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O texto confronta obras e debates cinematográficos e arquitetônicos, descrevendo periferias, vazios e topografias ocupadas por lógicas “quase militares”. Defende a insistência da crítica e discute como a imagem pode ser apropriada tanto publicitariamente quanto artisticamente, resultando em apologia ou em contemplação despolitizada.",{"@graph":59,"@context":115},[60,77,98],{"@type":61,"itemListElement":62},"BreadcrumbList",[63,68,71,74],{"item":64,"name":65,"@type":66,"position":67},"https://docshare.wps.com","Home","ListItem",1,{"item":69,"name":9,"@type":66,"position":70},"https://docshare.wps.com/pt/document/",2,{"item":72,"name":31,"@type":66,"position":73},"https://docshare.wps.com/pt/document/literatura/",3,{"item":75,"name":55,"@type":66,"position":76},"https://docshare.wps.com/pt/document/a-cidade-como-ignorancia-da-arquitetura/183874/",4,{"url":75,"name":55,"@type":78,"image":79,"author":84,"headline":55,"publisher":87,"fileFormat":90,"inLanguage":53,"description":57,"dateModified":91,"datePublished":92,"encodingFormat":90,"isAccessibleForFree":93,"interactionStatistic":94},"DigitalDocument",{"url":80,"@type":81,"width":82,"height":83},"https://docshare.wps.com/thumbnails/a-cidade-como-ignorancia-da-arquitetura/183874.png","ImageObject",300,407,{"name":85,"@type":86},"Liam","Person",{"url":64,"name":88,"@type":89},"DocShare","Organization","application/pdf","2026-09-28","2026-09-02",true,{"@type":95,"interactionType":96,"userInteractionCount":76},"InteractionCounter",{"@type":97},"ViewAction",{"@type":99,"mainEntity":100},"FAQPage",[101,107,111],{"name":102,"@type":103,"acceptedAnswer":104},"Como o texto relaciona arquitetura e cidade ao discutir o “real” urbano?","Question",{"text":105,"@type":106},"O texto trata a cidade como espaço tecido e determinado pela arquitetura em cada momento, questionando se há uma distância entre arquitetura e “real” urbano. 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cidade como ignorância da arquitetura\n\nS  \nonhariamos poder tratar da cidade e daarquitetura como Jacques Tati o fez em Playtime,em 1967.A assepsia e o funcionalismo ainda podiam gerar um humorinteligente e iconoclasta.No entanto,um ano antes,emDeux ou trois choses que je sais d'elle,Jean-Luc Godardmostrara uma face mais deprimente da arquitetura e dacidade em estado de construcāo.Os conjuntos habitacionaissurgiam no man's land das periferias,comendo o campolimitrofe e gerando um aborrecimento pesado.Mas era naIlha da Franca..outro planeta,também.Vivemos aqui emcidades que sofrem de outros problemas.Concentracāo,saturacāo,vazios perdidos e outros suportes topográficosque as construtoras,como aves de rapina velozes e siste-maticas,ocupam de maneira que já qualificamos de“qua-se militarizada”no precedente Jornal Perdidos no espaco,no II Fórum Social Mundial.  \nComo fez o/Ciclo:Semindrio Manifestos.Agendapara uma cultura arquitetonica',podemos perguntar:\"como aproximar a arquitetura da cidade real?\"Entende·mos essa questao como um convite a definir o \"real\"da/nacidade.Seria também a arquitetura afastada do “real”ur-bano?Mas a arquiteturaéo que?Predios que caem do ceu?0 que éo\"real\"da cidade?Esta questao é a questao quetodo mundo gostaria de resolver,mas como?Nao é facilresponder a questāo da reaproximacao da arquitetura coma cidade,já que a cidade éo espaco tecido e,por parte,determinado pela arquitetura.A cidade é,visto que aarquitetura age a cada momento e que vai determinandoa configuracao da cidade como um evento perpetuado.Isso se aproxima bastante das idéias archigramescas dosanos 1960e\"deconstrutivistas\"dos anos 1970e 1980.Assi-nalemos aqui que as idéias \"deconstrutivistas”de“even-to”,de origem deleuziana,nāo sao um devaneio pseudo·filosofico de arquitetos equivocados na sua relacāo com osconceitos -aliás,arquiteto interessado pelos conceitoséo  \njamento em que a reflexao nao interessa.Quando co-mecamos a trabalhar a critica da arquitetura,costumá-vamos produzir formulacoes bastante provocativas acercada inércia critica de que esse campo sofre,até pensarque as vozes criticas servem a nada porque tem poucarepercussāo social e politica.Ao mesmo tempo,gosta-mos de repetir que se,no século XVIII,Voltaire,Diderote Montesquieu tivessem ficado em silencio porque o com-bate politico e inteletual lhes teria parecido condenadode antemāo ao fracasso,a democracia,no caso euro-peia,nāo teria enunciado suas perspectivas históricastao cedo.É necessário,portanto,insistir.  \nComo Professor em uma Pós-Graduacao emArquitetura e Urbanismo,vemos bem como o Mestradopode desempenhar uma funcāo de compensador social einteletual.Cada nova turma traz aqueles estudantes que,por exemplo,querem investigar a questao da experien-cia do usuário da arquitetura,sem ter uma ideia clarado queé,mas sempre se desprende desse tipo de proje-to de pesquisa uma tremenda insatisfacao perante umaarquitetura aqui e agora incapaz de propiciar -tal éopostulado implícito que os norteia-uma experiencia qua-lificada dos espacos.  \nA cidade tornou-se a materia-prima de uma percepcao da or-dem da imagem.Sabemos queexiste um uso publicitario daimagem como existe um uso ar-tistico da imagem.  \narquitetos dos anos 1910e 1920 que elogiavam a acele-racao da vida moderna,a ruptura com o peso da tradi-cao,a cidade como máquina instável etc.,cantando ascidades dos grandes efeitos e dos grandes mecanismosdo dinamismo e da instabilidade em massa.  \nHoje,o problemaé que muitos artistas tam-bém caem na mesma armadilha.Basta ler no catálogoda Bienal dos 50 anos,em 2001,as palavras de criticos,de curadores ou de artistas que foram colocadas acimada reproducāo das instalacoes,todas relacionadas como tema da cidade como “rede de tensao”,para ver quereina uma ingenuidade dramática.  \nA cidade tornou-se a matéria-prima de uma per-cepcāo da ordem da imagem.Sabemos que existe umuso publicitário da imagem como existe um uso artisticoda imagem.Sem 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