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Trata-se de uma revisão narrativa interdisciplinar que integra neurociências da aprendizagem, evidências de adição tecnológica e dados de desempenho acadêmico para explicar como ambientes hiperestimulantes reorganizam circuitos de recompensa, atenção, memória, motivação e autorregulação. 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O presente artigo discute um desafio emergente para a docência no Ensino Superior diante deestudantes da Geração Z, cujas redes de neurocontrole executivo foram moduladas pelo uso intenso e prolongadode dispositivos conectados, plataformas digitais e mídias sociais, configurando quadros de Intimidade Artificial ativa. Trata-se de revisão narrativa interdisciplinar que articula evidências das neurociências da aprendizagem, estudos sobre adição tecnológica e dados recentes sobre desempenho acadêmico, a fim de compreender como esses ambientes hiperestimulantes reconfiguram circuitos de recompensa, atenção, memória, motivação eautorregulação em universitários. A síntese da literatura permite caracterizar seis padrões comportamentais recorrentes nas salas de aula: baixa tolerância à frustração, isolamento em “bolhas” algorítmicas, preferência por interações parassociais, busca contínua por validação externa rápida, valorização da performance aparente e saltos de atenção em multitarefas. Cada padrão é analisado à luz da Aprendizagem Significativa de Ausubel, da Inteligência Emocional de Goleman e da Mentalidade de Crescimento de Dweck, evidenciando impactos sobre profundidade conceitual, empatia, habilidades sociais, perseverança e disposição para enfrentar desafios formativos. A partir dessa leitura integrada, o trabalho propõe soluções em curadoria de trilhas de aprendizagem mediadas por IA generativa, concebidas como estratégias neurodidáticas para modular intencionalmente taispadrões, em experiências presenciais e híbridas. Ao tratar a Intimidade Artificial como chave explicativa dos comportamentos da Geração Z e, simultaneamente, como eixo para desenhar intervenções educacionais com IA, o estudo inaugura um enquadramento conceitual e prático na literatura sobre Ensino Superior, oferecendo à docência um repertório estruturado para reorganizar a formação profissional em contextos permeados poralgoritmos.  \nPalavras-chave: Aprendizagem Significativa; Inteligência Artificial; Geração Z; Neurociências; Docência; Ensino Superior.  \nAbstract. This article discusses an emerging challenge for teaching in higher education when dealing with Generation Z students, whose executive neurocontrol networks have been modulated by the intense and prolonged use of connected devices, digital platforms, and social media, creating situations of active Artificial Intimacy. This is an interdisciplinary narrative review that articulates evidence from the neuroscience of learning, studies on technological addiction, and recent data on academic performance in order to understand how these hyperstimulating environments reconfigure reward, attention, memory, motivation, and self-regulation circuits in university students. The synthesis of the literature allows us to characterize six recurring behavioral patterns in classrooms: low tolerance for frustration, isolation in algorithmic “bubbles,” preference for parasocial interactions, continuous search for quick external validation, appreciation of apparent performance, and attention jumps in multitasking. Each pattern is analyzed in light of Ausubel's Meaningful Learning, Goleman's Emotional Intelligence, and Dweck's Growth Mindset, highlighting impacts on conceptual depth, empathy, social skills, perseverance, and willingness to face educational challenges. Based on this integrated reading, the work propos","cbCaitJXYVB0OI2f","https://ap.wps.com/l/cbCaitJXYVB0OI2f","pdf",735902,"Portuguese","# Introdução e Objetivo\n## A Geração Z no Ensino Superior e evidências observadas\n## Padrões comportamentais e impactos na aprendizagem\n## Referenciais teóricos para análise\n## Propostas de intervenções com IA generativa","[{\"question\":\"O que o artigo chama de Intimidade Artificial e como ela se relaciona com a Geração Z no Ensino Superior?\",\"answer\":\"Intimidade Artificial descreve situações em que o uso intenso de dispositivos conectados, plataformas digitais e mídias sociais modula processos executivos e reconfigura circuitos relacionados a recompensa, atenção, memória, motivação e autorregulação. 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