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O processo articula escrita criativa, ilustração, revisão e divulgação, com participação de 32 crianças entre os 4 e os 13 anos. A proposta defende que brincar é uma prática séria, explorando o sentido e o “direito de brincar”, e inclui apresentações, audiolivro e outras criações artísticas na linha de trabalho colaborativo.",{"@graph":59,"@context":116},[60,77,99],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":31,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/brincar-a-serio-jun-2015/141342/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/brincar-a-serio-jun-2015/141342.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"Chloe Bennett","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-10-05","2026-08-25",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":98},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",6,{"@type":100,"mainEntity":101},"FAQPage",[102,108,112],{"name":103,"@type":104,"acceptedAnswer":105},"O que é a Fábrica de Histórias e qual é o objetivo do projeto?","Question",{"text":106,"@type":107},"A Fábrica de Histórias é um projeto em que as crianças atuam como autoras, criando um livro em conjunto. 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Atravésdele, percorremos a linha de produção da Fábrica de Histórias, um projeto em que as crianças são autoras. O título surgiu da cabeça de Raquel Salgueiro quando o livro estava na fase de produção.  \nBrincar a Sério marcava uma posição sobre a ideia de brincar ao mesmo tempo que sintetizava o processo de trabalho que durante as férias da Páscoatinhalevado um grupo de crianças e adolescentes a criarem o livro. Ao contrário dos outros editados pela Cabeçudos, no âmbito do projeto Fábrica de Histórias, que normalmente se desenrola  \nem escolas, este nasceu de uma parceria com a Fundação Champagnant e a Câmara Municipal de Cascais, no sentido de apoiar a Casa da Criança de Tires. Por isso o grupo incluía meninos que vivem na Casa da Criança e outros que integram a comunidade que também frequenta a Ludoteca da Adroana, gerida pela mesma instituição. Ao todo, a criação do livro contou com a colaboração de 32 crianças, entre os 4 e os 13 anos, a maioria na produção de texto e ilustração, outros só numa das áreas criativas. O desaﬁo que lhes foi proposto, numa oﬁcina de escrita criativa e noutra de ilustração, foi o de explorarem o sentido e a prática da palavra e do direito de brincar.  \n«“Estamos a brincar ou estamos a falar a sério?”, é uma frase que se ouve muito. Então tentámos fazer a ligação com a ideia de que aquelas crianças que têm uma conjuntura familiar muito difícil também brincam, e brincam muito. É importante valorizar que brincar é uma coisa séria, e mostrar isso aos adultos», explicou à Blimunda Raquel Salgueiro.  \nSurgida logo no arranque da Cabeçudos, a Fábricade Histórias começou a carburarhá 3 anos e leva na bagagem 12 títulos (o último dos quais ainda no prelo). A ideia que subjaz ao projeto é a do trabalho colaborativo em tornodo livro enquanto objeto, promovendo a escrita, a ilustração, a revisão e a própria divulgação. Aos seus criadores  \n91  \nB R I N C A R A S É R I O  \npareceu desde sempre que as escolas seriam um parceiro por excelência, já que ali existem recursos humanos e o tempo necessário para se dispender com a realização do livro. Quando Rui Andrade e Raquel Salgueiro fundarama livraria Cabeçudos tinham uma intenção maior do que apenas a da venda de livros infantis e juvenis. Nesse contexto a Fábrica de Histórias, que ganhou vida num papel de cenário preso na parede da sala onde iam registando ideias, fazia todo o sentido. Se a Fábrica é um lugar de produção, o projeto oferece uma espécie de linha de montagem que cada instituição trabalha de forma única. Assim, o que se propõe aos alunos é que escrevam, ilustreme revejam o texto que em seguida será paginado pela equipa da Fábrica de Histórias. Este é o plano mínimo. No entanto, Rui Andrade oferece mais possibilidades: um ﬁlme de animação, um audiolivro, um espetáculo de apresentação, uma exposição.  \n«É um projeto para um ano letivo, ou quase. Não quer dizer que seja o único a desenvolver pela escola ou peloagrupamento, mas pode ser aquele que congrega todos os outros. Era assim que gostávamos que fosse.»  \nara isso, a Fábricade Históriasleva à escola váriasoﬁcinas que despoletamideias e estratégias de criação. A equipa é praticamente a mesma de há três anos para cá: Leonor Tenreiro assegura a escrita criativa, Marina Palácio a ilustração, Inês Hugon a revisão, Dudaa realização e Bruno Batista a narração. Mas, se o projeto abarcar outras áreas, tambémpode colaborar um músico ou um curador. As oﬁcinastêm uma duração que oscila entre as 9 e as 12 horas e decorrem sempre no tempo curricular, podendo ser desenvolvidas no momento do português, educação visual, inglês, música, ou qualquer outro, de acordo com a organização estipulada pela escola. 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