[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-52230-pt":3,"doc-seo-52230-112":29,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":91},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":25},52230,7971461740886,"Theodore","https://ap-avatar.wpscdn.com/davatar_3d24733baf745e90a7e4bdd5f77d97b2",27,"Literatura","Morte de Roland Barthes","Ensaio em homenagem a Roland Barthes, no qual Jacques Derrida cruza a morte com a fotografia para reler a vida e a obra do crítico. O texto desenvolve uma escrita densa, marcada pelo luto e pela dor da perda do amigo, discutindo como o nome próprio guarda e dispersa a singularidade de cada morte. A reflexão insiste no não acabamento e na interrupção, oferecendo fragmentos que permanecem “a que pensar”, mesmo diante do impossível de alcançar o outro.","As mortes de Roland Barthes ∗  \nJacques Derrida  \nRESUMO: Neste ensaio Derrida presta homenagem emocionadaa Roland Barthes. A sua vida, a sua obra, - através, principalmente do seu primeiro e do seu último livros, - sãopassadas em revista, através do cruzamento morte/fotografia. Umensaio denso, impregnado pelo luto e pela dor do desaparecimento do amigo.  \nPALAVRAS-CHAVE: Roland Barthes; Fotografia; Morte.  \nABSTRACT: In this essay Derrida makes homage for Roland Barthes. His life, his work, - through, mainly of his first and last books, - is analyzed, in the crossing death/photograph. A dense assay, impregnated for mourning and the pain of friend’s disappearance. KEYWORDS: Roland Barthes; Photograph; Death.  \n∗ Publicado pela primeira vez em Poétique, n. 47, pp . 269 a 291, setembro 1981. A revista prestou, neste número, uma homenagem póstuma a Roland Barthes, morto em Paris, no dia 26 de Março de 1980.  \nRBSE–Revista Brasileira de Sociologiada Emoção, v. 7, n. 20, pp.264a 336. Agostode20 08-ISSN 1 676-8965. 264  \nGenerated by Foxit PDF Creator © Foxit Softwa [http://www.foxitsoftware.com](http://www.foxitsoftware.com) For evaluation o  \nComo fazer para aceder a este plural? Como quê? Esta pergunta se escuta também como umamúsica. Com uma doçura ingênua, o plural parece manter-se mesmo no meio desse abandono nele observado: uma ordem após o começo, com uma frase inaudível, como um silêncio interrompido. Segue uma ordem, sim; até mesmo a obedece, se submetido ao ditado. Pergunta-se. E eu, quando me submeto a prescrever um plural para essas mortes, tenho que dobrar-me ante a lei do nome. Não há objeção que permita resistir-se, nem o pudor depois do momento de uma decisão intratável e exata, o tempo quase nulo do gatilho: terá sido dessamaneira, unicamente, de uma vez por todas. E, sem sombra de dúvida, apenas posso su portar a mera aparição de um título neste lugar. Bastava apenas onome próprio. Apenas e por si mesmo, também, disse a morte, todas as mortes em uma. É assim, mesmo quando seu portador está ainda vivo. Embora tantos códigos e ritos busquem nos despojar deste privilégio terrífico: o nome próprio, por si mesmo, declara, energic amente, o  \nRBSE–Revista Brasileira de Sociologiada Emoção, v. 7, n. 20, pp.264a 336. Agostode20 08-ISSN 1 676-8965. 265  \nGenerated by Foxit PDF Creator © Foxit Softwa [http://www.foxitsoftware.com](http://www.foxitsoftware.com) For evaluation o  \ndesaparecimento do único; quero dizer: a singularidade de uma morte inqualificável (esta última palavra, “inqualificável”, ressoa agora como uma citação de Roland Barthes que haverei de relermais tarde) . A morte se inscreve no nome mesmo, para se dispersar de imediato. Para insinuar umaestranha sintaxe – no nome de um só, responder amuitos.  \nЖ  \nAinda não sei por que preciso deixar como fragmentos estes pensamentos dedicados a Roland Barthes, e pouco importa no fundo que possa torná lo compreensível, até porque me obstino, mais do que na ruptura, no não acabamento. O nãoacabamento marcado, a interrupção pontuada, porém aberta, carente até da aresta autoritária deum aforismo. Pequenos cascalhos surgidos durantea meditação, um de cada vez, na margem de um nome como promessa de um reto rno.  \nЖ  \nPor ele, para ele, por Roland Barthes: porele, para ele desfiro estes pensamentos. O que significa que penso nele e a partir dele, não apenasatravés de sua obra ou me referindo a ela. Por ele,  \nRBSE–Revista Brasileira de Sociologiada Emoção, v. 7, n. 20, pp.264a 336. Agostode20 08-ISSN 1 676-8965. 266  \nGenerated by Foxit PDF Creator © Foxit Softwa [http://www.foxitsoftware.com](http://www.foxitsoftware.com) For evaluation o  \npara ele. O que implica em dizer que quero dedicara ele estes pensamentos, os ofertar a ele, destinálos a ele. Contudo, agora, nunca chegarão até ele. Este deve ser o ponto de partida: não podem socorrê-lo, chegar até ele, mesmo se tivessem podido fazê-lo enquant o vivia. Então, aonde chegam? A quem e por quê? São apenas para ele em m","cbCaifSamF2aKC30","https://ap.wps.com/l/cbCaifSamF2aKC30","pdf",243134,6,1,73,"Portuguese","pt",112,"# Cruzamento morte e fotografia\n## O papel do nome próprio\n# Luto, dor e não acabamento\n## Fragmentos dedicados a Barthes\n# Fidelidade e leitura dos livros","[{\"question\":\"Qual é o tema central do ensaio “Morte de Roland Barthes”?