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Desenvolve o conceito de “contemporâneo” e de “território contestado”, articulando como novas vozes sociais transformam o cenário nacional. 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Chegou a vez de olhar para a produção mais próxima temporalmente, já que a ementa orienta o estudo para a produção modernista econtemporânea da literatura nacional. No primeiro capítulo pensa-se as concepções de contemporâneo e de território contestado, para ver como as novas vozes sociais modificam o cenário da literatura nacional. No segundo capítulo, apresenta-se uma seleção de poemas de autores contemporâneos das cinco regiões brasileiras, já no terceiro capítulo, a seleção será de contos contemporâneos, também de autores das regiões do país. Por fim, no quarto capítulo, um breve panorama da produção artística nacional, que faz contato com a literatura contemporânea, o que ajuda a pensar no contexto como um todo e a ter referências para o trabalho em sala de aula. O objetivo é, sempre, olhar para a produção literária em compasso com as questões sociais que emergiram (e continuam emergindo) na relação entre as pessoas no país. Trabalha-se com autores mais conhecidos e outros nem tanto, porque também é de interesse oferecer uma visão mais ampla do cânone nacional, ofertando, sempre que possível, obras de autoria indígena, negra e feminina. Espera-se que as leituras escolhidas sejam profícuas e que ajudem a pensartambém a relação com o país.  \nAtenciosamente,  \nPriscila Finger do Prado  \nA Literatura brasileira contemporânea como um território contestado – Priscila Finger do Prado  \nI – A Literatura Brasileira Contemporânea como um Território contestado  \nA Literatura brasileira contemporânea deve muito à literatura modernista, tanto na renovação dos temas, quanto na da forma. A renovação dos temas começaainda antes da Semana de Arte Moderna e a tendência manifestou-se como um neorrealismo. Em algumas historiografias, escritores do início do século XX sãotratados como pré-modernistas, contudo, estudos mais recentes contrariam essa classificação, argumentando que a denominação de pré-modernismo foi cunhada pelos modernistas de São Paulo, que destacavam a novidade do seu projeto literário. São exemplos desta vertente modernista autores como Lima Barreto, Júlia Lopes de Almeida e Monteiro Lobato.  \nJá a renovação da forma (também temática, muitas vezes) tem como marco a Semana de Arte Moderna, ocorrida em fevereiro de 1922, embora haja produção artística modernista antes e depois do evento. Esta vertente ganhou uma subdivisão didática que estabelece duas grandes fases para o Modernismo, na vertentemais divulgada, que é seguida por Massaud Moisés (2004) e por Bosi (2003) . Na leitura bipartite, a primeira fase é a de destruição, com produção até os anos 1930; a segunda fase, de construção, com produção nos anos 1930 até nos anos 1945. A partir daí, tende-se, didaticamente, a classificar as obras como contemporâneas. São autores da primeira fase modernista Mario de Andrade, Manuel Bandeira e Oswald de Andrade; são escritores da segunda fase modernista Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Graciliano Ramos, Rachel de Queirós, entre outros.  \nA Literatura brasileira contemporânea como um território contestado – Priscila Finger do Prado  \nDocumentos conceituais dos movimentos artísticos são os Manifestos. 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