[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-seo-214872-112":3,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":84,"doc-detail-214872-pt":127},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"ok",{"site_id":7,"language":8,"slug":9,"title":10,"keywords":11,"description":12,"schema_data":13,"social_meta":77,"head_meta":79,"extra_data":81,"updated_unix":83},112,"pt","data-protection-and-the-fundamental-right-to-confidentiality-and-integrity-of-information-technology-systems-in-german-law-article","A Proteção de Dados e o Direito Fundamental à Garantia da Confidencialidade e da Integridade dos Sistemas Técnico-Informacionais no Direito Alemão - Artigo","","A proteção de dados na Alemanha é analisada a partir do desenvolvimento doutrinário e da evolução normativa, culminando no reconhecimento constitucional da autodeterminação informativa. O estudo examina a decisão do Tribunal Constitucional Federal relativa ao censo demográfico de 1983 e, depois de revisitar esse antecedente, aborda o direito fundamental à garantia da confidencialidade e da integridade dos sistemas técnico-informacionais. 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Considerações iniciais: a proteção de dados na Alemanha; 2. O marco da proteção de dados no direito alemão – a Volkszählungsurteil; 3. A autodeterminação informativa como direito geral da personalidade; 4. A questão da “propriedade”sobre os dados; 5. O contexto do surgimento do direito fundamental à garantia da confidencialidade e da integridade dos sistemas técnico-informacionais; 6. O novo direito fundamental, o preenchimento de lacunas do direito geral da personalidade, e adistinção do novo direito fundamental de outras proteções da Lei Fundamental; 7. Limitações e requisitos para a restrição ao novo direito fundamental; 8. Críticas ao novo direito fundamental; 9. Conclusão.  \n1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS: A PROTEÇÃO DE DADOS NA ALEMANHA  \nA  \nAlemanha pode ser considerada um dos países que apresenta o maior desenvolvimento doutrinário e valorização quanto à proteção de dados, sendo que otema apresenta tamanha importância que pode até  \n* Professor Adjunto do Departamento de Direito Privado e Processo Civil da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Programade Pós Graduação da mesma Faculdade. Doutor em Direito pela Universidade de Kassel, Alemanha. Mestre em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.  \nmesmo ser classificado como um instituto autônomo (Datenschutz) no universo jurídico daquele país. A primeira lei no mundo sobre o assunto foi editada em 1970 pelo estado alemãode Hessen. No ano de 1977, o Parlamento alemão aprovou lei federal de proteção de dados (Bundesdatenschutzgesetz) . Todavia, o ápice do reconhecimento da proteção de dados ocorreu com a decisão do Tribunal Constitucional Federal sobre a questão do censo demográfico que se realizava na Alemanha no anode 1983 (Volkszählungsurteil) . Esta decisão estabeleceu o direito fundamental à autodeterminação informativa (Grundrecht auf informationelle Selbstbestimmung) .  \nHá mais de dez anos, em julgado do Tribunal Constitucional Federal proferido em 27.2.2008, foi reconhecido um novo direito fundamental 1 , em certa medida um desdobramento da informationelle Selbstbestimmung: o denominado direito fundamental à garantia da confidencialidade e da integridade dos sistemas técnico-informacionais (Grundrecht auf Gewährleistung der Vertraulichkeit und Integrität informationstechnischer Systeme), proclamado no contexto de uma reclamação constitucional ajuizada contra dispositivos da lei do Estado de NordrheinWestfalen que regulamentavam e permitiam a denominada busca ou investigação remota de computadores de pessoas suspeitas de cometerem ilícitos criminais.  \nO presente artigo tem por objetivo apresentar os principais aspectos desta decisão. Antes disso, revisita o seu antecedente mais importante, o caso do censo demográfico de 1983 do Tribunal Constitucional Federal, e examina a sua maior contribuição para a disciplina da proteção de dados: o referido direito  \n1 Com efeito, como se verá até mesmo no título de alguns dos ensaios citados no presente artigo, a decisão do Tribunal Constitucional foi amplamente reconhecida peladoutrina como tendo pronunciado um “novo direito fundamental”(ein neues Grundrecht) . Em que pese a ampla utilização do termo “novo direito fundamental”, como também se verá adiante, diversas foram as críticas na doutrina alemã acerca do reconhecimento deste novo direito, destacado da autodeterminação informativa. Neste trabalho a referência a “novo” direito fundamental tem em mira a relação com o maisantigo, a referida autodeterminação informacional, reconhecida em 1983.  \nà autodeterminação informativa. Ainda antes de se debruçar sobre a decisão que pronunciou o direito fundamental à garantia da confidencialidade e da integridade dos sistemas técnico-informacionais, o trabalho aborda a questão da inadequação de seacomodar a noção ","cbCailR5FdZGbsgG","https://ap.wps.com/l/cbCailR5FdZGbsgG","pdf",296031,"Portuguese","# Sumário\n## Considerações iniciais: a proteção de dados na Alemanha\n## O marco da proteção de dados no direito alemão – a Volkszählungsurteil\n## A autodeterminação informativa como direito geral da personalidade\n## A questão da “propriedade” sobre os dados\n## O contexto do surgimento do direito fundamental à garantia da confidencialidade e da integridade dos sistemas técnico-informacionais\n## O novo direito fundamental e sua distinção do direito geral da personalidade\n## Limitações e requisitos para a restrição ao novo direito fundamental\n## Críticas ao novo direito fundamental\n## Conclusão","[{\"question\":\"Quais decisões e marcos definem a proteção de dados no direito alemão?\",\"answer\":\"O texto destaca a Volkszählungsurteil (censo demográfico de 1983) como ponto decisivo, que fundamenta a autodeterminação informativa, e menciona um julgamento posterior em 27.2.2008 que reconhece um novo direito fundamental ligado à confidencialidade e integridade dos sistemas técnico-informacionais.\"},{\"question\":\"O que significa a autodeterminação informativa na disciplina apresentada?\",\"answer\":\"A autodeterminação informativa é tratada como um direito geral da personalidade reconhecido a partir da decisão sobre o censo de 1983, funcionando como base para a proteção de dados e para a compreensão do alcance constitucional da disciplina.\"},{\"question\":\"Quais são o conteúdo e a finalidade do novo direito fundamental sobre sistemas técnico-informacionais?\",\"answer\":\"O novo direito fundamental à garantia da confidencialidade e da integridade dos sistemas técnico-informacionais é apresentado como desdobramento da autodeterminação informativa, surgindo em contexto de reclamação constitucional relacionada à busca ou investigação remota de computadores de suspeitos.\"},{\"question\":\"Como o texto aborda limitações e críticas ao novo direito fundamental?\",\"answer\":\"O artigo organiza o debate em torno de limitações e requisitos para restrição do novo direito fundamental e também de críticas doutrinárias sobre a sua separação/afastamento em relação à autodeterminação informativa.\"}]","A Proteção de Dados e o Direito Fundamental à Garantia da Confidencialidade e da Integridade dos Sistemas Técnico-Informacionais no Direito Alemão - Artigo | PDF"]