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Os autores, Jean-Yves Ferri e Didier Conrad, explicam como adaptam o universo criado por René Goscinny e Albert Uderzo desde 1959, reinterpretando referências e atualizando temas sem “falar da atualidade ainda quente”. Discutem também limites criativos, a gestão de constrangimentos, influências cinematográficas e preocupações com estereótipos e evolução do olhar sobre diferenças culturais e personagens.",{"@graph":59,"@context":116},[60,77,99],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":31,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/asterix-and-the-transitalica-the-crazy-chase-interview-with-jean-yves-ferri-and-didier-conrad/149834/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/asterix-and-the-transitalica-the-crazy-chase-interview-with-jean-yves-ferri-and-didier-conrad/149834.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"Felix Montgomery","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-09-22","2026-08-27",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":98},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",7,{"@type":100,"mainEntity":101},"FAQPage",[102,108,112],{"name":103,"@type":104,"acceptedAnswer":105},"Qual é o tema central de “Astérix e a Transitálica”?","Question",{"text":106,"@type":107},"Astérix, Obélix e Ideiafifix embarcam numa corrida que atravessa Itália, num plano aprovado por César para atestar a superioridade das vias romanas.","Answer",{"name":109,"@type":104,"acceptedAnswer":110},"Como funcionou a adaptação do estilo dos autores ao universo clássico de Astérix?",{"text":111,"@type":107},"Ferri explica que, ao lerem Astérix em jovens, esse estilo acabou por entrar nos “genes”. 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Falámos com o argumentista e o desenhador que tomam conta da saga desde 2013  \nEntrevista  \nRodrigo Nogueira  \nDepois deAstérix entre os Pictos, de 2013, e O Papiro de César, saídodois anos depois, o argumentista Jean-Yves Ferri e o desenhador Didier Conrad voltam à carga com uma aventura deAstérix, o gaulês, criado por René Goscinny e Albert Uderzo em 1959.  \nDesta feita, emAstérix e a Transitálica, que sai hoje em Portugal editado pela Asa/LeYa ao mesmo tempo que no restodo mundo, Astérix, Obélix e Ideiaﬁxembarcam numa corrida queatravessa Itália (de onde a família de Uderzo era originária), num plano aprovado por César para atestar a superioridade das vias romanas. É, dizem os próprios autores, um regresso paródico ao ambiente de ﬁlmes dos anos 1970 e 1980 como ACorrida MaisLoucado Mundo e Mad Max. Ferri e Conrad estiveram em Lisboa na segundafeira para promover o lançamentodo álbum.  \nAmbos começaram a trabalharem livros originais, agora continuam o trabalho de outras pessoas. Como é que issofunciona?  \nJean-Yves Ferri — Bem, é preciso dizer que lemos o Astérix em jovens e portanto esse estilo nãonos era desconhecido. E passou um bocado para os nossos genes. Mas como é a adaptação de ummodo para o outro?  \nDidier Conrad —Nós os dois nãotemos a mesma experiência. O Didier já tinha feito o Lucky Luke antes do Astérix, o JeanYves não tinhatrabalhado neste registo antes de 2013...  \nD.C.—Sim, o Lucky Luke, o Marsupilami...e, por prazer, ﬁzuma série de álbuns num estilo muito hergéiano. Mudei de estilo como quem muda delíngua, podese exprimir coisas diferentes. E oestilo do Uderzo permite muitoo que é emocional, que envolve acção, de uma maneira particular. Epõealguém a pensarde uma forma diferente.  \nRUI GAUDÊNCIO  \nJean-Yves Ferri (sentado) e Didier Conrad ( empé) na livraria Buchholz em Lisboa  \nJ.-Y.R.—Isto acaba por ser um exercício criativo. Se julgamosestar a fazer algo menos criativo do que nos nossos próprios livros? Não, porque é preciso reinventar, não é copiar. É recriar uma história que seja realmente nova a partir de material antigo. É um trabalho decriação que tem constrangimentos, mas é criativo por si só.  \nD.C.—E os constrangimentos, sobretudo, envolvem ser-seavaliado portoda a gente em comparação com o original. Setu fazes algo com o teu estilo pessoal, podes acabar e dizer que está bem  \ncomo está — porque foste tu quemcriou, quem delimitou, quem sabeo que se podia fazer de melhor. A zona de confortonão é a mesma.  \nSempre houve, e continua a haver, referências actuaisnas histórias. Como é que se actualiza, enquanto se continua, um estilo com quase 60 anos?  \nJ.-Y.R.— O que Goscinny criou foi uma aldeia gaulesa, intemporal, que pode servir de suporte atemas bastante modernos. Não está datada no tempo. É possível falar do espírito do tempo, da época de hoje, servindo-nos destas pequenas personagens, todastiposbem deﬁnidos, o chefe, o artista que canta, o religioso.  \nD.C.—É um estilo de banda desenhada em que todas as formassão feitas pelo criador, não pelas pessoas que a praticam. É feita para ser acessível a qualquer leitor. Qual é o limite?  \nJ.-Y.R.—O limite é não falar da actualidade ainda quente. No terrorismo, por exemplo; se um dia quisermos abordar esse temano Astérix, será através piratas, por exemplo, mas de uma maneira que não se possa ligar a um facto especíﬁco, porque é preciso ter em atenção que isso torna-se antiquadobastante rapidamente. É preciso que seja engraçado de ler, mesmo que não se percebam as referências.  \nAlbert Uderzo aprova o que vocêsfazem?  \nJ.-Y.R.—Ele encoraja-nos e nãointervém nos álbuns. Só fez um comentário, que foi pôr umponto num i. Eachámos que ele exagerou. ","cbCaioBWvE767TuY","https://ap.wps.com/l/cbCaioBWvE767TuY","pdf",449139,"Portuguese","# Entrevista e contexto do volume\n## Do regresso paródico às referências e influências\n## Criatividade, constrangimentos e avaliação do estilo\n## Atualização de temas e limites de abordagem","[{\"question\":\"Qual é o tema central de “Astérix e a Transitálica”?\",\"answer\":\"Astérix, Obélix e Ideiafifix embarcam numa corrida que atravessa Itália, num plano aprovado por César para atestar a superioridade das vias romanas.\"},{\"question\":\"Como funcionou a adaptação do estilo dos autores ao universo clássico de Astérix?\",\"answer\":\"Ferri explica que, ao lerem Astérix em jovens, esse estilo acabou por entrar nos “genes”. 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