[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37499-pt":3,"doc-seo-37499-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37499,4398048950312,"Violet","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/400002538284de19e3c?_k=1778320343897328908",27,"Literatura","Americanas","Americanas reúne a seção “Potira” entre outras partes de uma obra de Machado de Assis, trazendo poemas ambientados no Brasil do século XIX. O texto descreve capturas e confrontos entre indígenas e invasores, a transformação forçada por crenças cristãs e o conflito íntimo de personagens atravessadas por violência, desejo e perda. A narrativa lírica acompanha cenas de assalto, vigília, batismo, resistência e súplicas finais, revelando um olhar crítico sobre dominação, memória e crueldade.","Americanas  \nTexto-fonte:  \nObra Completa, Machado de Assis, vol. II, Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.  \nPublicado originalmente no Rio de Janeiro, por B.-L. Garnier, em 1875.  \nÍNDICE  \nPOTIRA  \nNIÂNI  \nA CRISTÃ-NOVA  \nJOSÉ BONIFÁCIO  \nA VISÃO DE JACIÚCA  \nA GONÇALVES DIAS  \nOS SEMEADORES  \nA FLOR DO EMBIRUÇU  \nLUA NOVA  \nSABINA  \nÚLTIMA JORNADA  \nOS ORIZES  \nPOEMA PRESENTE NA PRIMEIRA EDIÇÃO  \nCANTIGA DO ROSTO BRANCO  \nOs Tamoios, entre outras presas que fizeram, levaram esta índia, aqual pretendeu o capitão da empresa violar; resistiu valorosamente dizendo em língua brasílica: “Eu sou cristã e casada; não hei de fazer traição a Deus e a meu marido; be m podes matar-me e fazer de mimo que quiseres.” Deu-se por afrontado o bárbaro, e em vingança lheacabou a vida com grande crueldade.  \nVASC., CR. DA COMPANHIA DE JESUS, LIV. 3º  \nI  \nMoça cristã das solidões antigas, Em que áurea folha reviveu teu nome? Nem o eco das matas seculares, Nem a voz das sonoras cachoeiras, O transmitiu aos séculos futuros.  \nAssim da tarde estiva às auras frouxas Tênue fumo do colmo no ar se perde; Nem de outra sorte em moribundos lábios A humana voz expira. O horror e o sangue Da miseranda cena em que, de envolta Coos longos, magoadíssimos suspiros, Cristã Lucrécia, abriu tua alma o vôo Para subir às regiões celestes, Mal deixada memória aos homens lembra. Isso apenas; não mais; teu nome obscuro, Nem tua campa o brasileiro os sabe.  \nII  \nJá da férvida luta os ais e os gritos Extintos eram. Nos baixéis ligeiros Os tamoios incólumes embarcam; Ferem coos remos as serenas ondas Até surgirem na remota aldeia.  \nAtrás ficava, lutuosa e triste, A nascente cidade brasileira,[2] Do inopinado assalto espavorida, Ao céu mandando em coro inúteis vozes. Vinha já perto rareando a noite,  \nAlva aurora, que à vida acorda as selvas, Quando a aldeia surgiu aos olhos torvos Da expedição noturna. À praia saltam Os vencedores em tropel; transportam Às cabanas despojos e vencidos,  \nE, da vigília fatigados, buscam Na curva leve rede amigo sono, Exceto o chefe. Oh! esse não dormira Longas noites, se a troco da vitória Precisas fossem. Traz consigo o prêmio, O desejado prêmio. Desmaiada Conduz nos braços trêmulos a moça  \nQue renegou Tupã, e as rudes crenças [3] Lavou nas águas do batismo santo. Na rede ornada de amarelas penas Brandamente a depõe. Leve tecido Da cativa gentil as formas cobre;  \nVeste-as de mais a sombra do crepúsculo, Sombra que a tíbia luz da alva nascente De todo não rompeu. Inquieto sangue Nas veias ferve do índio. Os olhos luzem De concentrada raiva triunfante.  \nAmor talvez lhes lança um leve toque De ternura, ou já sôfrego desejo; Amor, como ele, aspérrimo e selvagem, Que outro não sente o herói.  \nIII  \nHerói lhe chamam  \nQuantos o hão visto no fervor da guerra Medo e morte espalhar entre os contrários E avantajar-se nos certeiros golpes Aos mais fortes da tribo. O arco e a flecha Desde a infância os meneia ousado e afoito; Cedo aprendeu nas solitárias brenhas A pleitear às feras o caminho.  \nA força opõe à força, a astúcia à astúcia, Qual se da onça e da serpente houvera Colhido as armas. Traz ao colo os dentes Dos contrários vencidos. Nem dos anos O número supera o das vitórias; Tem no espaçoso rosto a flor da vida, A juventude, e goza entre os mais belos De real primazia. A cinta e a fronte Azuis, vermelhas plumas alardeam, Ingênuas galas do gentio inculto.  \nIV  \nDa cativa gentil cerrados olhos  \nNão se entreabrem à luz. Morta parece. Uma só contração lhe não perturba A paz serena do mimoso rosto.  \nJunto dela, cruzados sobre o peito Os braços, Anajê contempla e espera; Sôfrego espera, enquanto idéias negras Estão a revoar-lhe em torno e a encher-lhe A mente de projetos tenebrosos.  \nTal no cimo do velho Corcovado Próxima tempestade engloba as nuvens. Súbito ao seio túrgido e macio Ansiosas mãos estende; inda palpita O coração, com desusada força,  \nComo se a vida toda ali buscasse Refúgio certo e último. Impetuoso O vestido cristão lhe de","cbCairh48Ur6IX0x","https://ap.wps.com/l/cbCairh48Ur6IX0x","pdf",263712,1,57,"Portuguese","pt",112,"# POTIRA\n## Estrutura do poema e personagens\n## Assalto, cativeiro e batismo\n## Confronto, espera e súplica final","[{\"question\":\"Qual é o tema central explorado em “Potira” dentro de Americanas?\",\"answer\":\"O poema centra-se em conflitos entre vencedores e cativos, a captura de uma mulher indígena, a imposição de crenças cristãs e o choque moral e emocional que acompanha a violência.\"},{\"question\":\"Como o texto retrata a passagem da moça pelas mãos dos vencedores?\",\"answer\":\"A moça é conduzida como prenda, envolvida na rede, submetida ao batismo e tratada como parte do “prêmio” da vitória, enquanto tenta resistir e preservar sua vontade.\"},{\"question\":\"Que papel cumprem amor e desejo na relação entre Potira e Anajê?\",\"answer\":\"O texto sugere que o amor e o desejo entram em tensão com a guerra: Anajê enfrenta seus pensamentos, busca um sentido para o ato violento e, apesar da disputa, a proximidade física e as falas finais revelam uma entrega marcada por sofrimento.\"}]",1783052226,88,{"code":4,"msg":30,"data":31},"ok",{"site_id":24,"language":23,"slug":32,"title":13,"keywords":33,"description":14,"schema_data":34,"social_meta":85,"head_meta":87,"extra_data":89,"updated_unix":27},"americanas","",{"@graph":35,"@context":84},[36,53,67],{"@type":37,"itemListElement":38},"BreadcrumbList",[39,43,47,50],{"item":40,"name":41,"@type":42,"position":20},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",{"item":44,"name":45,"@type":42,"position":46},"https://docshare.wps.com/pt/document/","Document",2,{"item":48,"name":12,"@type":42,"position":49},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",3,{"item":51,"name":13,"@type":42,"position":52},"https://docshare.wps.com/pt/document/americanas/37499/",4,{"url":51,"name":13,"@type":54,"author":55,"headline":13,"publisher":57,"fileFormat":60,"inLanguage":23,"description":14,"dateModified":61,"datePublished":61,"encodingFormat":60,"isAccessibleForFree":62,"interactionStatistic":63},"DigitalDocument",{"name":9,"@type":56},"Person",{"url":40,"name":58,"@type":59},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-07-03",true,{"@type":64,"interactionType":65,"userInteractionCount":4},"InteractionCounter",{"@type":66},"ViewAction",{"@type":68,"mainEntity":69},"FAQPage",[70,76,80],{"name":71,"@type":72,"acceptedAnswer":73},"Qual é o tema central explorado em “Potira” dentro de Americanas?","Question",{"text":74,"@type":75},"O poema centra-se em conflitos entre vencedores e cativos, a captura de uma mulher indígena, a imposição de crenças cristãs e o choque moral e emocional que acompanha a violência.","Answer",{"name":77,"@type":72,"acceptedAnswer":78},"Como o texto retrata a passagem da moça pelas mãos dos vencedores?",{"text":79,"@type":75},"A moça é conduzida como prenda, envolvida na rede, submetida ao batismo e tratada como parte do “prêmio” da vitória, enquanto tenta resistir e preservar sua vontade.",{"name":81,"@type":72,"acceptedAnswer":82},"Que papel cumprem amor e desejo na relação entre Potira e Anajê?",{"text":83,"@type":75},"O texto sugere que o amor e o desejo entram em tensão com a guerra: Anajê enfrenta seus pensamentos, busca um sentido para o ato violento e, apesar da disputa, a proximidade física e as falas finais revelam uma entrega marcada por sofrimento.","https://schema.org",{"og:url":51,"og:type":86,"og:title":13,"og:site_name":58,"og:description":14},"article",{"robots":88,"canonical":51},"index,follow",{"doc_id":7,"site_id":24}]