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A discussão centrou-se nas narrativas presentes ou ausentes no documento, diante da tentativa da primeira versão de romper com décadas de ensino eurocêntrico e destacar histórias do Brasil, da África, de afrodescendentes, de latino-americanos e de povos indígenas. 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M., & Rodrigues, M. C. M. (2018) . BNCC e o passado prático: Temporalidades e produção de identidades no ensino de história. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, 26(107) .  \n[http://dx.doi.org/10.14507/epaa.26.3494](http://dx.doi.org/10.14507/epaa.26.3494)  \nResumo: O ano de 2016, no Brasil, foi marcado por uma intensa discussão em torno da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino de história. Os debates giraram em torno, sobretudo, das narrativas que deveriam ou não se fazer presentes no documento, uma vez que aprimeira versão da BNCC procurou romper com décadas de um ensino eurocêntrico de história epromover o destaque para as histórias do Brasil, da África, dos afrodescendentes, dos latinoamericanos e dos povos indígenas. Esta investigação debruçou-se sobre as três versões da BNCC disponibilizadas pelo Ministério da Educação e sobre as guerras de narrativas no interior do campo da história e do ensino de história. Em uma abordagem que se situa entre teorias da história e do ensino de história, este artigo apresenta problematizações a essa base, tendo como eixo a questão dasidentidades e das temporalidades. A partir de um diálogo teórico com pensadores como Hayden White e da noção de passado prático, entre outros que permitem pensar os processos denarrativização do passado, bem como num diálogo com o campo do ensino de história, demonstramos como as duas versões que se seguiram à primeira representam um retorno a uma  \nvelha história contínua, europeia e desconectada das demandas sociais e identitárias do tempo presente.  \nPalavras-chave: currículo; ensino de história; passado prático; Base Nacional Comum Curricular  \nBNCC and a practical past: Temporalities and the production of identities in history teaching  \nAbstract: The year 2016, in Brazil, was marked by an intensive discussion about the National Common Curricular Basis (BNCC) for history teaching. Above all, the debate focused on the narratives that should or should not be in the document, since the first version attempted to both break away from decades of Eurocentric history teaching and highlight the histories of Brazil, Africa, African descendants, Latin-Americans and Indigenous people. This investigation has approached the three versions of BNCC made available by the Ministry of Education as well as the competition of narratives in the fields of history and history teaching. From an approach situated between history and history teaching theories, this paper problematizes the basis by regarding the issue of identities and temporalities. In a theoretical dialogue with thinkers like Hayden White and the notion of practical past, among others that have enabled us to think about the processes of narrativization of the past, as well as in a dialogue with the field of history teaching, we have shown how both versions that followed the first one represent the return of an old continuing history, one that is European and disconnected from the social and identitary demands of the present time.  \nKeywords: curriculum; history teaching; practical past; National Common Curricular Base  \nBNCC y el pasado práctico: Temporalidades y producción de identidades en la enseñanzade historia  \nResumen: El año 2016, en Brasil se puso en discusión un intenso debate sobre la Base Nacional Común Curricular (BNCC) para la enseñanza de historia. 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