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Interpreta demandas conservadoras e ultraliberais que operam por articulações, desarticulações e rearticulações discursivas no campo educacional após as eleições presidenciais de 2018, (im)possibilitadas pelo antagonismo ao chamado “marxismo cultural”, equiparado às Ciências — sobretudo Humanas e Sociais — e à universidade pública. 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C. (2019) . Articulações de demandas educativas (im)possibilitadas pelo  \nantagonismo ao “marxismo cultural.” [Comentário] . Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, 27(109) .  \n[https://doi.org/10.14507/epaa.27.4881](https://doi.org/10.14507/epaa.27.4881)  \nResumo: Neste artigo, apresento, com base na teoria do discurso de Laclau e Mouffe, uma discussão sobre as identificações nas políticas educacionais, questionando o essencialismo dasanálises políticas que incidem sobre grupos sociais com identidades pré-constituídas. Para tanto, interpreto as demandas educacionais conservadoras e ultraliberais que se movem no jogo dearticulações, desarticulação e rearticulações discursivas no campo educacional pós-eleiçõespresidenciais de 2018,(im)possibilitado pelo antagonismo ao “marxismo cultural”, tornado equivalente às Ciências, principalmente as Humanas e Sociais, e à Universidade pública. Apresentoessa interpretação, visando outras formas de pensar (e fazer) a política educacional ou mesmo qualquer política, de forma a questionar os fundamentalismos de identidades fixas.  \nPalavras-chave: política de currículo; marxismo cultural; demanda; identidade política; antagonismo; universidade  \nArticulations of educational demands made (im)possible by antagonism to “cultural Marxism”  \nAbstract: Based on Laclau and Mouffe's theory of discourse, it is presented a discussion about the identifications in educational policies, questioning the essentialism of the political analyses that focus on social groups with pre-constituted identities. To this end, the conservative and ultraliberal  \neducational demands that move in the game of discursive articulations, disarticulations andrearticulations in the educational field, after presidential elections of 2018, made (im)possible by the antagonism to “cultural Marxism”. The “cultural Marxism”, in turn, is made equivalent to the science, especially the social science and the humanities, and the public university. I present this interpretation, aiming at other ways of thinking (and doing) the educational policy or even any policy, in order to question the fundamentalisms of fixed identities and non-contingent projects. Key-words: curriculum policy; cultural Marxism; demand; political identity; antagonism; university  \nArticulaciones de demandas educativas (im)posibilitadas por el antagonismo al“marxismo cultural”  \nResumen: En este artículo, presento, basada en la teoría del discurso de Laclau y Mouffe, una discusión sobre las identificaciones en la política educativa, cuestionando el esencialismo de los análisis políticos que se centran en grupos sociales con identidades preconstituidas. Con este fin, interpreto las demandas educativas conservadoras y ultraliberales que se mueven en el juego de laarticulación, la desarticulación y las rearticulaciones discursivas en el campo educativo después de las elecciones presidenciales de 2018,(im)posibilitado por el antagonismo al “marxismo cultural”, hecho equivalente a las Ciencias, notablemente las Sociales y Humanas, y a la universidad pública. Presento esta interpretación, buscando otras formas de pensar (y hacer) la política educativa o incluso cualquier política, para cuestionar los fundamentalismos de las identidades fijas.  \nPalabras-clave: política curricular; marxismo cultural; demanda; identidad política; antagonismo; universidad  \nIntrodução  \nProvavelmente já são do conhecimento dos leitores e leitoras de AAPE os ataques que vêmsendo feitos nos últimos meses às universidades públicas brasileiras, bem como os cortes nos investimentos no en","cbCaiiQiJNd95zpC","https://ap.wps.com/l/cbCaiiQiJNd95zpC","pdf",405269,21,"Portuguese","# Introdução\n## Crítica às universidades públicas e às Ciências Humanas e Sociais\n## Movimento antipolítica e hegemonia após 2013\n## Descrédito na representação institucional e “voz das ruas\"","[{\"question\":\"Qual é o referencial teórico usado no artigo?\",\"answer\":\"O artigo baseia-se na teoria do discurso de Laclau e Mouffe para discutir as identificações nas políticas educacionais.\"},{\"question\":\"O que o texto chama de “marxismo cultural” e como ele aparece no argumento?\",\"answer\":\"“Marxismo cultural” é apresentado como equivalente às Ciências, especialmente Humanas e Sociais, e à universidade pública, funcionando como eixo de antagonismo que (im)possibilita certas demandas educacionais.\"},{\"question\":\"Como o artigo caracteriza o movimento antipolítica no contexto brasileiro?\",\"answer\":\"O texto afirma que esse movimento não tem origem fixa e se articula a grupos conservadores e anti-intelectuais disseminados via redes sociais, com intensificação após 2013 e auge ligado ao impeachment de Dilma Rousseff.\"}]","Articulações de Demandas Educativas (Im)Possibilitadaspelo Antagonismo ao “Marxismo Cultural” - Arquivos Analíticos de Políticas Educativas - Volume 27 Número 109 | PDF",1790739453]