[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37528-pt":3,"doc-seo-37528-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37528,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","Falenas","Falenas reúne poemas de Machado de Assis publicados originalmente no Rio de Janeiro em 1870, explorando temas como juventude e finitude, encantamento amoroso e perda, e a paisagem como espelho emocional. O índice apresenta uma sequência de composições líricas e narrativas, como “Flor da Mocidade”, “Quando Ela Fala” e “Manhã de Inverno”, que alternam imagens de luz e névoa, devoção e nostalgia. Há ainda poemas dedicados a referências literárias e mitológicas, além de variações sobre morte, silêncio e contemplação.","Falenas  \nTexto-fonte:  \nObra Completa, Machado de Assis, vol. II, Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.  \nPublicado originalmente no Rio de Janeiro, por B.-L. Garnier, em 1870.  \nÍNDICE  \nFLOR DA MOCIDADE  \nQUANDO ELA FALA  \nMANHÃ DE INVERNO  \nLA MARCHESA DE MIRAMAR  \nSOMBRAS  \nITE, MISSA EST  \nRUÍNAS  \nMUSA DOS OLHOS VERDES  \nNOIVADO  \nA ELVIRA  \nLÁGRIMAS DE CERA  \nLIVROS E FLORES  \nPÁSSAROS  \nO VERME  \nUN VIEUX PAYS  \nLUZ ENTRE SOMBRAS  \nLIRA CHINESA  \nUMA ODE DE ANACREONTE  \nPÁLIDA ELVIRA  \nPOEMAS PRESENTES NA PRIMEIRA EDIÇÃO  \nPRELÚDIO  \nVISÃO  \nMENINA E MOÇA  \nNO ESPAÇO  \nOS DEUSES DA GRÉCIA CEGONHAS E RODOVALHOS  \nA UM LEGISTA  \nESTÂNCIAS A EMA  \nA MORTE DE OFÉLIA  \nFLOR DA MOCIDADE  \nEu conheço a mais bela flor;És tu, rosa da mocidade, Nascida, aberta para o amor.  \nEu conheço a mais bela flor. Tem do céu a serena cor, E o perfume da virgindade. Eu conheço a mais bela flor,És tu, rosa da mocidade.  \nVive às vezes na solidão, Como filha da brisa agreste. Teme acaso indiscreta mão;  \nVive às vezes na solidão. Poupa a raiva do furacão Suas folhas de azul-celeste. Vive às vezes na solidão, Como filha da brisa agreste.  \nColhe-se antes que venha o mal, Colhe-se antes que chegue o inverno; Que a flor morta já nada vale.  \nColhe-se antes que venha o mal. Quando a terra é mais jovial Todo o bem nos parece eterno.  \nColhe-se antes que venha o mal, Colhe-se antes que chegue o inverno.  \nQUANDO ELA FALA  \nShe speaks!  \nO speak again, bright angel! SHAKESPEARE  \nQuando ela fala, parece Que a voz da brisa se cala; Talvez um anjo emudece Quando ela fala.  \nMeu coração dolorido As suas mágoas exala.  \nE volta ao gozo perdido Quando ela fala.  \nPudesse eu eternamente, Ao lado dela, escutá-la, Ouvir sua alma inocente Quando ela fala.  \nMinh'alma, já semimorta, Conseguira ao céu alçá-la, Porque o céu abre uma porta Quando ela fala.  \nMANHÃ DE INVERNO  \nCoroada de névoas surge a aurora Por detrás das montanhas do oriente; Vê-se um resto de sono e de preguiça Nos olhos da fantástica indolente.  \nNévoas enchem de um lado e de outro os morros  \nTristes como sinceras sepulturas, Essas que têm por simples ornamento Puras capelas, lágrimas mais puras.  \nA custo rompe o sol; a custo invade O espaço todo branco; e a luz brilhante Fulge através do espesso nevoeiro, Como através de um véu fulge o diamante.  \nVento frio, mas brando, agita as folhas Das laranjeiras úmidas da chuva; Erma de flores, curva a planta o colo, E o chão recebe o pranto da viúva.  \nGelo não cobre o dorso das montanhas,  \nNem enche as folhas trêmulas a neve; Galhardo moço, o inverno deste clima Na verde palma a sua história escreve.  \nPouco a pouco, dissipam-se no espaço As névoas da manhã; já pelos montes Vão subindo as que encheram todo o vale;  \nJá se vão descobrindo os horizontes.  \nSobe de todo o pano, eis aparece Da natureza o esplêndido cenário; Tudo ali preparou cos sábios olhos A suprema ciência do empresário.  \nCanta a orquestra dos pássaros no mato A sinfonia alpestre,—a voz serena Acorda os ecos tímidos do vale;  \nE a divina comédia invade a cena.  \nLA MARCHESA DE MIRAMAR [1]  \nA misérrima Dido  \nPelos paços reais vaga ululando. GARÇÃO  \nDe quanto sonho um dia povoaste A mente ambiciosa,  \nQue te resta? Uma página sombria, A escura noite e um túmulo recente.  \nÓ abismo! Ó fortuna! Um dia apenas Viu erguer, viu cair teu frágil trono. Meteoro do século, passaste,  \nÓ triste império, alumiando as sombras.  \nA noite foi teu berço e teu sepulcro! Da tua morte os goivos inda acharam Frescas as rosas dos teus breves dias; E no livro da história uma só folha A tua vida conta: sangue e lágrimas.  \nNo tranqüilo castelo,  \nNinho d'amor, asilo de esperanças, A mão de áurea, fortuna preparara, Menina e moça, um túmulo aos teus dias.  \nJunto do amado esposo,  \nOutra c'roa cingias mais segura, A coroa do amor, dádiva santa Das mãos de Deus. No céu de tua vida Uma nuvem sequer não sombreava A esplêndida manhã; estranhos eram  \nAo recatado asilo Os rumores do século.  \nEstendia-se  ","cbCailcaqq1zMoFF","https://ap.wps.com/l/cbCailcaqq1zMoFF","pdf",227576,1,69,"Portuguese","pt",112,"# Índice\n## Flor da Mocidade\n## Quando Ela Fala\n## Manhã de Inverno\n## La Marchesa de Miramar\n## Sombras\n## Ruínas\n## Musa dos Olhos Verdes\n## Noivado\n## A Elvira\n## Lágrimas de Cera\n## Livros e Flores\n## Pássaros\n## O Verme\n## Un Vieux Pays\n## Luz entre Sombras\n## Lira Chinesa\n## Uma Ode de Anacreonte\n## Palida Elvira","[{\"question\":\"Quais são os principais temas presentes em Falenas?\",\"answer\":\"O livro reúne poemas voltados à juventude e ao amadurecer, ao amor e à saudade, e à presença constante da morte. A natureza também aparece como cenário emocional, como em “Manhã de Inverno”.\"},{\"question\":\"Como o poema “Flor da Mocidade” retrata o tempo e a mortalidade?\",\"answer\":\"“Flor da Mocidade” associa a flor à virgindade e ao perfume da juventude, mas insiste no caráter transitório: a flor deve ser colhida antes que venha o mal ou o inverno, pois a flor morta já nada vale.\"},{\"question\":\"O que caracteriza a composição “La Marchesa de Miramar”?\",\"answer\":\"“La Marchesa de Miramar” apresenta um tom dramático e histórico, com imagens de sonho, queda, destino e luto. O texto evoca preságios e violência, culminando na figura da viúva e no vazio do consolo.\"}]",1783052338,106,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":24,"language":23,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":85,"head_meta":87,"extra_data":89,"updated_unix":27},"falenas","",{"@graph":35,"@context":84},[36,53,67],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,47,50],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":46},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":48,"name":12,"@type":42,"position":49},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",3,{"item":51,"name":13,"@type":42,"position":52},"https://docshare.wps.com/pt/document/falenas/37528/",4,{"url":51,"name":13,"@type":54,"author":55,"headline":13,"publisher":57,"fileFormat":60,"inLanguage":23,"description":14,"dateModified":61,"datePublished":61,"encodingFormat":60,"isAccessibleForFree":62,"interactionStatistic":63},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":56},"Person",{"url":40,"name":58,"@type":59},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":64,"interactionType":65,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":66},"ViewAction",{"@type":68,"mainEntity":69},"FAQPage",[70,76,80],{"name":71,"@type":72,"acceptedAnswer":73},"Quais são os principais temas presentes em Falenas?","Question",{"text":74,"@type":75},"O livro reúne poemas voltados à juventude e ao amadurecer, ao amor e à saudade, e à presença constante da morte. A natureza também aparece como cenário emocional, como em “Manhã de Inverno”.","Answer",{"name":77,"@type":72,"acceptedAnswer":78},"Como o poema “Flor da Mocidade” retrata o tempo e a mortalidade?",{"text":79,"@type":75},"“Flor da Mocidade” associa a flor à virgindade e ao perfume da juventude, mas insiste no caráter transitório: a flor deve ser colhida antes que venha o mal ou o inverno, pois a flor morta já nada vale.",{"name":81,"@type":72,"acceptedAnswer":82},"O que caracteriza a composição “La Marchesa de Miramar”?",{"text":83,"@type":75},"“La Marchesa de Miramar” apresenta um tom dramático e histórico, com imagens de sonho, queda, destino e luto. O texto evoca preságios e violência, culminando na figura da viúva e no vazio do consolo.","https://schema.org",{"og:url":51,"og:type":86,"og:title":13,"og:site_name":58,"og:description":14},"article",{"robots":88,"canonical":51},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":24}]