[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37523-pt":3,"doc-seo-37523-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37523,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",26,"Contos e Romances","ESAÚ E JACÓ","A obra “Esaú e Jacó” inicia com a morte do Conselheiro Aires e a descoberta de sete cadernos manuscritos, culminando no caderno “Último”, identificado como narrativa distinta do Memorial. O prefácio estabelece a razão da publicação e a escolha do título, preparando o leitor para um enredo marcado por dúvidas sobre destino e tempo. Em seguida, o Capítulo Primeiro acompanha Natividade e Perpétua em sua primeira visita ao Morro do Castelo para consultar uma cabocla, explorando expectativa, vexame e a busca de sinais.","Texto-fonte:  \nObra Completa, Machado de Assis, Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1994.  \nPublicado originalmente pela Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1904.  \nADVERTÊNCIA  \nQuando o Conselheiro Aires faleceu, acharam-se-lhe na secretária sete cadernosmanuscritos, rijamente encapados em papelão. Cada um dos primeiros seis tinhao seu número de ordem, por algarismos romanos, I, II, III, IV, V, VI, escritos atinta encarnada. O sétimo trazia este título: Último.  \nA razão desta designação especial não se compreendeu então nem depois. Sim, era o último dos sete cadernos, com a particularidade de ser o mais grosso, masnão fazia parte do Memorial, diário de lembranças que o conselheiro escrevia desde muitos anos e era a matéria dos seis. Não trazia a mesma ordem de datas, com indicação da hora e do minuto, como usava neles. Era uma narrativa; e, posto figure aqui o próprio Aires, com o seu nome e título de conselho, e, por alusão, algumas aventuras, nem assim deixava de ser a narrativa estranha à matéria dos seis cadernos. Último por quê?  \nA hipótese de que o desejo do finado fosse imprimir este caderno em seguida aos outros, não é natural, salvo se queria obrigar à leitura dos seis, em que tratava desi, antes que lhe conhecessem esta outra história, escrita com um pensamento interior e único, através das páginas diversas. Nesse caso, era a vaidade do homem que falava, mas a vaidade não fazia parte dos seus defeitos. Quando fizesse, valia a pena satisfazê-la? Ele não representou papel eminente nestemundo; percorreu a carreira diplomática, e aposentou-se . Nos lazeres do ofício, escreveu o Memorial, que, aparado das páginas mortas ou escuras, apenas daria (e talvez dê) para matar o tempo da barca de Petrópolis.  \nTal foi a razão de se publicar somente a narrativa. Quanto ao título, foram lembrados vários, em que o assunto se pudesse resumir. Ab ovo, por exemplo, apesar do latim; venceu, porém, a idéia de lhe dar estes dois nomes que o próprio Aires citou uma vez:  \nESAÚ E JACÓ  \nDico, che quando l'anima mal nata... Dante  \nCAPÍTULO PRIMEIRO  \nCOISAS FUTURAS!  \nEra a primeira vez que as duas iam ao Morro do Castelo. Começaram de subir pelolado da Rua do Carmo. Muita gente há no Rio de Janeiro que nunca lá foi, muita haverá morrido, muita mais nascerá e morrerá sem lá pôr os pés. Nem todos podem dizer que conhecem uma cidade inteira. Um velho inglês, que aliás andaraterras e terras, confiava-me há muitos anos em Londres que de Londres só conhecia bem o seu clube, e era o que lhe bastava da metrópole e do mundo.  \nNatividade e Perpétua conheciam outras partes, além de Botafogo, mas o Morro do Castelo, por mais que ouvissem falar dele e da cabocla que lá reinava em 1871, era-lhes tão estranho e remoto como o clube . O íngreme, o desigual, o mal calçado da ladeira mortificavam os pés às duas pobres donas. Não obstante, continuavam a subir, como se fosse penitência, devagarinho, cara no chão, véu para baixo. A manhã trazia certo movimento; mulheres, homens, crianças que desciam ou subiam, lavadeiras e soldados, algum empregado, algum lojista, algum padre, todos olhavam espantados para elas, que aliás vestiam com grandesimplicidade; mas há um donaire que se não perde, e não era vulgar naquelas alturas. A mesma lentidão do andar, comparada à rapidez das outras pessoas, fazia desconfiar que era a primeira vez que ali iam. Uma crioula perguntou a um sargento: \"Você quer ver que elas vão à cabocla?\" E ambos pararam a distância, tomados daquele invencível desejo de co nhecer a vida alheia, que é muita vez toda a necessidade humana.  \nCom efeito, as duas senhoras buscavam disfarçadamente o número da casa da cabocla, até que deram com ele. A casa era como as outras, trepada no morro. Subia-se por uma escadinha, estreita, so mbria, adequada à aventura. Quiseramentrar depressa, mas esbarraram com dois sujeitos que vinham saindo, ecoseram-se ao portal. Um deles perguntou-lhes familiarmente se iam consultar aadivinha.  \n— Perdem o seu tempo, concl","cbCaib3Ewk1Ckhqf","https://ap.wps.com/l/cbCaib3Ewk1Ckhqf","pdf",614618,1,135,"Portuguese","pt",112,"# Coisa Futuras!\n## A visita ao Morro do Castelo\n## A consulta à cabocla\n## A narrativa do caderno “Último”","[{\"question\":\"Por que o caderno “Último” recebe uma designação especial?\",\"answer\":\"Porque, embora fosse o último entre sete cadernos, tinha particularidades: era mais grosso, mas não integrava o Memorial nem seguia a mesma ordem de datas. Funcionava como narrativa distinta dos seis anteriores.\"},{\"question\":\"Qual é a relação entre o Conselheiro Aires, os cadernos e o Memorial?\",\"answer\":\"O Conselheiro Aires escrevia o Memorial como diário de lembranças ao longo de muitos anos. 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