[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"doc-detail-37494-pt":3,"doc-seo-37494-112":29},{"code":4,"msg":5,"data":6},0,"success",{"doc_id":7,"user_id":8,"nickname":9,"user_avatar":10,"doc_module":4,"category_id":11,"category_name":12,"doc_title":13,"doc_description":14,"doc_content":15,"file_id":16,"file_url":17,"file_type":18,"file_size":19,"view_count":4,"is_deleted":4,"is_public":20,"is_downloadable":20,"audit_status":20,"page_count":21,"language":22,"language_code":23,"site_id":24,"html_lang":23,"table_of_contents":25,"faqs":26,"seo_title":13,"seo_description":14,"update_tm":27,"read_time":28},37494,4398048950312,"Violet","https://ap-avatar.wpscdn.com/avatar/400002538284de19e3c?_k=1778320343897328908",27,"Literatura","A Mão e a Luva (Advertências e Capítulo I)","Advertências de 1907 e 1874 apresentam o contexto editorial da novela A Mão e a Luva, publicada originalmente em folhetins no jornal O Globo a partir de 26/09/1874. O texto explica diferenças de composição e cuidados na reimpressão, com correções tipográficas, ortográficas e supressão de trechos. No Capítulo Primeiro, a narrativa abre com diálogo entre Estevão e Luís Alves, centrado na ideia de morrer, na recusa ao desespero e na ligação afetiva associada ao amor não correspondido, com ambientação doméstica e reflexão sobre dores e ilusões.","Texto-fonte:  \nObra Completa, Machado de Assis, Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1994.  \nPublicado originalmente em folhetins, a partir de 26/09/1874, em O Globo.  \nAdvertência de 1907  \nOs trinta e tantos anos decorridos do aparecimento desta novela à reimpressão que ora se faz parece que explicam as diferenças de composição e de maneira do autor. Se este não lhe daria agora a mesma feição, é certo que lha deu outrora, e, ao cabo, tudo pode servir a definir a mesma pessoa.  \nNão existia, há muito, no mercado. O autor aceitou o conselho de confiar areimpressão ao editor dos outros livros seus . Não lhe alterou nada; apenasemendou erros tipográficos, fez correções de ortografia, e eliminou cerca de quinze linhas. Vai como saiu em 1874.  \nM. de A.  \nAdvertência de 1874  \nEsta novela, sujeita às urgências da publicação diária, saiu das mãos do autor capítulo a capítulo, sendo natural que a narração e o estilo padecessem com essemétodo de composição, um pouco fora dos hábitos do autor. Se a escrevera em outras condições, dera-lhe desenvolvimento maior, e algum colorido mais aoscaracteres, que aí ficam esboçados. Convém dizer que o desenho de taiscaracteres,— o de Guiomar, sobretudo,— foi o meu objeto principal, senãoexclusivo, servindo-me a ação apenas de tela em que lancei os contornos dos perfis. Incompletos embora, terão eles saído naturais e verdadeiros?  \nMas talvez estou eu a dar proporções muito graves a uma coisa de tão pequeno tomo . O que aí vai são umas poucas páginas que o leitor esgotará de um trago, se elas lhe aguçarem a curiosidade, ou se lhe sobrar alguma hora que absolutamente não possa empregar em outra coisa,— mais bela ou mais útil.  \nNovembro de 1874.  \nCAPÍTULO PRIMEIRO / O FIM DA CARTA  \n— Mas o que pretendes fazer agora?  \n— Morrer .  \n— Morrer? Que idéia! Deixa-te disso, Estevão. Não se morre por tão pouco...  \n— Morre-se . Quem não padece estas dores não as pode avaliar . O golpe foi profundo, e o meu coração é pusilânime; por mais aborrecível que pareça a idéia da morte, pior, muito pior do que ela, é a de viver. Ah! tu não sabes o que isto é?  \n— Sei: um namoro gorado. . .  \n— Luís!  \n—...E se em cada caso de namoro gorado morresse um homem, tinha já diminuído muito o gênero humano, e Maltus perderia o latim . Anda, sobe. Estevão meteu a mão nos cabelos com um gesto de angústia; Luís Alves sacudiua cabeça e sorriu . Achavam-se os dois no corredor da casa de Luís Alves, à Ruada Constituição,— que então se chamava dos Ciganos; — então, isto é, em 1853, uma bagatela de vinte anos que lá vão, levando talvez consigo as ilusões do leitor, e deixando-lhe em troca (usurários!) uma triste, crua e desconsolada experiência.  \nEram nove horas da noite; Luís Alves recolhia-se para casa, justamente na ocasião em que Estevão o ia procurar; encontraram-se à porta . Ali mesmo lhe confiou Estevão tudo o que havia, e que o leitor saberá daqui a pouco, caso nãoaborreça estas histórias de amor, velhas como Adão, e eternas como o Céu . Osdois amigos demoraram-se ainda algum tempo no corredor, um a insistir com o outro para que subisse, o outro a teimar que queria ir morrer, tão tenazesambos, que não haveria meio de os vencer, se a Luís não ocorresse uma transação.  \n— Pois sim, disse ele, convenho em que deves morrer, mas há de ser amanhã . Cede da tua parte, e vem passar a noite comigo. Nestas últimas horas que tens de viver na terra dar-me-ás uma lição de amor, que eu te pagarei com outra defilosofia.  \nDizendo isto, Luís Alves travou do braço de Estevão, que não resistiu dessa vez, ou porque a idéia da morte não se lhe houvesse entranhado deveras no cérebro, ou porque cedesse ao doloroso gosto de falar da mulher amada, ou, o que é maisprovável, por esses dois motivos juntos. Vamos nós com eles, escada acima, até a sala de visitas, onde Luís foi beijar a mão da sua mãe.  \n— Mamãe, disse ele, há de fazer-me o favor de mandar o chá ao meu quarto; o Estevão passa a noite comigo.  \nEstevão murmurou algumas palavras, a qu","cbCaip3Z74QWoGjK","https://ap.wps.com/l/cbCaip3Z74QWoGjK","pdf",313216,1,68,"Portuguese","pt",112,"# Advertência de 1907\n# Advertência de 1874\n# Capítulo Primeiro / O Fim da Carta","[{\"question\":\"O que a Advertência de 1907 explica sobre a reimpressão da novela?\",\"answer\":\"Ela afirma que o intervalo de décadas ajuda a explicar diferenças de composição e de estilo do autor. 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