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O texto descreve a resistência do NCN diante de ameaças de desocupação e mudanças de infraestrutura, além das dificuldades concretas de permanência dos alunos, como transporte e alimentação. A roda de conversa surge para lidar com questões identitárias e sociais que emergiam nas aulas, articulando atos analíticos com conceitos psicanalíticos de identificação, singularidade e queda das identificações.",{"@graph":59,"@context":115},[60,77,98],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":43,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/saúde-e-cuidados/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/between-exclusion-and-exception-experience-with-a-conversation-circle-at-the-center-for-black-consciousness/214856/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/between-exclusion-and-exception-experience-with-a-conversation-circle-at-the-center-for-black-consciousness/214856.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"Ezra","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-09-28","2026-09-07",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":73},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",{"@type":99,"mainEntity":100},"FAQPage",[101,107,111],{"name":102,"@type":103,"acceptedAnswer":104},"Qual foi o contexto que motivou a criação da roda de conversa no cursinho popular?","Question",{"text":105,"@type":106},"O convite para coordenar a roda de conversa surgiu porque questões de identificação como negros e temas sociais apareciam nas aulas, e professores tinham dificuldade para manejá-las no percurso pedagógico.","Answer",{"name":108,"@type":103,"acceptedAnswer":109},"Quais dificuldades os alunos enfrentam para participar das aulas?",{"text":110,"@type":106},"A permanência depende de recursos para transporte e alimentação. 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(2015) . Mestranda em Psicologia Social pelo Núcleo de Psicanálise e Sociedade da PUC – SP. Atua em atendimento clínico.  \nMichele Borges  \n[michele@desirpsicanalise.com.br](michele@desirpsicanalise.com.br)  \nPsicóloga pela UNINOVE (2008), Psicanalista, membro do Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo, curadora do projeto Mais Ainda na Livraria da Tarde, voluntária no cursinho popular do Núcleo de Consciência Negra na USP com a “Roda de Conversa: espaço de fala e escuta litoral”, Mestranda em Psicologia Social pelo Núcleo de Psicanálise e Sociedade da PUC – SP. Atua em atendimento clínico e institucional em serviço de acolhimento para crianças eadolescentes.  \n“Eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer”  \nConceição Evaristo  \nO Núcleo de Consciência Negra (NCN) existe há 32 anos, atuando dentro da USP. A permanência lá marca uma resistência, mais uma, das tantas que os negros enfrentam num país extremamente racista. Recebe principalmente alunos afrodescendentes de baixa renda, mas também outrosestudantes da periferia de São Paulo. É cobrada uma taxa de inscriçãosimbólica apenas para aqueles que conseguem paga-la.  \nEm 2015, o NCN recebeu um comunicado pedindo para desocuparem oprédio que seria demolido em função das péssimas condições. No dia seguinte os tratores chegaram, derrubaram uma parte do galpão e não conseguiram demolir o restante porque os alunos acamparam no local. Posteriormente , foram cedidas quatro salas dentro do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), sendo uma sala de aula, uma secretaria, uma sala de estudos e uma biblioteca. Contudo, somente no segundo semestre de 2018 os alunos conquistaram odireito de utilizar a cozinha do espaço, que era restrita aos funcionários do IEB.  \nHá uma grande dificuldade por parte da gestão em acessar a reitoria efica muito claro que o NCN está na USP, mas não é da USP. Os alunos docursinho não têm direito a utilizar os ônibus que circulam lá dentro, duas linhasadministradas pela SPTrans, que fazem a ligação entre a Estação Butantã do Metrô e a Cidade Universitária. Essas linhas podem ser utilizadas gratuitamente pelos alunos matriculados na universidade, com o chamado Bilhete USP (BUSP) . Também não podem utilizar os restaurantes universitários (chamados de bandejões), que oferecem refeições mais baratas para alunosmatriculados. Assim, a grande evasão que é percebida no cursinho se dá em decorrência de muitos alunos não conseguirem vir para as aulas por não terem dinheiro para pagar o transporte público. Os relatos de alunos que se sentemmal por estarem com fome também são comuns, questões que os professorese coordenação resolvem promovendo um lanche comunitário, quando possívele, até mesmo ajudando financeiramente com o valor para condução.  \nEm novembro de 2016, recebemos convite para coordenar no Cursinho Popular, uma roda de conversa que acontece quinzenalmente, pois muitas questões relacionadas à identificação como negros e questões sociais surgiam durante as aulas e, os professores sentiam dificuldade para maneja-las. 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