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Estruturado pelos Inquéritos históricos de arquitetura e análise de textos recentes sobre as temáticas de projeto, cidade, habitação e história, focaliza-se um grupo de proﬁssionais formados entre meados dos anos 70 a ﬁns dos anos 80 na FAU USP. O trabalho resultou em um vídeo com os depoimentos.  \n3  \nINTRODUÇÃO  \nO que signiﬁca graduar-se arquiteto em uma escola como a FAU hoje? Em uma cidade como São Paulo? Em um país como o Brasil? Quaisos caminhos abertos à ação proﬁssional? Se a questão fosse feita há quatro décadas, a resposta seria provavelmente mais segura. Hoje, invariavelmente, teríamos inúmeras respostas, sem distinção entre certo e errado.  \nAcompanhando as mutações de uma cidade e de um campo disciplinar cada vez mais complexo, a prática da arquitetura explodiu, tornando-se difícil deﬁnir os seus ofícios e preocupações. O que faz? Para quem? Onde? Qual o sentido de sua prática? Quais os seus efeitos e possibilidades?  \nEsse é o ponto de partida deste trabalho que, ao contrário do dever arquitetônico, não apresenta soluções, mas sim questões, todas levantadas justamente para os arquitetos que participam da construção  \nda cidade e da proﬁssão. Registrar os fragmentos de trajetórias, asmúltiplas vozes, as diferentes leituras do espaço urbano, além dematizar quem somos, abre brechas para se pensar quais os rumosque pretendemos seguir.  \nPensar o futuro, isso sim uma condição do fazer arquitetura.  \nO trabalho obedece a seguinte estrutura: de início, faz-se umapequena análise dos inquéritos nacionais de arquitetura e depoimentos, depurando mudanças nas perspectivas proﬁssionais. Devido à enorme quantidade de informações contidas nesses documentos, optou-se por selecionar somente algumas falas e aspectos que estabelecessem nexos importantes com o atual estatuto da arquitetura. Nesse sentido, tentou-se abordar a redução de enfoques, o embate com o mercado imobiliário, as alternativas tecnológicas e os novosmeios de trabalho. Segue um sucinto relato das questões urbanas e habitacionais em São Paulo, relacionando-as ao quadro sócio-político contemporâneo e tecendo considerações sobre a atuação proﬁssional neste contexto. Logo depois, explica-se o porquê da FAU USP como parâmetro de seleção, elencando alguns pontos marcantes no contexto de formação dos entrevistados. Desses estudos, formularamse as questões entendidas como pertinentes para os dias de hoje. Em seguida são apresentados e justiﬁcados os personagens que compõem o vídeo. As entrevistas foram pautadas por roteiros contendo assuntos gerais, dirigidos a todos, e outros mais especíﬁcos de acordo com o campo proﬁssional de cada um. Finalmente, uma breve conclusão comenta a edição do material registrado e faz um balanço das possibilidades de leitura crítica dos resultados.  \nDEPOIMENTOS E INQUÉRITOS HISTÓRICOS  \nAs contingências sócio-políticas condicionam a formação das cidades, e logo, interferem no exercício da arquitetura. Nesse sentido, investigar a produção arquitetônica contemporânea pressupõe, além da discussão de questões conjunturais e urbanas, a retomada das transformações na prática proﬁssional.  \nDe tempos em tempos, para essa avaliação dos caminhos percorridos e expectativas, os Inquéritos nacionais de arquitetura, juntamente com alguns depoimentos, constituíram um valioso registro dos debates latentes no universo da proﬁssão. A partir da leitura e contextualização desses documentos, procurou-se traçar um breve perﬁl de cada geração, com suas questões, inquietações e desejos, estabelecendo a amarração histórica para as entrevistas propostas.  \n6  \nO Brasil dos anos 30, sob o projeto revolucionário do Estado Novo, dava os primeiros passos no desenvolvimento da","cbCaihGLbhlqIWOV","https://ap.wps.com/l/cbCaihGLbhlqIWOV","pdf",1840599,73,"Portuguese","# Introdução\n## Desafios da formação e da prática profissional\n## Estrutura do trabalho\n# Depoimentos e inquéritos históricos\n## Relações entre contingências sociopolíticas e exercício da arquitetura\n## Registro dos debates e amarração histórica para as entrevistas","[{\"question\":\"Por que o trabalho utiliza a FAU USP como parâmetro de seleção?\",\"answer\":\"Porque a formação na FAU USP ajuda a elencar pontos marcantes no contexto das trajetórias dos entrevistados e a formular questões entendidas como pertinentes para os dias de hoje.\"}]","Oito Conversas Sobre Arquitetura: As Gerações FAU USP 70-80 | PDF"]