,"position":30},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/","Literatura",3,{"item":32,"name":10,"@type":21,"position":33},"https://docshare.wps.com/pt/document/fortes-agostinho-jose-biography-and-historiographical-thought/220976/",4,{"url":32,"name":10,"@type":35,"image":36,"author":41,"headline":10,"publisher":44,"fileFormat":47,"inLanguage":8,"description":12,"dateModified":48,"datePublished":49,"encodingFormat":47,"isAccessibleForFree":50,"interactionStatistic":51},"DigitalDocument",{"url":37,"@type":38,"width":39,"height":40},"https://docshare.wps.com/thumbnails/fortes-agostinho-jose-biography-and-historiographical-thought/220976.png","ImageObject",300,407,{"name":42,"@type":43},"Levi","Person",{"url":19,"name":45,"@type":46},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-09-22","2026-09-09",true,{"@type":52,"interactionType":53,"userInteractionCount":26},"InteractionCounter",{"@type":54},"ViewAction",{"@type":56,"mainEntity":57},"FAQPage",[58,64,68],{"name":59,"@type":60,"acceptedAnswer":61},"Quais foram os principais marcos da carreira acadêmica de Agostinho José Fortes?","Question",{"text":62,"@type":63},"Fortes foi primeiro professor de História da Faculdade de Letras de Lisboa após formação no Curso Superior de Letras. 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Nesses primeiros anos dedicar-se-ia à actividade jornalística, ocupação que manteve durante a sua vida.  \nCandidatou-se ao concurso de 1904 para o Curso Superior de Letras, ao mesmo tempo que Manuel de Oliveira Ramos, mas perdeu frente ao futuro colega. Com a morte de Consiglieri Pedroso e a transferênciadaquele para a cadeira de História de Portugal, A. F. foi chamado para ocupar a vaga em História Geral, numa decisão envolta em polémica, com outros candidatos de 1904 a pedirem novo concurso. Em 1911, passou a integrar os quadros da Faculdade de Letras, como professor extraordinário. Aqui seria o professor mais profícuo, leccionando mais de vinte cadeiras em quatro grupos distintos (só não leccionou cadeiras de Filologia Germânica e Geografia), durante os cerca de trinta anos em que foi docente. Seria reconduzido como Secretário da Faculdade (1911-1929), cargo que detivera no Curso Superior de Letras. Chegaria a director da Faculdade de Letras entre 1931 e 1933.  \nA sua actividade política foi sempre marcada pela luta republicana, sendo vereador durante o primeiro governo autárquico republicano da Câmara Municipal de Lisboa (1908) . Também passou a integrar a Maçonaria. Com a República chegaria a senador (1915-1919) e a presidente da Câmara de Oeiras. Em 1919, filiou-se no Partido Socialista Português. Apesar das suas anteriores ligações ao republicanismo e ao socialismo portugueses manteve, após o Estado Novo, o seu lugar na Faculdade e até na sua direcção. Fundou a Escola Agrícola da Paiã, a Escola da Estefânia e a colecção Biblioteca da Educação Nacional, com o intuito de promover junto das populações menos letradas um conhecimento da História de Portugal eda evolução civilizacional do Homem. A sua actividade pública traçou-se pelos projectos de vulgarização ede educação. Fundou o jornal A Reforma Social (1910), a Liga Alentejana e o Grémio Alentejano. Traduziu inúmeros livros, como os de Vicente Blasco Ibañez e de diversos pensadores contemporâneos (Le Bon, Nordau, Novicow) . Das publicações em que participou destacam-se os Anais da Academia de Estudos Livres (Universidade Popular)– da qual foi um dos impulsionadores – Revista de Assistência, Revista Pedagógica e A Tutoria. A partir de 1912, dedicou-se à Universidade Livre em Lisboa, onde viria a realizarvárias conferências.  \nApresentou-se ao concurso de 1904 para o Curso Superior de Letras com o trabalho O Helenismo ou a  \npersistência da cultura helénica através da civilização, onde se denota o seu apreço por temáticas de história clássica e por preocupações de cariz histórico-evolutivo da civilização, não só europeia, mas de toda a bacia do Mediterrâneo, incluindo a cultura árabe. A. F. viria a dedicar-se a temas mais recentes, com uma preocupação de justificação da nova realidade política saída do 5 de Outubro. Defendeu o processoevolutivo da Humanidade, que caminharia para a concretização de uma sociedade mais justa, representada no estabelecimento da democracia republicana. Por conseguinte, apresenta uma narrativa de carácter interventivo e, por vezes pessimista da História de Portugal. Desenvolveria as suas concepções historiográficas sobre a influência da perspectiva republicana e dos ensinamentos de Teófilo Braga, retomando o discurso crítico da historiografia liberal sobre a decadência do país e a propensão republicana para o estudo da história contemporânea. Seguindo a tradicional historiografia liberal e republicana, argumentava que Portugal vivia desde meados do século XVI uma profunda crise que se reflectia nos vários sectores da sociedade e havia provocado o processo de decadência que o país vivia na sua época. 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