[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-58982-pt":3,"doc-seo-58982-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":91},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},58982,1374391974564,"Clementine","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/14000253aa45c000a9e?x-image-process=image/resize,m_fixed,w_180,h_180&k=1779874745381141002",27,"Literatura","Êutifron (Sobre a piedade) - Platão","Diálogo socrático entre Êutifron e Sócrates que gira em torno da acusação judicial em Atenas e da definição do que seja a piedade. A narrativa aborda a alegada corrupção da juventude, a acusação de “criar novos deuses” e a tensão entre ensinar e provocar reação pública. Desenvolve também o caso concreto de Êutifron contra o próprio pai por homicídio, examinando a ideia de justiça, impureza e dever moral.","Êutifron (Sobre a piedade)  \nPlatão  \n1. Corromper a juventude  \nÊutifron – Que há de novo, Sócrates, para teres abandonado as conversas no Liceu e vires conversar agora aqui, no Pórtico do Rei? Não tens tu, como eu, um processo junto do Arconte Rei?  \nSócrates – Os Atenienses, Êutifron, chamam-lhe processo, mas tratase de uma queixa.  \nÊutifron – Que dizes? Que alguém ao que parece, apresentou uma queixa contra ti? Pois não suspeito que possas ser tu a acusar alguém.  \nSócrates – Decerto que não.  \nÊutifron – Quem foi ele?  \nSócrates – Nem eu próprio conheço muito bem o homem, Êutifron, parece-me ser um jovem desconhecido. Chamam-lhe, creio, Meleto e é do demo Pito. Tens em mente algum Meleto, de Pito, com cabelo comprido, nãomuita barba e nariz adunco?  \nÊutifron – Não recordo Sócrates. Mas que espécie de queixaapresentou contra ti?  \nSócrates – Que queixa? Não é vulgar, pelo que me parece, po is, sendojovem, ter-se decidido por tão grande tarefa, não é coisa insignificante. Diz ele que sabe de que modo os jovens são corrompidos e quem são os que os corrompem. E receio que seja um homem sabedor, pois vendo a minhaignorância corromper-lhe os companheiros, vem acusar-me perante acidade, como perante uma mãe. E parece-me ser o único dos políticos a conduzir-se com correção, porque é correto tratar primeiro dos jovens, com a finalidade de torná-los melhor possível, tal como um bom lavrador se ocupa primeiro das plantas mais jovens e depois das outras. Por isso, talvez Meleto nos esteja a limpar, a nós, que corrompemos os jovens rebentos, como diz. Depois disso, é evidente que, ocupando-se dos mais velhos, há de retornar a causa de muitos e dos maiores bens para a cidade, como é natural que  \naconteça em semelhante ocorrência, a quem começa pe lo princípio.  \n2. Criar novos deuses  \nÊutifron – Desejaria Sócrates, mas temo seja o contrário. Pois, simplesmente, me parece que desde o início começa por fazer mal à cidade, ao tomar nas mãos acusar-te. Mas conta-me como, por agires como ages, ele diz que corrompes os jovens.  \nSócrates – Parece estranho, pelo que ouvi. Diz que sou um fazedor dedeuses. E, como invento novos deuses e não acredito nos antigos, acusoume por causa disso.  \nÊutifron – Compreendo Sócrates, é porque estás sempre a dizer que teaparece um gênio. Então, por inovares nas coisas divinas, apresentou contra ti essa queixa e vai ao tribunal caluniar-te, sabendo como as calúnias nesta matéria são bem recebidas pela multidão. Pois até de mim, quando falo das coisas divinas na assembléia e predigo o futuro, se riem, como se estivesselouco. No entanto, nenhuma das coisas que predisse e que acabo de dizerdeixa de ser verdade. Eles têm inveja de nós por falarmos nestes assuntos, mas o que é preciso é não nos inquietarmos com eles e irmos ao seu encontro.  \n3. O ensino  \nSócrates – Mas rirem-se talvez não tenha importância, Êutifron amigo. Os Atenienses, pelo que me parece, não se preocupam muito com alguém que pensem ser hábil, contanto que não esteja a ensinar sua sabedoria. Mas, se pensam que faz os outros como ele, irritam-se, seja por inveja, como tu dizes, seja por qualquer outra razão.  \nÊutifron – Não tenho grande desejo de experimentar o que contra mim tenham nesta matéria.  \nSócrates – Talvez julguem que te fazes caro, ao recusares-te a ensinara tua sabedoria. Mas, pelo meu lado, temo que lhes pareça que, por filantropia, eu seja capaz de falar copiosamente a qualquer homem, não só sem qualquer salário, mas até pagando eu de boa vontade se alguém quiser  \nouvir-me. Se, pois, quiserem rir de mim, como eu há pouco dizia e como tu dizes que se riem de ti, não seria desagradável passar o tempo no tribunal, rindo e gracejando. Mas, se levarem à coisa a sério , é imprevisível o quevenha a acontecer, exceto para vós, os divinos.  \nÊutifron – Mas não há de ser nada, Sócrates. Combate tu a tua causa, como pensas ser o melhor, que eu combaterei a minha.  \n4. Acusar o pai  \nSócrates – Mas, afinal, que queixa é a tua, Êutifron","cbCaisjUE8Pdtnob","https://ap.wps.com/l/cbCaisjUE8Pdtnob","pdf",71121,2,1,22,"Portuguese","pt",112,"# Corromper a juventude\n# Criar novos deuses\n# O ensino\n# Acusar o pai","[{\"question\":\"Por que Êutifron é procurado por Sócrates e qual é o contexto do diálogo?\",\"answer\":\"O diálogo começa com Sócrates comentando que está envolvido num processo, e Êutifron é levado a explicar as acusações e disputas que envolvem a cidade e o tribunal. A conversa situa as acusações como parte de um conflito maior sobre moral e crenças.\"},{\"question\":\"Quais são as acusações que Sócrates enfrenta segundo Êutifron?\",\"answer\":\"Sócrates afirma que Meleto o acusa por saber que corrompe os jovens e por “criar novos deuses”, por não acreditar nos antigos. 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