\",\"answer\":\"O ensaio homenageia Roland Barthes e articula a reflexão sobre a morte com a ideia de fotografia, reexaminando sua vida e sua obra a partir do luto pela perda do amigo.\"},{\"question\":\"Como o texto relaciona a morte ao nome próprio?\",\"answer\":\"O nome próprio aparece como um lugar onde a morte se inscreve e se dispersa de imediato, permitindo insinuar uma sintaxe no “nome de um só” que responde “a muitos”.\"},{\"question\":\"Por que o autor destaca o não acabamento e o caráter fragmentário da escrita?\",\"answer\":\"Porque a dedicação não busca um fechamento em forma de aforismo; insiste em interrupções abertas e em pensamentos deixados como fragmentos, destinados a manter o que permite pensar e desejar, mesmo sem chegar ao outro.\"}]",1783640887,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":25,"language":24,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":86,"head_meta":88,"extra_data":90,"updated_unix":28},"death-of-roland-barthes","",{"@graph":35,"@context":85},[36,53,68],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,47,50],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":21},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":46},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":48,"name":12,"@type":42,"position":49},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",3,{"item":51,"name":13,"@type":42,"position":52},"https://docshare.wps.com/pt/document/death-of-roland-barthes/52230/",4,{"url":51,"name":13,"@type":54,"author":55,"headline":13,"publisher":57,"fileFormat":60,"inLanguage":24,"description":14,"dateModified":61,"datePublished":62,"encodingFormat":60,"isAccessibleForFree":63,"interactionStatistic":64},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":56},"Person",{"url":40,"name":58,"@type":59},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-23","2026-07-09",true,{"@type":65,"interactionType":66,"userInteractionCount":20},"InteractionCounter",{"@type":67},"ViewAction",{"@type":69,"mainEntity":70},"FAQPage",[71,77,81],{"name":72,"@type":73,"acceptedAnswer":74},"Qual é o tema central do ensaio “Morte de Roland Barthes”?","Question",{"text":75,"@type":76},"O ensaio homenageia Roland Barthes e articula a reflexão sobre a morte com a ideia de fotografia, reexaminando sua vida e sua obra a partir do luto pela perda do amigo.","Answer",{"name":78,"@type":73,"acceptedAnswer":79},"Como o texto relaciona a morte ao nome próprio?",{"text":80,"@type":76},"O nome próprio aparece como um lugar onde a morte se inscreve e se dispersa de imediato, permitindo insinuar uma sintaxe no “nome de um só” que responde “a muitos”.",{"name":82,"@type":73,"acceptedAnswer":83},"Por que o autor destaca o não acabamento e o caráter fragmentário da escrita?",{"text":84,"@type":76},"Porque a dedicação não busca um fechamento em forma de aforismo; insiste em interrupções abertas e em pensamentos deixados como fragmentos, destinados a manter o que permite pensar e desejar, mesmo sem chegar ao outro.","https://schema.org",{"og:url":51,"og:type":87,"og:title":13,"og:site_name":58,"og:description":14},"article",{"robots":89,"canonical":51},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":25},{"code":4,"msg":5,"data":92},[93,98,102,106,110,114,116,120,124,128],{"id":94,"doc_module":4,"doc_module_name":45,"category_name":95,"show_sort_weight":96,"slug":97},26,"Contos e Romances",60,"story-novel",{"id":99,"doc_module":4,"doc_module_name":45,"category_name":100,"show_sort_weight":96,"slug":101},46,"Estilo de Vida","lifestyle",{"id":103,"doc_module":4,"doc_module_name":45,"category_name":104,"show_sort_weight":96,"slug":105},28,"Exames","exam",{"id":107,"doc_module":4,"doc_module_name":45,"category_name":108,"show_sort_weight":96,"slug":109},47,"Geral","general",{"id":111,"doc_module":4,"doc_module_name":45,"category_name":112,"show_sort_weight":96,"slug":113},29,"Histórias em Quadrinhos","comic",{"id":11,"doc_module":4,"doc_module_name":45,"category_name":12,"show_sort_weight":96,"slug":115},"literature",{"id":117,"doc_module":4,"doc_module_name":45,"category_name":118,"show_sort_weight":96,"slug":119},32,"Pesquisa e Relatórios","research-report",{"id":121,"doc_module":4,"doc_module_name":45,"category_name":122,"show_sort_weight":96,"slug":123},33,"Religião e Espiritualidade","religion-spirituality",{"id":125,"doc_module":4,"doc_module_name":45,"category_name":126,"show_sort_weight":96,"slug":127},31,"Saúde e Cuidados","healthcare",{"id":129,"doc_module":4,"doc_module_name":45,"category_name":130,"show_sort_weight":96,"slug":131},45,"Tecnologia","technology"]