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Com base em dois estudos seminais — Margaret Mead com os Manu e Christina Toren em Fiji — são comparadas diferenças na produção, coleta e análise dos desenhos. Em seguida, apresenta-se a experiência etnográfica da autora com crianças Xikrin da Terra Indígena Trincheira-Bacajá, destacando distinções entre desenhos feitos para a pesquisadora e desenhos ofertados, com ênfase na autonomia e em uma tarefa escolar de “desenhar sua cultura”.",{"@graph":59,"@context":116},[60,77,99],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":35,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/pesquisa-e-relatórios/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/childrens-drawings-and-anthropology-reflections-on-xikrin-children-from-bacaja/139135/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/childrens-drawings-and-anthropology-reflections-on-xikrin-children-from-bacaja/139135.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"Xiajie","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-10-04","2026-08-23",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":98},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",9,{"@type":100,"mainEntity":101},"FAQPage",[102,108,112],{"name":103,"@type":104,"acceptedAnswer":105},"Como o desenho é utilizado como metodologia na pesquisa antropológica apresentada?","Question",{"text":106,"@type":107},"O texto trata o desenho como ferramenta para dialogar e produzir dados com crianças, permitindo analisar escolhas, formas de expressão e sentidos construídos no contexto etnográfico.","Answer",{"name":109,"@type":104,"acceptedAnswer":110},"Quais experiências seminais são usadas como ponto de comparação?",{"text":111,"@type":107},"São destacadas duas experiências: a de Margaret Mead com crianças Manu e a de Christina Toren em Fiji, com diferenças observadas na produção, coleta e análise dos desenhos.",{"name":113,"@type":104,"acceptedAnswer":114},"Que diferenças são exploradas entre desenhos feitos para a pesquisadora e desenhos recebidos como presentes ou para tarefas escolares?",{"text":115,"@type":107},"A análise enfatiza a autonomia das crianças nas escolhas (tempos, lugares, temas, cores, materiais e usos do papel) e compara desenhos produzidos para a autora com aqueles dados a ela, além do caso da tarefa escolar de desenhar “sua cultura”.","https://schema.org",{"og:url":75,"og:type":118,"og:title":55,"og:site_name":88,"og:description":57},"article",{"robots":120,"canonical":75},"index,follow",{"doc_id":122,"site_id":52},139135,1787502068,{"code":4,"msg":5,"data":125},{"doc_id":122,"user_id":126,"nickname":85,"user_avatar":127,"doc_module":4,"category_id":34,"category_name":35,"doc_title":55,"doc_description":57,"doc_content":128,"file_id":129,"file_url":130,"file_type":131,"file_size":132,"view_count":98,"is_deleted":4,"is_public":67,"is_downloadable":67,"audit_status":67,"page_count":133,"language":134,"language_code":53,"site_id":52,"html_lang":53,"table_of_contents":135,"faqs":136,"seo_title":137,"seo_description":57,"update_tm":123,"read_time":26},8814010472675,"https://avatar.qwps.com/avatar/WGlhamll","ISSN 1517-5901 (online)  \nPOLÍTICA & TRABALHO  \nRevista de Ciências Sociais, nº 57, Junho/Dezembro de 2022, p. 16-34  \nO DESENHO DAS CRIANÇAS E A ANTROPOLOGIA: reflexões a partir das crianças Xikrin do Bacajá  \nCHIDREN’S DRAWINGS AND ANTHOPOLOGY:  \nresearch findings with Xikin of Bacajá children  \nClarice Cohn*  \nResumo  \nO texto discute algumas experiências de pesquisas antropológicas com crianças com o uso do desenho como metodologia. Apresentando e discutindo duas experiências seminais, as de Margaret Mead com os Manu e a de Christina Toren em Fiji, aponta as diferenças de metodologia de produção, coleta e análise dos desenhos. Parte então para a experiência etnográfica da autora junto a crianças Xikrin da Terra Indígena Trincheira-Bacajá, explorandoas diferenças entre os desenhos feitos para ela e a ela presenteados, em que a ênfase se deu na liberdade na suaprodução, as crianças escolhendo tempos, lugares, agrupamentos, temas, cores, materiais e usos do papel, e uma tarefa escolar em que deviam desenhar “sua cultura”. Ao final, retoma-se uma discussão metodológica comparativa. Palavras-chave: Antropologia da criança. Xikrin. Xikrin do Bacajá . Mebengokré .  \nAbstract  \nIn this article diverse experiences of drawings by children as a methodology of anthropological research are discussed. Presenting two seminal experiences, that of Margaret Mead among the Manu and the one from Christina Toren in Fiji, it is pointed out differences among the resulting drawings, their collection and analyses. The ethnographic experience by the author with Xikrin children of Terra Indígena Trincheira-Bacajá, Brazil, is then presented, in exploring differences between drawings in which the children had autonomy on the choices of times, places, groupings, themes, materials and uses of the paper, made and given as gifts to the ethographer, to those made as a school task, in which they had to “draw their culture”. In closing, the text presents a methodological and comparative analyses.  \nKeywords: Anthropology of children. Anthropology of childhood. Xikrin. Mebengokré .  \nA antropologia da criança e a interlocução em pesquisa  \nA antropologia da criança é atualmente um campo consolidado, embora por muitasdécadas pesquisas antropológicas tenham, a não ser por raras experiências, mantido as crianças como figurantes ou marginais nas pesquisas. Interlocutoras valiosas desde sempre, o que pode ser visto pela frequência com que antropólogos e antropólogas as citam em suas introduçõesaos textos, e em especial a suas monografias – aquelas introduções tão importantes em que pesquisadores demonstravam sua autoridade de fala e escrita (CLIFFORD, 1986)–, como as suas mais frequentes companhias, e as que lhes mostraram pela primeira vez muito do que era  \n* Clarice Cohn é professora associada do curso de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) . Pesquisa com os Xikrin do Bacajá há três décadas, abordando temas variados que incluem as crianças, as infâncias, aprendizagens e educação escolarindígena. E-mail: [clacohn@ufscar.br](clacohn@ufscar.br)  \nnecessário e fundamental para viver naquele frequentemente outro ambiente em que foram vivere buscar conhecer, elas não obstante logo desapareciam da análise, que dava lugar à observação, convivência e interlocução com adultos (COHN, 2019, 2021). De fato, a antropologia foi marcada desde o início não só por uma atenção privilegiada aos homens, debatida desde a décadade 1980 pela antropologia feminista (STRATHERN, 1988), como por um adultocentrismo (LOPES DA SILVA; NUNES, 2002) . Foram décadas até que a antropologia voltasse seus olhares para além do mundo masculino e dos mais velhos, até efetivamente chegar às crianças como interlocutoras capazes e interessantes (COHN, 2005) . Efetivamente, mais do que tão capazes quanto qualquer outro(a) interlocutor(a), o trabalho de Toren (1999), escrito originalmente em 1993, argumentava que, para muito ","cbCaigVIndOPKlrN","https://ap.wps.com/l/cbCaigVIndOPKlrN","pdf",1338261,19,"Portuguese","# A antropologia da criança e a interlocução em pesquisa\n## Diálogo com crianças na pesquisa antropológica\n## Desenho como metodologia e experiências comparadas","[{\"question\":\"Como o desenho é utilizado como metodologia na pesquisa antropológica apresentada?\",\"answer\":\"O texto trata o desenho como ferramenta para dialogar e produzir dados com crianças, permitindo analisar escolhas, formas de expressão e sentidos construídos no contexto etnográfico.\"},{\"question\":\"Quais experiências seminais são usadas como ponto de comparação?\",\"answer\":\"São destacadas duas experiências: a de Margaret Mead com crianças Manu e a de Christina Toren em Fiji, com diferenças observadas na produção, coleta e análise dos desenhos.\"},{\"question\":\"Que diferenças são exploradas entre desenhos feitos para a pesquisadora e desenhos recebidos como presentes ou para tarefas escolares?\",\"answer\":\"A análise enfatiza a autonomia das crianças nas escolhas (tempos, lugares, temas, cores, materiais e usos do papel) e compara desenhos produzidos para a autora com aqueles dados a ela, além do caso da tarefa escolar de desenhar “sua cultura”.\"}]","O Desenho das Crianças e a Antropologia - reflexões a partir das crianças Xikrin do Bacajá | PDF"]