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Em Curitiba e região metropolitana, aponta-se segregação socioespacial, precariedade habitacional, baixa renda, alta densidade e saneamento insuficiente.",{"@graph":14,"@context":72},[15,34,55],{"@type":16,"itemListElement":17},"BreadcrumbList",[18,23,27,31],{"item":19,"name":20,"@type":21,"position":22},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":24,"name":25,"@type":21,"position":26},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":28,"name":29,"@type":21,"position":30},"https://docshare.wps.com/pt/document/pesquisa-e-relatórios/","Pesquisa e 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vulnerabilidade/insegurança social no contexto da pandemia de Covid-19, desde a perspectiva urbana territorial.  \nA crescente disseminação do Covid-19 tem demonstrado as assimetrias naocupação territorial das cidades brasileiras, sendo que os impactos das desigualdadessócio espaciais estão marcados pelo aumento do número de óbitos em territórios periféricos. A dramática condição de vulnerabilidade a que as periferias estão submetidas se origina na combinação entre exposição, suscetibilidade e ausência deferramentas de resiliência (CARDONA, 2004)1. Neste sentido, a disseminação e asconsequências do Coronavírus estão necessariamente associados a um modelo excludente de ocupação do território, que amplia a condição de marginalidade a que estão sujeitos determinados grupos sociais neste contexto de crise sanitária (DE SOUZA ROBAINA, 2008; ONU, 2012)2 , em especial os que vivem nos espaços demoradia popular.  \nEm Curitiba, assim como na maioria das metrópoles brasileiras, a ocupação do território é caracterizada pela segregação socioespacial, e se materializou pela produção de um modelo de cidade que reservou, contraditoriamente, aos maisvulneráveis os espaços de moradia mais precários, que tanto ojargão urbanístico como o senso comum denominam como periferias. Na cidade contemporânea esse modelode organização do território tornou-se mais complexo, observando-se a produção de periferias tanto nos espaços mais distantes das áreas centrais, como no seu entornopróximo ou nelas situadas. Assim, as periferias devem ser reconhecidas mais por suas  \n1 CARDONA, Dario Omar. The Need for Rethinking the Concepts of Vulnerability and Risk from a Holistic Perspective: A Necessary Review and Criticism for Effective Risk Management. In: Bankoff, Greg; Frerks, Georg; Hilhorst, Dorothea. Mapping Vulnerability: Disasters, Development and People. Londres: Earthscan Publishers, 2004.  \n2 DE SOUZA ROBAINA, Luís Eduardo. Espaço Urbano: Relação com os Acidentes e Desastres Naturais no Brasil. In: Ciência e Natura, [S. l.], p. 93-105, dez. 2008; e ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS, World Urbanization Prospects The 2011 Revision, Higlights. Department of Economic and Social Affairs, Population Division, New York, 2012. Disponível em: \u003C[http://esa.un.org/unup/pdf/WUP2011_Highlights.pdf> acesso em: 26/12/2012](http://esa.un.org/unup/pdf/WUP2011_Highlights.pdf> acesso em: 26/12/2012)  \nqualidades espaciais do que pela posição geográfica na cidade, caracterizando-se porespaços marcados por precariedades de toda ordem, nos quais habita a população maispobre e excluída das condições plenas de acesso à moradia digna. Conforme nos lembra Kowarick (2000)3 , as periferias brasileiras constituem, por excelência, o mundo da subcidadania.  \nAqui, as periferias são formadas por favelas, cortiços, loteamentos clandestinos, mas também por bairros onde foram implantados loteamentos e conjuntos de habitação popular, produzidos com recursos públicos e pela atuação do mercado imobiliário privado. Esses espaços de moradia popular estão presentes na cidade polo e também nos municípios metropolitanos situados no seu entorno, dimensão que agrava o quadrode desigualdade territorial, não apenas pelo número de famílias que vivem em condições de precariedade habitacional, mas também pela capacidade de seu enfrentamento por parte dos diferentes municípios, aprofundando assim as condições de vulnerabilidade dessa população. Em levantamento realizado no final da década de 2010, o Município de Piraquara, por exemplo, contabilizava cerca de 40% dos seus domicílios em favelas e loteamentos clandestinos, e Almirante Tamandaré e Campina Grande do Sul aproximadamente 20%(NUNES DA SILVA, 2012)4.  \nVoltando-se para os dados da precariedade destes municípios e analisando os dados de no","cbCaid49QGys58hk","https://ap.wps.com/l/cbCaid49QGys58hk","pdf",703377,5,"Portuguese","# Contexto e marco analítico\n## Relação entre vulnerabilidade, insegurança social e pandemia\n# Segregação socioespacial e produção das periferias\n## Ocupação do território em Curitiba e região metropolitana\n# Evidências e indicadores\n## Mortalidade e casos de Covid-19 em municípios periféricos\n# Considerações e implicações para políticas públicas\n## Necessidade de ações emergenciais","[{\"question\":\"Qual é o foco da nota técnica sobre Covid-19 e territórios urbanos?\",\"answer\":\"A nota técnica analisa a relação entre vulnerabilidade e insegurança social no contexto da pandemia, considerando a dinâmica urbana-territorial e seus impactos nas desigualdades sócioespaciais.\"},{\"question\":\"Por que as periferias apresentam maior vulnerabilidade à disseminação e ao contágio?\",\"answer\":\"O texto aponta que a ocupação espacial periférica se associa a baixa renda média per capita, alta densidade populacional e condições precárias de saneamento básico, elevando a exposição e a suscetibilidade.\"},{\"question\":\"Que diferença a nota técnica identifica entre Curitiba e municípios do entorno quanto à mortalidade por infectados?\",\"answer\":\"Segundo os dados citados, Curitiba registra 5 óbitos para cada 100 infectados, enquanto Campina Grande do Sul registra 17 para cada 100 casos, sugerindo maior impacto em áreas periféricas.\"}]","Anexo - Parecer Técnico de Urbanismo UFPR | PDF",8]