[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-51973-pt":3,"doc-seo-51973-112":30,"detail-sidebar-cat-0-pt-112":91},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":20,"is_deleted":4,"is_public":21,"is_downloadable":21,"audit_status":21,"page_count":22,"language":23,"language_code":24,"site_id":25,"html_lang":24,"table_of_contents":26,"faqs":27,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":28,"read_time":29},51973,549758252649,"Ivy","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/8000253669c5317157?_k=1778319167496531819",27,"Literatura","Criton - Platão","Tradução do diálogo platônico “Críton (Critão)”, ambientado numa cela na prisão de Atenas, com Sócrates e seu velho amigo Critão. A narrativa acompanha a madrugada, o anúncio da morte iminente e o papel de sonhos e previsões. Centra-se então no dilema moral: a recusa de Sócrates em fugir, a discussão sobre reputação pública e a justiça das decisões. Critão defende o resgate, enquanto Sócrates pondera consequências e princípios, como a possível perseguição a amigos e familiares.","De Platão, CRITÃO (Críton) , ou o DEVER  \nExtraído do livro Diálogos, da coleção Clássicos Cultrix.  \nTradução: Jaime Bruna .  \nPersonagens: Sócrates e Critão, dois velhos.  \nCena: Um a cela , na prisão de Atenas.  \nSócrates-Por que viestes a estas horas, Critão? É madrugada ainda , não é? Critão-Perfeitamente .  \nSócrates-Que horas, precisamente?  \nCritão-Mal começa a clarear .  \nSócrates-Admira-me que o guarda da prisão te haja atendido.  \nCritão-Ele j á se acostum ou com igo, Sócrates, de tanto eu freqüentar este lugar; adem ais, deve-me alguns favores.  \nSócrates-Acabas de chegar ou faz tempo?  \nCritão-Faz j á algum tempo.  \nSócrates-Então, porque não m e acordaste logo e sentaste aí calado?  \nCritão- É que , por Zeus, Sócrates, em teu lugar, eu não gostaria de passar m uitotempo acordado numa aflição assim ; estou mesmo admirando, há tempo, aplacidez do teu sono. Não te acordei de propósito; para que pudesses gozar quantomais dessa tranqüilidade . Já muitas vezes antes, em toda a nossa vida , te considerei feliz pelo teu gênio, porém m uito m ais agora , na presente desgraça , pela facilidade e brandura com que a suportas.  \nSócrates-Realmente , Critão, eu destoaria , se na minha idade , me agastasse porter de morrer em breve .  \nCritão-Outros também , Sócrates, passam por provações assim na mesma idade; no entanto, os anos não os dispensam de se agastarem com a sorte que lhes toca . Sócrates-Assim é . Mas, afinal, para que vieste tão cedo?  \nCritão-Para trazer uma notícia , Sócrates, dolorosa e desoladora-não assim para ti, pelo que vejo-mas dolorosa e desoladora para mim e para todos os teus amigos; acho que a poderia contar como uma das que mais o sejam .  \nSócrates-Que vem a ser? Chegou de Delos o navio a cuja chegada devo m orrer? Critão-Bem , chegar não chegou, mas calculo que deve aportar hoje , pelo que noticiam pessoas vindas de Súnio e que lá o deixaram . As novas dão a entender que vai aportar hoje , e será fatalmente am anhã , Sócrates que terás de cessar deviver .  \nSócrates-Pois bem , Critão, à boa ventura! Se assim apraz aos deuses, assim seja . Todavia , acho que não vai aportar hoje .  \nCritão-Em que te baseias?  \nSócrates-Vou dizê-lo. Devo morrer, penso, no dia seguinte ao da chegada donavio.  \nCritão-Ao menos assim dizem as autoridades competentes.  \nSócrates-Por isso, acho que não vai aportar no dia de hoje , mas no de amanhã . Baseio-me num sonho que acabo de ter esta noite . Talvez mesmo tenha sidooportuno não me haveres despertado.  \nCritão-Como foi o sonho? Sócrates-Parecia-me que vinha uma mulher formosa , de lindas feições, vestida de branco, me cham ava e dizia: \"Sócrates, depois deamanhã poderás ter chegado às férteis campinas de Fétia \".  \nCritão-Sonho esquisito, Sócrates!  \nSócrates-De sentido claro, ao que penso, Critão.  \nCritão-Por dem ais, penso eu. Contudo, meu pobre Sócrates, ainda uma vez, dá me ouvidos e põe-te a salvo; porque , para mim , se vieres a morrer, a desdita nãoserá um a só; à parte a perda de um amigo com o não acharei nenhum igual, acresce que muita gente , que não nos conhece bem , a mim e a ti, pensará que eu, podendo salvar-te , se me dispusesse a gastar dinheiro, não me importei. Ora , existe reputação vergonhosa do que a de fazer caso do dinheiro que dos amigos? 0 povo não vai acreditar que tu é que não quiseste sair daqui, a despeito de o querermos nós m ais que tudo.  \nSócrates-Mas para nós, meu caro Critão, é tão importante assim a opinião dopovo? A gente m elhor, com quem mais importa que nos preocupem os, cuidará que as coisas se terão passado tal como se tiverem passado.  \nCritão-Mas bem vês, Sócrates, que não se pode deixar de fazer caso também daopinião do povo. Os fatos mesmos de agora dizem claro que o povo é capaz de fazer, não os m ais pequeninos dos males, mas como que os maiores; basta queentre eles se espalhem calúnias contra alguém .  \nSócrates-Oxalá , Critão, fosse o povo capaz de praticar os maiores males, para  \nser capaz também dos maiores benefíc","cbCaimkvU4LWkOLu","https://ap.wps.com/l/cbCaimkvU4LWkOLu","pdf",555838,4,1,15,"Portuguese","pt",112,"# Críton (Critão) e o dever\n## Chegada de Critão e anúncio da morte\n## Sonho e previsão do tempo\n## Reputação, opinião do povo e valores morais\n## Argumentos para o resgate e a resposta de Sócrates","[{\"question\":\"Qual é o cenário e quais personagens aparecem no diálogo?\",\"answer\":\"O diálogo ocorre numa cela na prisão de Atenas. 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