[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37514-pt":3,"doc-seo-37514-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37514,5909877438554,"Maeve","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/5600025385ad2bf12a7?_k=1778553567797529272",27,"Literatura","Crisálidas","Crisálidas reúne poemas de Machado de Assis, apresentando meditações sobre ilusão e desencanto, memória e perda, e a tensão entre sonho e realidade. O índice organiza composições como “Musa Consolatrix”, “Visio” e “Quinze Anos”, explorando figuras femininas e estados interiores que oscilam entre ternura, desejo, angústia e resignação. Versos como os de “Visio” contrapõem o delírio à “fria realidade”, enquanto outros textos evocam consolação, tempo, esperança e o preço dos amores.","Crisálidas  \nTexto-fonte:  \nObra Completa, Machado de Assis, vol. II, Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.  \nPublicado originalmente no Rio de Janeiro, por B.-L. Garnier, em 1864.  \nÍNDICE  \nMUSA CONSOLATRIX  \nVISIO  \nQUINZE ANOS  \nSTELLA  \nEPITÁFIO DO MÉXICO  \nPOLÔNIA  \nERRO  \nELEGIA  \nSINHÁ  \nHORAS VIVAS  \nVERSOS A CORINA  \nÚLTIMA FOLHA  \nPOEMAS PRESENTES NA PRIMEIRA EDIÇÃO  \nLÚCIA  \nO DILÚVIO  \nFÉ  \nA CARIDADE  \nA JOVEM CATIVA  \nNO LIMIAR  \nASPIRAÇÃO  \nCLEÓPATRA  \nOS ARLEQUINS  \nAS ONDINAS  \nMARIA DUPLESSIS  \nAS ROSAS  \nOS DOUS HORIZONTES  \nMONTE ALVERNE  \nAS VENTOINHAS  \nALPUJARRA  \nEMBIRRAÇÃO  \nPOSFÁCIO  \nMUSA CONSOLATRIX  \nQue a mão do tempo e o hálito dos homens  \nMurchem a flor das ilusões da vida, Musa consoladora,  \nÉ no teu seio amigo e sossegado Que o poeta respira o suave sono.  \nNão há, não há contigo, Nem dor aguda, nem sombrios ermos;  \nDa tua voz os namorados cantos Enchem, povoam tudo De íntima paz, de vida e de conforto.  \nAnte esta voz que as dores adormece, E muda o agudo espinho em flor cheirosa, Que vales tu, desilusão dos homens?  \nTu que podes, ó tempo? A alma triste do poeta sobrenada À enchente das angústias, E, afrontando o rugido da tormenta, Passa cantando, alcíone divina.  \nMusa consoladora,  \nQuando da minha fronte de mancebo  \nA última ilusão cair, bem como Folha amarela e seca  \nQue ao chão atira a viração do outono, Ah! no teu seio amigo  \nAcolhe-me,—e haverá minha alma aflita, Em vez de algumas ilusões que teve, A paz, o último bem, último e puro!  \nVISIO  \nEras pálida. E os cabelos, Aéreos, soltos novelos Sobre as espáduas caíam ... Os olhos meio cerrados De volúpia e de ternura Entre lágrimas luziam. . . E os braços entrelaçados, Como cingindo a ventura, Ao teu seio me cingiam. . .  \nDepois, naquele delírio, Suave, doce martírio De pouquíssimos instantes Os teus lábios sequiosos, Frios, trêmulos, trocavam Os beijos mais delirantes, E no supremo dos gozos Ante os anjos se casavam Nossas almas palpitantes. . .  \nDepois. . . depois a verdade, A fria realidade,  \nA solidão, a tristeza; Daquele sonho desperto, Olhei... silêncio de morte Respirava a natureza,—Era a terra, era o deserto, Fora-se o doce transporte, Restava a fria certeza.  \nDesfizera-se a mentira: Tudo aos meus olhos fugira, Tu e o teu olhar ardente, Lábios trêmulos e frios, O abraço longo e apertado, O beijo doce e veemente; Restavam meus desvarios, E o incessante cuidado,  \nE a fantasia doente.  \nE agora te vejo. E fria  \nTão outra estás da que eu via Naquele sonho encantado!És outra, calma, discreta, Com o olhar indiferente, Tão outro do olhar sonhado, Que a minha alma de poeta Não se vê a imagem presente Foi a visão do passado.  \nFoi, sim, mas visão apenas; Daquelas visões amenas Que à mente dos infelizes Descem vivas e animadas, Cheias de luz e esperança E de celestes matizes:  \nMas, apenas dissipadas, Fica uma leve lembrança, Não ficam outras raízes.  \nInda assim, embora sonho, Mas, sonho doce e risonho, Desse-me Deus que fingida Tivesse aquela ventura Noite por noite, hora a hora, No que me resta de vida, Que, já livre da amargura, Alma, que em dores me chora, Chorara de agradecida!  \nQUINZE ANOS  \nOh! la fleur de l'Eden, pourquoi l'as-tufannée,  \nInsouciant enfant, belle Eve aux blondscheveux!  \nALFRED DE MUSSET  \nEra uma pobre criança. . .  \n— Pobre criança, se o eras!—Entre as quinze primaveras De sua vida cansada Nem uma flor de esperança Abria a medo. Eram rosas Que a doida da esperdiçada Tão festivas, tão formosas, Desfolhava pelo chão.  \n— Pobre criança, se o eras!—Os carinhos mal gozados Eram por todos comprados, Que os afetos de sua alma Havia-os levado à feira, Onde vendera sem pena Até a ilusão primeira Do seu doido coração!  \nPouco antes, a candura, Coas brancas asas abertas, Em um berço de ventura A criança acalentava Na santa paz do Senhor; Para acordá-la era cedo, E a pobre ainda dormia Naquele mudo segredo  \nQue só abre o seio um dia Para dar entrada a amor.  \nMas, por teu mal, acordaste! Junto do berço passo","cbCaitfpzLp1exej","https://ap.wps.com/l/cbCaitfpzLp1exej","pdf",189111,1,48,"Portuguese","pt",112,"# MUSA CONSOLATRIX\n# VISIO\n# QUINZE ANOS\n# STELLA\n# EPITÁFIO DO MÉXICO\n# POLÔNIA\n# ERRO\n# ELEGIA\n# SINHÁ\n# HORAS VIVAS\n# VERSOS A CORINA\n# ÚLTIMA FOLHA\n# POEMAS PRESENTES NA PRIMEIRA EDIÇÃO\n# LÚCIA\n# O DILÚVIO\n# FÉ\n# A CARIDADE\n# A JOVEM CATIVA\n# NO LIMIAR\n# ASPIRAÇÃO\n# CLEÓPATRA\n# OS ARLEQUINS\n# AS ONDINAS\n# MARIA DUPLESSIS\n# AS ROSAS\n# OS DOUS HORIZONTES\n# MONTE ALVERNE\n# AS VENTOINHAS\n# ALPUJARRA\n# EMBIRRAÇÃO\n# POSFÁCIO","[{\"question\":\"Quais temas centrais aparecem em “Crisálidas”?\",\"answer\":\"Os poemas destacam a passagem do tempo, o contraste entre sonho e realidade, a consolação diante da dor e o desvelar do engano nos amores e nas ilusões.\"},{\"question\":\"O que “Musa consolatrix” enfatiza?\",\"answer\":\"O poema trata de uma musa que suaviza as dores, oferecendo paz, conforto e o “último bem” quando as ilusões humanas se esgotam.\"},{\"question\":\"Como “Visio” apresenta a relação entre delírio e realidade?\",\"answer\":\"“Visio” narra um sonho de ternura e gozo, que é desfeito pela “fria realidade”, restando a solidão, a tristeza e a lembrança do passado.\"}]",1783052285,74,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":24,"language":23,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":85,"head_meta":87,"extra_data":89,"updated_unix":27},"crisalidas","",{"@graph":35,"@context":84},[36,53,67],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,47,50],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":46},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":48,"name":12,"@type":42,"position":49},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",3,{"item":51,"name":13,"@type":42,"position":52},"https://docshare.wps.com/pt/document/crisalidas/37514/",4,{"url":51,"name":13,"@type":54,"author":55,"headline":13,"publisher":57,"fileFormat":60,"inLanguage":23,"description":14,"dateModified":61,"datePublished":61,"encodingFormat":60,"isAccessibleForFree":62,"interactionStatistic":63},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":56},"Person",{"url":40,"name":58,"@type":59},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":64,"interactionType":65,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":66},"ViewAction",{"@type":68,"mainEntity":69},"FAQPage",[70,76,80],{"name":71,"@type":72,"acceptedAnswer":73},"Quais temas centrais aparecem em “Crisálidas”?","Question",{"text":74,"@type":75},"Os poemas destacam a passagem do tempo, o contraste entre sonho e realidade, a consolação diante da dor e o desvelar do engano nos amores e nas ilusões.","Answer",{"name":77,"@type":72,"acceptedAnswer":78},"O que “Musa consolatrix” enfatiza?",{"text":79,"@type":75},"O poema trata de uma musa que suaviza as dores, oferecendo paz, conforto e o “último bem” quando as ilusões humanas se esgotam.",{"name":81,"@type":72,"acceptedAnswer":82},"Como “Visio” apresenta a relação entre delírio e realidade?",{"text":83,"@type":75},"“Visio” narra um sonho de ternura e gozo, que é desfeito pela “fria realidade”, restando a solidão, a tristeza e a lembrança do passado.","https://schema.org",{"og:url":51,"og:type":86,"og:title":13,"og:site_name":58,"og:description":14},"article",{"robots":88,"canonical":51},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":24}]