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Partindo do olhar de quem observa e de quem pesquisa, apresenta vinte peças inéditas (majoritariamente) do acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e discute problemas de cronologia, funcionalidade e 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aqui discutir algumas ideias e conceitos correntesna abordagem de máscaras africanas em catálogos e exposicões.Fora de seucontexto de origem,e integradas no universo das colecoes,o que significam“máscaras-antílope”,\"máscaras representando um ser mítico”?Como poderia-mos,em poucas palavras,explicar o queé“máscara ancestral”?Refletindosobre isso numa perspectiva estético-antropológica,e na de quem as ve pelaprimeira vez,apresentamos vinte máscaras de madeira provenientes da Africado acervo do Museu de Arqueologiae Etnologia da Universidade de São Paulo,inéditas em sua grande maioria.  \nUNITERMOS:Arte africana:estilística-Arte africana:tipologia-Antro-  \npologia-Escultura-Estética-Etnografia africana-História da arte-Masca-  \nras:etnografia-Museus:colecōes africanas.  \nFora de seu contexto de origem,e integradasno universo das colecões,o que nos transmitem asmascaras africanas?Oque significam “máscaras-antílope”,\"máscaras representando um ser míti-co”?Como poderiamos,em poucas palavras,ex-plicar o queé“máscara ancestral”?Nossas consi-deracoes sāo feitas sob duas óticas:a de quemobserva e a de quem pesquisa;esta,se fragilizadapela falta da observacão empírica,e fortalecida pelapresenca do imaginário,uma tentando amparar a  \noutra,corrigindo distorcões provocadas pela uni-lateralidade -seja ela mais à estética,ou mais àantropologia.  \nNo MAE estāo inventoriadas cerca de cin-quenta máscaras africanas em madeira.Provem desociedades repartidas pelas divisas coloniais,quehoje se encontram em nove países da Africa oci-dental(cf.mais sobre a Colecãoe sua procedenciaem Salum&Cerávolo 1993).Selecionamos vintedelas para serem aqui apresentadas.Ainda que sem  \n(*)Este artigoéum desdobramento de um levantamento depecas iniciado em 1982-3 intitulado provisoriamente \"Traba-Iho sobre máscaras africanas”,realizado durante estagio depós-graduacāo no MAE,orientadoe supervisionado pelo Prof.Dr.Kabengele Munanga,embora nāo fosse esse o tema deminha dissertacāo.Na época,eurecebia uma bolsa de Mestra-do do CNPq através do entao Depto.de Ciencias Sociais daFFLCH da USP.No primeiro semestre de 1996,em fase deredacao de minha tese de doutoramento,e com bolsa também  \nSALUM,M.HL.Notas discursivas diante das máscaras africanas.Rev.do Museu de Arqueologiae Etnologia,São Paulo,6:233-253,1996.  \npretender dar conta da sua curadoria,peca por peca,nem do potencial cientifico dessa colecão,espera-mos contribuir para a valorizacão cultural,históri-ca e artística desse patrimonio com que os povosafricanos nos honram,e alimentar razāo para queessas máscaras permanecam entre nós.  \nnos padroes tradicionais.Entre estas temos pecas“muito antigas”,“antigas”(talvez entre 60 a 80anos)e \"recentes\"(35 a 50 anos);as recentes quecontem inovacoes de materialeestilo poderiam serchamadas de contemporaneas.A maioria das pe-cas africanas da colecāo do MAE são tradicionais.O problema da cronologia leva ao da funcionali-dade:não basta ter sinais de uso para que a consi-deremos \"tradicionais”,nem “autenticas\"(cf.aesse propósito Cornet 1975).  \nForma-funcão e tempo-espaço  \nAqui,propomo-nos a refletir,independente deserem antigas,\"modernas”,recentes,\"contempora-neas”,sobre qual éo tipo de olhar que resta asmáscaras da Africa tal qual se apresentam nos mu-seus,e qual o seu testemunho.  \nConforme diz Paulme(1956:114),\"na ausen-cia de uma datacão exata,podemos ao menos dis-tinguir duas épocas na escultura africana:antes edepois da colonizacão”.Ocorre que nesse periodo,segunda metade do século XIXà segunda metadedo XX,que chamamos de situacão colonial(Balandier 1971),mesmo que nele tenham surgi-do formas novas,muitas producoes tradicionaisou “pré-coloniais”permaneceram,ou foram feitas  \nIniciemos pela forma.Como encarar uma más-cara como a representada na Fig.1-p","cbCailsx2o3J45yK","https://ap.wps.com/l/cbCailsx2o3J45yK","pdf",1632194,21,"Portuguese","# Introdução\n## Olhar de quem observa e de quem pesquisa\n# Acervo e seleção das máscaras\n## Inventário e recorte de vinte peças\n# Cronologia, funcionalidade e autenticidade\n## Tradições, peças antigas e recentes\n# Forma-função e tempo-espaço\n## Perspectivas sobre o olhar museológico\n# Exemplo: máscara Gelede\n## Registro, descrição e interpretação","[{\"question\":\"Qual é o objetivo central do texto ao tratar das máscaras africanas em museus?\",\"answer\":\"Refletir sobre o que as máscaras transmitem quando retiradas de seu contexto de origem e integradas ao universo das coleções, discutindo conceitos usados em abordagens expositivas e catalográficas.\"},{\"question\":\"Como o texto organiza a reflexão entre “quem observa” e “quem pesquisa”?\",\"answer\":\"Propõe duas óticas complementares: a do observador, fortalecida pela presença do imaginário, e a do pesquisador, que busca amparar e corrigir distorções decorrentes de leituras unilaterais, sobretudo entre estética e antropologia.\"},{\"question\":\"Que tipo de recorte o artigo faz para apresentar as 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